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2011 - Questions & Answers with Tim "Ripper" Owens
Por: Brazil Beyond Fear

Confiram abaixo todas as perguntas feitas pelos fãs e usuários dos nossos sites: Brazil Beyond Fear e Brazil Under Ice (Iced Earth). Com vocês Mr. Tim "Ripper" Owens!

Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Falando de técnica vocal, o estudo de material clássico ou estilos diferentes do Heavy Metal influenciaram no seu desenvolvimento como vocalista?"

Tim Owens: Cresci cantando em corais e tal, mas eu amo metal e é assim que minha voz se ajusta a todos os estilos.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Ainda sobre técnica vocal, pode nos dizer alguma coisa sobre sua rotina? Não diga que você só bebe água (risos)."

Tim Owens: Eu bebo muito água (risos). Faço um pouco de zumbido com a voz e canto através de um canudinho, para fazer esse zumbido, descanso e rezo bastante (risos).

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Dentro do contexto atual do Heavy Metal, você acha que o estilo está em decadência? Qual é o problema das bandas novas?"

Tim Owens: Bom, é um estilo diferente e não acho que esteja em decadência. Acho que nos esquecemos de todas as bandas de MERDA dos anos 80 e 90. Digo, tinha muitas bandas ruins! A música muda. Os mais novos têm suas próprias bandas, não dá pra viver do passado.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Tem alguém com quem você gostaria de trabalhar junto? Quem você nunca mais trabalharia?"

Tim Owens: Adoraria fazer algo com Tony Iommi, Zakk Wylde, e etc. Acho que já trabalhei com todo mundo (risos). Sobre a outra parte, deixa pra lá (risos).

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Existe alguma chance de uma reunião do Winters Bane para um CD ao vivo ou um "Heart Of A Killer - Parte 2" por exemplo?"

Tim Owens: Eu tentei fazer alguma coisa, mas não houve interesse das gravadoras. Queria gravar um “Heart Of A Killer Part II” e seria um prólogo contando a história do assassino antes dele ser pego.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Na cena atual todos os vocalistas lendários estão sentindo o peso da idade, e o seu começo no Judas Priest chocou uma grande parte da comunidade, visto que, tecnicamente, você não deve nada a nenhum outro grande nome, mas, ainda assim, você faz a maioria dos seus shows em bares, para públicos pequenos. Você acha que isso é injusto?"

Tim Owens: Não, essa é uma escolha minha, gosto de me ocupar e fazer música, é a minha vida e gosto dela assim. Eu posso engatar uma turnê grande atrás da outra, mas ver os fãs da forma que faço é demais!!  Digo, estive em turnê por quase 7 meses no ano passado, com públicos de 100, 200 pessoas, a públicos com 20.000, então, a vida é boa pra mim.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Fale sobre a audição para entrar no Judas. Foi como reza a lenda? Você entrou lá, cantou o primeiro verso da “Victim of Changes” e já estava dentro?"

Tim Owens: Foi, entrei e eles disseram para eu descansar um pouco e eu disse que sem chance, que tocássemos naquela hora, cantei o primeiro verso e Glenn disse "Owen, a vaga é sua" (risos). Então cantei o resto e também "The Ripper", daí pra frente eles me chamaram assim.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Como foram os primeiros meses com os membros do Judas Priest?"

Tim Owens: Muito bom, desde o começo tudo estava muito bem. Sempre nos divertíamos muito.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Não sei se é impressão minha, mas assistindo aos bootlegs e ao próprio “Live in London”, parece que a sua relação com Glenn Tipton é diferente da que você tinha com os outros. Quando o Judas Priest parar, você tem alguma perspectiva de trabalhar com ele?"

Tim Owens: Não era diferente, digo, me dava muito bem com o Glenn e também com todos os outros. Sempre nos demos bem e somos amigos até hoje. Eu adoraria trabalhar com Glenn, ou KK, ou Scott, ou Ian…ou com o Rob (risos).

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Sobre os recente rumores da sua participação na banda do Dio para lançar o material que ele não conseguiu terminar quando estava vivo, não é um fardo muito pesado de se carregar? Você tem carregado fardos assim pelo últimos 15 anos, como substituir Rob Halford, Matt Barlow e agora, mesmo sem substituí-lo, você seria o frontman de uma das maiores bandas da história a gravar o material do que poderíamos chamar do maior vocalista do Heavy Metal."

Tim Owens: Não tocamos outras músicas, a não ser as clássicas do Ronnie e fazemos turnês com o Dio Disciples. Um tributo ao Ronnie, mas gravar algo ai já não sei mesmo.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Por que você não toca mais músicas do Judas Priest nas suas turnês? Eu adoro "Burn in Hell", mas tem músicas muito boas, tipo "Brain Dead", "Dead Meat" e "Devil Digger", que, na minha opinião, merecem ser tocadas ao invés de material da era do Rob, tipo “Electric Eye” e “Painkiller”, e se concentrando especificamente na sua era."

Tim Owens: Eu toco. Faço muitas turnês e todo mundo ouve um set diferente. Talvez você não tenha me acompanhado muito. Toco sets diferentes o tempo todo. Quanto mais turnês faço, mais músicas diferentes eu canto, e acho que você realmente não está me acompanhando, porque toquei "Hell is Home", "One on One", “Lost and Found", “Burn in Hell”, "Red Baron”, “Scream Machine”, “And You Will Die”, “The Human Race”, “My Last Words”, “Heart of a Killer”, “Starting Over”, "Death Race”, “Believe”, aí coloco músicas tipo “Painkiller”, “Victim of Changes”, “Heaven and Hell”, etc. para deixar os fãs loucos. No "Live in London" eu canto coisas da minha época junto com os clássicos.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Qual era o sentimento no Winters Bane durante a gravação do “Heart of a Killer”? Tinha alguma coisa diferente no ar? Porque, na minha opinião, ele é um dos 5 melhores álbuns de Heavy Metal."

Tim Owens: É… foi divertido. Pra mim, foi um CD bom. Foi legal ir pra Alemanha. Eu adoraria regrava-lo e fazer os vocais soarem melhores, mais ricos e mais cheios. Gosto mais dos meus trabalhos de agora, mas eu era jovem na época e foram tempos muito bons.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Há vários comentários pela internet dizendo que a sua performance em “Close to You” é talvez o seu melhor trabalho no Judas Priest. O que você acha disso?"

Tim Owens: Uau, nunca ouvi isso. Eu adoro essa música, gosto do material do Priest. Agora, quando a ouço novamente, digo "Do caralho!"

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "O que você acha sobre ouvir Matt Barlow cantando algumas músicas que foram escritas na sua época no Iced Earth?"

Tim Owens: Eu ainda não o ouvi cantando elas, tenho coisas muito mais importantes pra fazer. Matt é um cara maravilhoso e eu desejo felicidade a ele e sua família.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Nunca vi um bootleg com você cantando “Victim of Changes” em shows depois que você saiu do Judas Priest, mas, por outro lado, você continua cantando músicas da época do Rob Halford, como “Painkiller”. Existe algum trauma com essa música? Porque antes de você entrar na banda, ela sempre tinha um lugar especial nos seus setlists."

Tim Owens: Você esta louco, porra? (risos) Eu canto "Victim” e “Diamonds”, “The Ripper” e “Exciter”… onde vocês estão pegando essas informações de merda? (risos)

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Você já ficou desapontado de alguma forma com algum dos seus ídolos do passado quando os encontrou pessoalmente? Se sim, quais deles?"

Tim Owens: Não.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Existe uma vídeo-biografia sua no Youtube, que mostra até a sua entrada no Judas Priest, e no final, tem imagens de um show no Agora Theatre (15/02/1998) que mostra o que a pessoas dizem ser sua mãe batendo cabeça. O que você sentiu?"

Tim Owens: Uau, foi muito bom, difícil de cantar porque eu estava meio em choque… toda minha família estava lá e minha filha, e mão também… sou um cara família e eles sempre me apoiaram.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Sobre a sua família, eles sempre te apoiaram pra ser um vocalista? Geralmente os pais não apóiam isso."

Tim Owens: (risos) Sim, eles me apoiam, é legal.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Sobre a sua forma de dar agudos, ela é bem diferente do que costumamos ouvir, parece que não tem divisão entre canto de cabeça, de peito e falsete, você treinou pra isso? Seth Riggs tem um método pra isso, você o estudou ou aconteceu naturalmente?"

Tim Owens: Eu apenas canto do meu jeito e não ligo muito pra essas nomenclaturas. Acho que agora pode ser chamado de Método Ripper. (risos)

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Você acredita que, de certa forma, a internet se tornou um problema para o Heavy Metal? Não só pelos downloads, mas pela velocidade com que as coisas são desmistificadas?"

Tim Owens: Bom, tudo que o você faz está lá, acho que a pior parte é ter telefones e câmeras nas casas de shows e você aparecer no Youtube… é triste.

Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Por ser norte-americano, você sofreu algum tipo de preconceito por ser o vocalista de uma banda inglesa como o Judas Priest?"

Tim Owens: Não… claro que não, por que sofreria? (risos)

Rodrigo Leão Vecchi pergunta: "O que você acha do anúncio do Judas Priest que parar de fazer turnês? E sobre o boato de que você assumiria os vocais do Heaven & Hell?"

Tim Owens: É uma coisa triste, o Judas tem tocado há vários anos, amo eles e desejo o melhor a ele. Sobre os boatos do H&H, me parecem muito bons (risos), mas são só boatos.

Maycon Chrystian
pergunta: "Gostaria de saber mais sobre seus projetos futuros. Existe alguma chance de você voltar para o Iced Earth algum dia?"


Tim Owens: Bom, agora estou fazendo minha turnê solo e em breve, também, com o Dio Disciples. Espero fazer uma turnê com Yngwie em outubro ou novembro. Sobre voltar à banda a resposta é uma só: NÃO.

Anderson Luiz Schraiber pergunta: "
Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou e quais foram os maiores incentivos que você recebeu no início da carreira?"

Tim Owens: Bom, nunca achei que faria isso pra sobreviver (risos). Obrigado Judas Priest!! Mas é uma coisa que também exige sorte e eu trabalho duro, quero impressionar as pessoas, é o que temos que fazer.

Rasmus Håkans pergunta: "Você tem alguma demo antiga que não foi lançada perdida por aí?"

Tim Owens: Talvez algumas. Não tenho certeza (risos). Eu tenho algumas do Twist of Fate e do Winters Bane.

Luiz Raposo pergunta: "Qual é o sentimento de gravar músicas que você sabe que nunca serão tocadas ao vivo, que estarão apenas no CD? Por exemplo, “Decapitate” e “Cathedral Spires” (Judas Priest), “The Light” (Tim Ripper Owens). Como você sabe qual música vai funcionar no estúdio ou ao vivo?"

Tim Owens: Bom, já toquei “Cathedral” ao vivo, mas é estranho. Espero tocar essas do Judas Priest e outras algum dia, sempre falo sobre isso. Às vezes ouço músicas que não ouvia há muito tempo (risos).

Luiz Raposo pergunta: "Você já se arrependeu de ter cantado alguma música? Qual?"

Tim Owens: Na verdade, não. Sou um vocalista e amo cantar.

Luiz Raposo pergunta: "Você já cometeu algum erro ao vivo que te deu vontade de se esconder e nunca mais mostrar a cara? Você se lembra qual música era?"

Tim Owens: Sim. Fiz alguns shows completamente sem voz. Foram horríveis!! E isso me assombra até hoje, digo, eu tento e tenho orgulho de conseguir cantar ao vivo e fazer tudo direito. Vejo vários vocalistas que não conseguem fazer isso, você pode achar que sim porque é um grande fã, mas se olhar com cuidado, eles não conseguem. Eu adoro cantar ao vivo, mas alguns desses shows foram muito ruins. Um foi na Alemanha com o Judas Priest e um em Flint, no Michigan, com o Iced Earth. Não me entenda mal, fiz vários shows ruins, mas esses foram um desastre (risos).

Luiz Raposo pergunta: "Tem algum tom de alguma música que faz você parar e dizer “OK, assim não vai funcionar… Vamos tentar de outro jeito?"

Tim Owens: Eu sempre gosto de tentar fazer as coisas de um jeito diferente. Eu mesmo não gosto de cantar todas as notas altas gritadas, prefiro cantar com minha voz normal, mas ao final da gravação eu gravo as notas altas porque é assim que as pessoas querem me ver cantando (risos).

Luiz Raposo pergunta: "Quem teve a idéia da arte da capa do "Play My Game"?"

Tim Owens: Bom, um cara chamado Matt Cassel a desenhou e nós tivemos várias idéias. Eu tive outras idéias para a capa e queria usá-las na contracapa ou no encarte, mas todo mundo adorou aquela, desde a gravadora até o empresário. O nome não ia ser esse, mas a gravadora quis assim, e hoje eu gosto dele.

Luiz Raposo pergunta: "Você já se recusou a cantar alguma música ao vivo enquanto você estava no Judas? Qual e por quê?"

Tim Owens: Não, “Turbo” não era das minhas favorita, mas era uma boa quebra no set (risos). Sério, eu adorava todas as músicas, digo, não tinha que cantar como o Rob, ao contrário do que as pessoas pensavam que eu estava fazendo. Cantei do meu jeito e funcionou.

Luiz Raposo pergunta: "Você já se recusou a cantar alguma música ao vivo enquanto você estava no Iced Earth? Qual e por quê?"

Tim Owens: Não. Foi uma época boa e eu adorava cantar o material do Iced Earth, mas enquanto eu estava lá, não podíamos falar nada sobre o Judas Priest ou sequer meu apelido "Ripper" ou a música, mas foram bons tempos.

Luiz Raposo pergunta: "No Judas Priest, qual é a letra mais estúpida na melhor música? Por quê?"

Tim Owens: Não vou responder essa (risos). Ok, talvez “Turbo Lover” (risos). Ela é engraçada, mas adoro todas elas.

Luiz Raposo pergunta: "Quem teve a idéia de cantar "Diamonds and Rusts" acústica? Você já considerou cantá-la do jeito Judas Priest no “Sin After Sin”?"

Tim Owens: Estávamos sentados descansando durante uma sessão de fotos, Glenn estava com um violão, e estávamos tocando alguns clássicos e ele começou a tocá-la. Ficou bem legal, aí decidimos que ela deveria ser tocada ao vivo e o resto é história! Eu adoraria gravá-la do jeito “Sin After Sin”, mas agora essa versão tem a minha marca. Digo, até mesmo Rob canta desse jeito, mas sem as notas agudas no final.

José Paulo pergunta: "Existe a possibilidade de você cantar com Rob em algum show da turnê de despedida do Judas Priest, mesmo que seja só uma música?"


Tim Owens: Seria bem legal se acontecesse e faria justiça à história da banda. Como podemos mandar essa ideia para os caras do Judas? Eu adoraria fazer isso, adoro os caras e acho que os fãs adorariam também. Não acho que vai acontecer, mas nunca sabemos! (risos)

Lucas Santana da Silva pergunta: "Qual sua opinião sobre o “The Glorious Burden” do Iced Earth? Acho que esse é o seu melhor trabalho. Você realmente colocou sentimentos nas músicas. É simplesmente um álbum incrível e eu ainda o escuto. Parabéns pela sua carreira e, por favor, nos presenteie com outro grande álbum do Beyond Fear.


Tim Owens: Também gosto dele, é um grande álbum e acho "Gettysburg" o máximo. Espero lançar outro do Beyond Fear em breve. Obrigado!

Rafael Lopez pergunta: "Primeiramente gostaria de dizer “Olá” e que sou Um grande fã. Você está acima da media como vocalista, e nós, fãs de rock do mundo todo, ficamos orgulhosos de ouvir o excelente vocalista que você é! Bom, minha pergunta é: Matt Barlow saiu do Iced Earth de novo, por motivos pessoais. Você acredita que haja a possibilidade de você voltar? Seus álbuns com eles são excelentes.

Tim Owens: Não, não há um pingo de chance.

Rafael Lopez pergunta: "Qual a sua situação com a banda de Yngwie Malmsteen? Por que você gravou apenas algumas músicas do álbum? A “Look At You Now” tem tudo a ver com a sua voz, por que você não a gravou?"

Tim Owens: Eu gravei dois álbuns com Yngwie e cerca de 14 músicas então acho que é bastante (risos), e ao vivo eu canto mais músicas quando tocamos. Espero poder fazer mais turnês e gravar mais com ele.

Rafael Lopez pergunta: "Como está sua carreira solo? E o que você acha do público e das bandas de Metal do Brasil?"

Tim Owens: Minha carreira solo vai muito bem. Queria que meu CD vendesse mais e que os fãs o comprassem, mas as coisas não são bem assim. Tem vários músicos muito bons no Brasil, já toquei com vários deles.

Wesley Dobrychtop Ieger pergunta: "O que você acha da turnê de despedida do Judas Priest?

Tim Owens: Acho uma droga. Queria que eles continuassem a fazer turnês. Eles são amigos, mas se é preciso descansar, que assim seja.

Bruno Schmidt pergunta: "Em qual fase da sua vida você percebeu que sua voz tinha um potencial diferente e que você poderia usar para cantar?"

Tim Owens: Bem cedo. Eu cantava as músicas do Elvis, Alice Cooper, BTO e Kiss, e todas elas eram fáceis, e cantei também em um coral quando era bem novo.

Bruno Schmidt pergunta: "Quais álbuns inusitados podemos encontrar na sua coleção?"

Tim Owens: Celine Dion, Lynyrd Skynyrd. Não muitos, mas sou um cara eclético.

Bruno Schmidt pergunta: "Se você não seguisse carreira musical, qual seria seu emprego?"

Tim Owens: Cara, não sei. Eu diria que trabalharia com vendas, mas não sei o que faria, de verdade (risos).

Bruno Schmidt pergunta: "Com quais músicos você gostaria de trabalhar junto ou gostaria que fizessem uma participação em algum trabalho?"

Tim Owens: Todos eles! (risos)

Bruno Schmidt pergunta: "Pra mim, “Charred Walls of the Damned” é o seu melhor trabalho até agora. Como anda o novo álbum? Ele será lançado com um DVD bônus? Se você puder lançar um DVD com as sessões de gravação seria legal, um pouco maior dessa vez. Como é trabalhar com  Richard, Steve e Jason?"

Tim Owens: Está tudo bem com o Charred Walls Of The Damned. É bem diferente pra mim, uma grande variedade musical comigo cantando sempre o mesmo estilo. O novo CD é matador e é incrível gravar com os caras, eles são divertidos e talentosos. Obrigado.

Danny Johann pergunta: "Sei que essa pergunta já deve ter sido feita por algum fã, mas mesmo assim vou pergunta. Com a saída do Matthew Barlow do Iced Earth, você vê a possibilidade de retornar à banda? Há algum relação de amizade entre você e Jon Schaffer?

Tim Owens: Oh não, de novo (risos). A resposta é: Não e não.

Giovani pergunta: "Algumas semanas atrás, K.K. Downing disse que faria uma eleição em seu site oficial para escolher as músicas dos show. Ele levantou a idéia de Rob Halford cantar algumas músicas do "Jugulator" e do "Demolition". Você ficou surpreso de alguma forma com essa informação?"

Tim Owens: Não. São músicas do Judas Priest e devem ser tocadas, é triste que eles se esquivem delas e dos CD gravados comigo. Digo, nem mesmo colocam os CDs à venda, é uma vergonha.

Sérgio William Costa pergunta: "
Por que você prioriza os covers em seus shows em vez de se concentrar na sua carreira solo, do Beyond Fear e suas gravações com o Judas Priest?"

Tim Owens: Vamos lá de novo (risos). Toco sets diferentes o tempo todo, quanto mais faço turnês, mais músicas diferentes eu canto. Acho que você realmente não está me acompanhando, porque toquei "Hell is Home", "One on One", “Lost and Found", “Burn in Hell”, "Red Baron”, “Scream Machine”, “And You Will Die”, “The Human Race”, “My Last Words”, “Heart of a Killer”, “Starting Over”, "Death Race”, “Believe”, aí coloco músicas tipo “Painkiller”, “Victim of Changes”, “Heaven and Hell”, e outros para deixar os fãs loucos. No "Live in London" eu cantei coisas da minha época junto com os clássicos também.

Jhony Watson pergunta: "Gostaria de saber quais são seus 5 vocalistas favoritas do Metal hoje. Se você pudesse escolher uma das bandas antigas para uma reunião, qual seria sua escolha?"

Tim Owens: Ronnie James Dio, Rob Halford, Joey Belladonna, Chris Cornell e Bruce Dickinson. Eu adoraria fazer algo com os caras do Judas Priest de novo. Faço mais turnês agora, ganho mais dinheiro agora, mas eu sinto saudades deles, eles são legais e nos divertiámos muito.

Glauco Teles pergunta: "Parabéns pelo seu talento, para mim você é um dos melhores vocalistas que já ouvi, tem casa agressividade com técnica, continue sempre assim, espero um dia poder conversar com você. O que há de melhor e de pior na cena do Heavy Metal?"

Tim Owens: A melhor coisa é ter fãs como você. Eu adoro os fãs, vocês são incríveis, obrigado. De pior, acho que ficar longe da família... mas enfim, tudo em nome do Metal (risos).

Nicolas Cardoso Quadros pergunta: "Como você consegue alcançar notas tão agudas e, ao mesmo tempo, notas tão graves e às vezes até mesmo gutural? Tudo isso com um poder incrível na voz!! Se eu pudesse escolher uma voz para ser minha (e eu tento cantar há três anos), seria a sua! Você é a melhor voz do Heavy Metal. Enfim, minha pergunta é: pra mim, você é “o cara” pra continuar o trabalho de Ronnie James Dio no Black Sabbath, hoje conhecido como Heaven & Hell. Acho que sua voz se encaixa perfeitamente. Quais são as chances de isso acontecer?

Tim Owens: Bom, acho que todos sabem que a coisa com o H&H não vai rolar, são tudo rumores. Mas com o Dio Disciples a coisa rola e com eles vou fazer turnês pelo mundo celebrando a música dele e me divertindo com todos vocês.

Vinicius Zimmermann pergunta: "Antes de cantar no Judas Priest, quando você estava no Winters Bane você pensou em cantar como profissional?"

T
im Owens: Na verdade, não. Isso não aconteceu até os meus 28 anos e eu entrar no Judas Priest. Sempre trabalhei e fiz música em paralelo, aí tive a oportunidade de ter uma vida (risos).

Elton Carlos Camilo pergunta: "O filme “Rock Star” foi inspirado na sua carreira? De vocalista de uma banda cover para  a maior banda do Heavy Metal? Como foi isso?"

T
im Owens: Sim, ele foi amplamente baseado em mim, ele ia ser totalmente sobre mim, mas a banda não quis, então a produtora fez o filme do seu próprio jeito, mas fiquei lisonjeado pelo filme.

Elton Carlos Camilo pergunta: "Por que você nunca veio para Belo Horizonte? Existe alguma chance?"

T
im Owens: Eu adoraria, amos trabalhar pra isso!!

Elton Carlos Camilo pergunta: "Você é procurado por muitas bandas?"

T
im Owens: Sempre, recebo e-mails direto pra entrar em outras bandas, é legal.

Elton Carlos Camilo pergunta: "Você sabe se existe alguma música da sua época no Iced Earth que o Matthew Barlow não conseguia cantar direito?"

T
im Owens: Não

Marcelo Lopes pergunta: "Considerando tudo o que já ouvi na sua voz (Judas, Iced, Malmsteen, Beyond, etc..), concluí que sua voz fica mais harmoniosa e causa mais impacto em músicas mais agressivas, como "Scream Machine", que é uma prova de que um estilo mais thrash/heavy é importante para a sua voz. Outras músicas que apresentavam uma tendência mais melódica, tipo Iced Earth e Malmsteen, as músicas não ficaram boas. Como você faz essa convergência, você sente isso também? Acho que você deveria trabalhar mais com melhores compositores em vez de se concentrar em somente um estilo. Afinal de contas, você deve ser polivalente. A qualidade que gosto do Iced Earth é o som mais relacionado ao Thrash, e quando você entrou na banda, eu tinha algo muito bom em mente, mas Jon decidiu mudar a composição, o que, na minha opinião, reduziu o sucesso e, como conseqüência, contribuiu para a sua saída.

T
im Owens: Discordo completamente. Acho que canto bem nas músicas pesadas, mas gosto de vocais mais melódicos, músicas que têm um pouco mais de feeling, como "Gettysburg", que é uma das minhas favoritas, “Starting Over”, “Diamonds and Rust”, ou “Burn in Hell” (risos), a lista é grande, mas eu não concordo com você, gosto dos jeitos que eu canto e gosto de cantar de todos os jeitos (risos).

Bruno Pinho pergunta: "Temos a chance de ver você cantar de novo no Judas Priest? Vi você e Rob ao vivo, e você é 10 vezes melhor"

T
im Owens: Digo que não, mas adoraria poder cantar com eles de novo.

Bruno Pinho pergunta: "Por que você não veio ao Rio de Janeiro ano passado? Queremos um show também!"

T
im Owens: Foi uma turnê menor, mas o responsável pelo agendamento não era eu. As coisas não deram muito certo nessa turnê e alguns shows foram marcados em cima da hora, literalmente, mas tenho que dizer, foram ótimos shows, adorei todos eles.

Tony Velho pergunta: " Querido Tim Ripper, você pegou meu boné da Ferrari no show de Porto Alegre em 2009, você ainda usa ele? Tudo de bom!"

T
im Owens: Eu usei até ele se acabar (risos). Obrigado, cara.

André Luiz Fonseca pergunta: "Você cantou em grandes bandas, e uma é bem especial pra mim, o Judas Priest, da qual você é fã. Se você fosse convidado para entrar em outra banda da qual você fosse fã, qual seria? Aceitaria o convite ou se concentraria na sua carreira solo?

T
im Owens: Bom, estou no Dio Disciples, que é um grupo de amigos que tocam para celebrar a música do Ronnie James Dio, mas eu digo que os caras do Black Sabbath, a música, os riffs de guitarra, o baixo é muito louco e a bateria também. Acho que seria um encaixe perfeito, mas não deveríamos chamar de Heaven & Hell ou Black Sabbath, porque são verdadeiras instituições da música pesada.

Vini Penha pergunta: "O Judas Priest anunciou recentemente que esse será o último ano deles em turnê. Existe a chance de você fazer uma participação especial? Afinal de contas, você fez parte da banda e seria muito muito muito legal ver você cantar junto com Rob Halford.

T
im Owens: Como disse antes, eu adoraria fazer isso, mas não vai acontecer.