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2011
- Questions & Answers with Tim "Ripper" Owens
Por:
Brazil Beyond Fear
Confiram abaixo todas as perguntas feitas pelos fãs e
usuários dos nossos sites: Brazil Beyond Fear e Brazil Under Ice
(Iced Earth). Com vocês Mr. Tim "Ripper" Owens!
Luiz Henrique Cipolla Benetti pergunta: "Falando de
técnica vocal, o estudo de material clássico ou estilos diferentes do
Heavy Metal influenciaram no seu desenvolvimento como vocalista?"
Tim Owens:
Cresci cantando em corais e tal, mas eu amo metal e é assim que minha voz
se ajusta a todos os estilos.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Ainda sobre técnica vocal, pode nos dizer alguma coisa sobre
sua rotina? Não diga que você só bebe água (risos)."
Tim Owens:
Eu bebo muito água (risos). Faço um pouco de zumbido com a voz e canto
através de um canudinho, para fazer esse zumbido, descanso e rezo bastante
(risos).
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Dentro do contexto atual do Heavy Metal, você acha que o estilo
está em decadência? Qual é o problema das bandas novas?"
Tim Owens:
Bom, é um estilo diferente e não acho que esteja em decadência. Acho que
nos esquecemos de todas as bandas de MERDA dos anos 80 e 90. Digo, tinha
muitas bandas ruins! A música muda. Os mais novos têm suas próprias
bandas, não dá pra viver do passado.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Tem alguém com quem você gostaria de trabalhar junto? Quem você
nunca mais trabalharia?"
Tim Owens:
Adoraria fazer algo com Tony Iommi, Zakk Wylde, e etc. Acho que já
trabalhei com todo mundo (risos). Sobre a outra parte, deixa pra lá
(risos).
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Existe alguma chance de uma reunião do Winters Bane para um CD
ao vivo ou um "Heart Of A Killer - Parte 2" por exemplo?"
Tim Owens:
Eu tentei fazer alguma coisa, mas não houve interesse das gravadoras.
Queria gravar um “Heart Of A Killer Part II” e seria um prólogo contando a
história do assassino antes dele ser pego.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Na cena atual todos os vocalistas lendários estão sentindo o
peso da idade, e o seu começo no Judas Priest chocou uma grande parte da
comunidade, visto que, tecnicamente, você não deve nada a nenhum outro
grande nome, mas, ainda assim, você faz a maioria dos seus shows em bares,
para públicos pequenos. Você acha que isso é injusto?"
Tim Owens:
Não, essa é uma escolha minha, gosto de me ocupar e fazer música, é a
minha vida e gosto dela assim. Eu posso engatar uma turnê grande atrás da
outra, mas ver os fãs da forma que faço é demais!! Digo, estive em
turnê por quase 7 meses no ano passado, com públicos de 100, 200 pessoas,
a públicos com 20.000, então, a vida é boa pra mim.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Fale sobre a audição para entrar no Judas. Foi como reza a lenda? Você
entrou lá, cantou o primeiro verso da “Victim of Changes” e já estava
dentro?"
Tim Owens:
Foi, entrei e eles disseram para eu descansar um pouco e eu disse
que sem chance, que tocássemos naquela hora, cantei o primeiro verso e
Glenn disse "Owen, a vaga é sua" (risos). Então cantei o resto e
também "The Ripper", daí pra frente eles me chamaram assim.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Como foram os primeiros meses com os membros do Judas Priest?"
Tim Owens:
Muito bom, desde o começo tudo estava muito bem. Sempre nos divertíamos
muito.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Não sei se é impressão minha, mas assistindo aos bootlegs e ao próprio
“Live in London”, parece que a sua relação com Glenn Tipton é diferente da
que você tinha com os outros. Quando o Judas Priest parar, você tem alguma
perspectiva de trabalhar com ele?"
Tim Owens:
Não era diferente, digo, me dava
muito bem com o Glenn e também com todos os outros. Sempre nos demos bem e
somos amigos até hoje. Eu adoraria trabalhar com Glenn, ou KK, ou Scott,
ou Ian…ou com o Rob (risos).
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Sobre os recente rumores da sua participação na banda do Dio para lançar o
material que ele não conseguiu terminar quando estava vivo, não é um fardo
muito pesado de se carregar? Você tem carregado fardos assim pelo últimos
15 anos, como substituir Rob Halford, Matt Barlow e agora, mesmo sem
substituí-lo, você seria o frontman de uma das maiores bandas da história
a gravar o material do que poderíamos chamar do maior vocalista do Heavy
Metal."
Tim Owens:
Não tocamos outras músicas, a não ser as clássicas do Ronnie e fazemos
turnês com o Dio Disciples. Um tributo ao Ronnie, mas gravar algo ai já
não sei mesmo.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Por que você não toca mais músicas do Judas Priest nas suas turnês? Eu adoro "Burn
in Hell", mas tem músicas muito boas, tipo "Brain Dead", "Dead Meat"
e "Devil Digger", que, na minha opinião, merecem ser tocadas ao invés
de material da era do Rob, tipo “Electric Eye” e “Painkiller”, e se
concentrando especificamente na sua era."
Tim Owens:
Eu toco. Faço muitas turnês e
todo mundo ouve um set diferente. Talvez você não tenha me acompanhado
muito. Toco sets diferentes o tempo todo. Quanto mais turnês faço, mais
músicas diferentes eu canto, e acho que você realmente não está me
acompanhando, porque toquei "Hell is Home", "One on One", “Lost and Found",
“Burn in Hell”, "Red Baron”, “Scream Machine”, “And You Will Die”, “The
Human Race”, “My Last Words”, “Heart of a Killer”, “Starting Over”, "Death
Race”, “Believe”, aí coloco músicas tipo “Painkiller”, “Victim of Changes”,
“Heaven and Hell”, etc. para deixar os fãs loucos. No "Live in London" eu
canto coisas da minha época junto com os clássicos.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Qual era o sentimento no Winters Bane durante a gravação do “Heart of a
Killer”? Tinha alguma coisa diferente no ar? Porque, na minha opinião, ele
é um dos 5 melhores álbuns de Heavy Metal."
Tim Owens:
É… foi divertido. Pra mim, foi
um CD bom. Foi legal ir pra Alemanha. Eu adoraria regrava-lo e fazer os
vocais soarem melhores, mais ricos e mais cheios. Gosto mais dos meus
trabalhos de agora, mas eu era jovem na época e foram tempos muito bons.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Há vários comentários pela internet dizendo que a sua performance em
“Close to You” é talvez o seu melhor trabalho no Judas Priest. O que você
acha disso?"
Tim Owens:
Uau, nunca ouvi isso. Eu adoro essa música, gosto do material
do Priest. Agora, quando a ouço novamente, digo "Do caralho!"
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "O que você acha sobre ouvir Matt Barlow cantando algumas músicas que foram
escritas na sua época no Iced Earth?"
Tim Owens:
Eu ainda não o ouvi cantando elas,
tenho coisas muito mais importantes pra fazer. Matt é um cara
maravilhoso e eu desejo felicidade a ele e sua família.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Nunca vi um bootleg com você cantando “Victim of Changes” em shows depois
que você saiu do Judas Priest, mas, por outro lado, você continua cantando
músicas da época do Rob Halford, como “Painkiller”. Existe algum trauma
com essa música? Porque antes de você entrar na banda, ela sempre tinha um
lugar especial nos seus setlists."
Tim Owens:
Você esta louco, porra? (risos) Eu canto "Victim” e
“Diamonds”, “The Ripper” e “Exciter”… onde vocês estão pegando essas
informações de merda? (risos)
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Você já ficou desapontado de alguma forma com algum dos seus ídolos do
passado quando os encontrou pessoalmente? Se sim, quais deles?"
Tim Owens:
Não.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Existe uma vídeo-biografia sua no Youtube, que mostra até a sua entrada no
Judas Priest, e no final, tem imagens de um show no Agora Theatre (15/02/1998) que
mostra o que a pessoas dizem ser sua mãe batendo cabeça. O que você
sentiu?"
Tim Owens:
Uau, foi muito bom, difícil de cantar porque eu estava meio em choque…
toda minha família estava lá e minha filha, e mão também… sou um cara família e eles sempre me
apoiaram.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Sobre a sua família, eles sempre te apoiaram pra ser um vocalista?
Geralmente os pais não apóiam isso."
Tim Owens:
(risos) Sim, eles me apoiam, é legal.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Sobre a sua forma de dar agudos, ela é bem diferente do que costumamos
ouvir, parece que não tem divisão entre canto de cabeça, de peito e
falsete, você treinou pra isso? Seth Riggs tem um método pra isso, você o
estudou ou aconteceu naturalmente?"
Tim Owens:
Eu apenas canto do meu jeito e não ligo
muito pra essas nomenclaturas. Acho que agora pode ser chamado de Método
Ripper. (risos)
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Você acredita que, de certa forma, a internet se tornou um problema para o
Heavy Metal? Não só pelos downloads, mas pela velocidade com que as coisas
são desmistificadas?"
Tim Owens:
Bom, tudo que o você faz está lá, acho que a pior
parte é ter telefones e câmeras nas casas de shows e você aparecer no
Youtube… é triste.
Luiz Henrique Cipolla Benetti
pergunta: "Por ser norte-americano, você sofreu algum tipo de preconceito por ser o
vocalista de uma banda inglesa como o Judas Priest?"
Tim Owens:
Não… claro que não,
por que sofreria? (risos)
Rodrigo Leão Vecchi pergunta: "O que você acha do anúncio do Judas
Priest que parar de fazer turnês? E sobre o
boato de que você assumiria os vocais do Heaven & Hell?"
Tim Owens:
É uma coisa
triste, o Judas tem tocado há vários anos, amo eles e desejo o melhor a
ele. Sobre os boatos do H&H, me parecem muito bons (risos), mas são só
boatos.
Maycon Chrystian pergunta: "Gostaria de saber mais sobre seus projetos futuros.
Existe alguma chance de você voltar para o Iced Earth algum dia?"
Tim Owens:
Bom, agora estou
fazendo minha turnê solo e em breve, também, com o Dio Disciples. Espero
fazer uma turnê com Yngwie em outubro ou novembro. Sobre voltar à banda a
resposta é uma só: NÃO.
Anderson Luiz Schraiber pergunta: "Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou e quais foram os
maiores incentivos que você recebeu no início da carreira?"
Tim Owens:
Bom, nunca
achei que faria isso pra sobreviver (risos). Obrigado Judas Priest!! Mas é uma
coisa que também exige sorte e eu trabalho duro, quero impressionar as
pessoas, é o que temos que fazer.
Rasmus Håkans pergunta: "Você tem alguma demo antiga que não foi lançada perdida por aí?"
Tim Owens:
Talvez algumas. Não tenho certeza (risos). Eu tenho algumas do Twist of Fate e do
Winters Bane.
Luiz Raposo pergunta: "Qual é o sentimento de gravar músicas que você sabe que nunca serão
tocadas ao vivo, que estarão apenas no CD? Por exemplo, “Decapitate” e
“Cathedral Spires” (Judas Priest), “The Light” (Tim Ripper Owens). Como
você sabe qual música vai funcionar no estúdio ou ao vivo?"
Tim Owens:
Bom, já toquei
“Cathedral” ao vivo, mas é estranho. Espero tocar essas do Judas Priest e outras
algum dia, sempre falo sobre isso. Às vezes ouço músicas que não ouvia há
muito tempo (risos).
Luiz Raposo pergunta: "Você já se arrependeu de ter cantado alguma música? Qual?"
Tim Owens:
Na verdade, não.
Sou um vocalista e amo cantar.
Luiz Raposo pergunta: "Você já cometeu algum erro ao vivo que te deu vontade de se esconder e
nunca mais mostrar a cara? Você se lembra qual música era?"
Tim Owens:
Sim. Fiz alguns
shows completamente sem voz. Foram horríveis!! E isso me assombra até
hoje, digo, eu tento e tenho orgulho de conseguir cantar ao vivo e fazer
tudo direito. Vejo vários vocalistas que não conseguem fazer isso, você
pode achar que sim porque é um grande fã, mas se olhar com cuidado, eles
não conseguem. Eu adoro cantar ao vivo, mas alguns desses shows foram
muito ruins. Um foi na Alemanha com o Judas Priest e um em Flint, no Michigan,
com o Iced Earth. Não me entenda mal, fiz vários shows ruins, mas esses
foram um desastre (risos).
Luiz Raposo pergunta: "Tem algum tom de alguma música que faz você parar e dizer “OK, assim não
vai funcionar… Vamos tentar de outro jeito?"
Tim Owens:
Eu sempre gosto de tentar
fazer as coisas de um jeito diferente. Eu mesmo não gosto de cantar todas
as notas altas gritadas, prefiro cantar com minha voz normal, mas ao final
da gravação eu gravo as notas altas porque é assim que as pessoas querem
me ver cantando (risos).
Luiz Raposo pergunta: "Quem teve a idéia da arte da capa do
"Play My Game"?"
Tim Owens:
Bom, um cara chamado
Matt Cassel a desenhou e nós tivemos várias idéias. Eu tive outras idéias
para a capa e queria usá-las na contracapa ou no encarte, mas todo mundo
adorou aquela, desde a gravadora até o empresário. O nome não ia ser esse,
mas a gravadora quis assim, e hoje eu gosto dele.
Luiz Raposo pergunta: "Você já se recusou a cantar alguma música ao vivo enquanto você estava no
Judas? Qual e por quê?"
Tim Owens:
Não, “Turbo” não era das minhas favorita, mas
era uma boa quebra no set (risos). Sério, eu adorava todas as músicas, digo,
não tinha que cantar como o Rob, ao contrário do que as pessoas pensavam
que eu estava fazendo. Cantei do meu jeito e funcionou.
Luiz Raposo pergunta: "Você já se recusou a cantar alguma música ao vivo enquanto você estava no
Iced Earth? Qual e por quê?"
Tim Owens:
Não. Foi uma época boa e eu adorava cantar o
material do Iced Earth, mas enquanto eu estava lá, não podíamos falar nada
sobre o Judas Priest ou sequer meu apelido "Ripper" ou a música, mas foram bons tempos.
Luiz Raposo pergunta: "No Judas Priest, qual é a letra mais estúpida na melhor música? Por quê?"
Tim Owens:
Não vou responder essa (risos). Ok, talvez “Turbo Lover” (risos). Ela é
engraçada, mas adoro todas elas.
Luiz Raposo pergunta: "Quem teve a idéia de cantar
"Diamonds and Rusts" acústica?
Você já considerou cantá-la do jeito Judas Priest no “Sin After Sin”?"
Tim Owens:
Estávamos sentados descansando durante uma sessão de fotos, Glenn estava
com um violão, e estávamos tocando alguns clássicos e ele começou a
tocá-la. Ficou bem legal, aí decidimos que ela deveria ser tocada ao vivo
e o resto é história! Eu adoraria gravá-la do jeito “Sin After Sin”, mas
agora essa versão tem a minha marca. Digo, até mesmo Rob canta desse
jeito, mas sem as notas agudas no final.
José Paulo pergunta: "Existe a possibilidade de você cantar com Rob em algum show da turnê de
despedida do Judas Priest, mesmo que seja só uma música?"
Tim Owens:
Seria bem legal se
acontecesse e faria justiça à história da banda. Como podemos mandar essa
ideia para os caras do Judas? Eu adoraria fazer isso, adoro os caras e
acho que os fãs adorariam também. Não acho que vai acontecer, mas nunca
sabemos! (risos)
Lucas Santana da Silva pergunta: "Qual sua opinião sobre o “The Glorious Burden” do Iced Earth? Acho que
esse é o seu melhor trabalho. Você realmente colocou sentimentos nas
músicas. É simplesmente um álbum incrível e eu ainda o escuto. Parabéns
pela sua carreira e, por favor, nos presenteie com outro grande álbum do
Beyond Fear.
Tim Owens:
Também gosto dele, é um grande álbum e acho "Gettysburg" o máximo. Espero lançar outro do Beyond Fear em breve.
Obrigado!
Rafael Lopez pergunta: "Primeiramente gostaria de dizer “Olá” e que sou
Um grande fã. Você está
acima da media como vocalista, e nós, fãs de rock do mundo todo, ficamos
orgulhosos de ouvir o excelente vocalista que você é!
Bom, minha pergunta é: Matt Barlow saiu do Iced Earth de novo, por motivos
pessoais. Você acredita que haja a possibilidade de você voltar? Seus álbuns com
eles são excelentes.
Tim Owens:
Não, não há um pingo de chance.
Rafael Lopez pergunta: "Qual a sua situação com a banda de Yngwie Malmsteen? Por que você
gravou apenas algumas músicas do álbum? A “Look At You Now” tem tudo a ver
com a sua voz, por que você não a gravou?"
Tim Owens:
Eu gravei dois álbuns com Yngwie
e cerca de 14 músicas então acho que é bastante (risos), e ao vivo eu canto
mais músicas quando tocamos. Espero poder fazer mais turnês e gravar mais
com ele.
Rafael Lopez pergunta: "Como está sua carreira solo? E o que você acha do público e das bandas
de Metal do Brasil?"
Tim Owens:
Minha carreira solo vai muito bem. Queria que meu CD
vendesse mais e que os fãs o comprassem, mas as coisas não são bem
assim. Tem vários músicos muito bons no Brasil, já toquei com vários
deles.
Wesley Dobrychtop Ieger pergunta: "O que você acha da turnê de despedida do Judas Priest?
Tim Owens:
Acho uma droga. Queria que eles continuassem a fazer turnês. Eles são amigos, mas se é
preciso descansar, que assim seja.
Bruno Schmidt pergunta: "Em qual fase da sua vida você percebeu que sua voz tinha um
potencial diferente e que você poderia usar para cantar?"
Tim Owens:
Bem cedo. Eu
cantava as músicas do Elvis, Alice Cooper, BTO e Kiss, e todas elas
eram fáceis, e cantei também em um coral quando era bem novo.
Bruno Schmidt pergunta: "Quais álbuns inusitados podemos encontrar na sua coleção?"
Tim Owens:
Celine Dion,
Lynyrd Skynyrd. Não muitos, mas sou um cara eclético.
Bruno Schmidt pergunta: "Se você não seguisse carreira musical, qual seria seu emprego?"
Tim Owens:
Cara, não sei. Eu diria que trabalharia com vendas, mas não sei o que faria, de
verdade (risos).
Bruno Schmidt pergunta: "Com quais músicos você gostaria de trabalhar junto ou gostaria que
fizessem uma participação em algum trabalho?"
Tim Owens:
Todos eles! (risos)
Bruno Schmidt pergunta: "Pra mim, “Charred Walls of the Damned” é o seu melhor trabalho até agora.
Como anda o novo álbum? Ele será lançado com um DVD bônus? Se você puder
lançar um DVD com as sessões de gravação seria legal, um pouco maior dessa
vez. Como é trabalhar com Richard, Steve e Jason?"
Tim Owens:
Está tudo bem com o Charred Walls Of The Damned. É bem diferente pra mim, uma grande variedade musical comigo
cantando sempre o mesmo estilo. O novo CD é matador e é incrível gravar
com os caras, eles são divertidos e talentosos. Obrigado.
Danny Johann pergunta: "Sei que essa pergunta já deve ter sido feita por algum fã, mas mesmo
assim vou pergunta. Com a saída do Matthew Barlow do Iced Earth, você vê a
possibilidade de retornar à banda? Há algum relação de amizade entre você
e Jon Schaffer?
Tim Owens:
Oh não, de novo (risos). A resposta é: Não e não.
Giovani pergunta: "Algumas semanas atrás, K.K. Downing disse que faria uma eleição em seu
site oficial para escolher as músicas dos show. Ele levantou a idéia de
Rob Halford cantar algumas músicas do "Jugulator" e do "Demolition". Você
ficou surpreso de alguma forma com essa informação?"
Tim Owens:
Não. São músicas do
Judas Priest e devem ser tocadas, é triste que eles se esquivem delas e
dos CD gravados comigo. Digo, nem mesmo colocam os CDs à venda, é uma
vergonha.
Sérgio William Costa pergunta: "Por que você prioriza os covers em seus shows em vez de se concentrar
na sua carreira solo, do Beyond Fear e suas gravações com o Judas Priest?"
Tim Owens:
Vamos lá de novo (risos).
Toco sets diferentes o tempo todo, quanto mais faço turnês,
mais músicas diferentes eu canto. Acho que você realmente não está me
acompanhando, porque toquei "Hell is Home", "One on One", “Lost and Found",
“Burn in Hell”, "Red Baron”, “Scream Machine”, “And You Will Die”, “The
Human Race”, “My Last Words”, “Heart of a Killer”, “Starting Over”, "Death
Race”, “Believe”, aí coloco músicas tipo “Painkiller”, “Victim of Changes”,
“Heaven and Hell”, e outros para deixar os fãs loucos. No "Live in London" eu
cantei coisas da minha época junto com os clássicos também.
Jhony Watson pergunta: "Gostaria de saber quais são seus 5 vocalistas favoritas do Metal hoje. Se
você pudesse escolher uma das bandas antigas para uma reunião, qual seria
sua escolha?"
Tim Owens:
Ronnie James Dio, Rob Halford, Joey Belladonna, Chris Cornell e Bruce
Dickinson. Eu adoraria fazer algo com os caras do Judas Priest de novo. Faço
mais turnês agora, ganho mais dinheiro agora, mas eu sinto saudades deles,
eles são legais e nos divertiámos muito.
Glauco Teles pergunta: "Parabéns pelo seu talento, para mim você é um dos melhores vocalistas que
já ouvi, tem casa agressividade com técnica, continue sempre assim, espero
um dia poder conversar com você. O que há de melhor e de pior na cena do
Heavy Metal?"
Tim Owens:
A melhor coisa é ter fãs como você. Eu adoro os fãs, vocês
são incríveis, obrigado. De pior, acho que ficar longe da família... mas
enfim, tudo em nome do Metal (risos).
Nicolas Cardoso Quadros pergunta: "Como você consegue alcançar notas tão agudas e, ao mesmo tempo, notas tão
graves e às vezes até mesmo gutural? Tudo isso com um poder incrível na
voz!! Se eu pudesse escolher uma voz para ser minha (e eu tento cantar há
três anos), seria a sua! Você é a melhor voz do Heavy Metal. Enfim, minha
pergunta é: pra mim, você é “o cara” pra continuar o trabalho de Ronnie
James Dio no Black Sabbath, hoje conhecido como Heaven & Hell. Acho que
sua voz se encaixa perfeitamente. Quais são as chances de isso acontecer?
Tim Owens:
Bom, acho que todos sabem que a coisa com o H&H não vai rolar, são tudo
rumores. Mas com o Dio Disciples a coisa rola e com eles vou fazer turnês
pelo mundo celebrando a música dele e me divertindo com todos vocês.
Vinicius Zimmermann pergunta: "Antes de cantar no
Judas Priest, quando você estava no Winters Bane você pensou
em cantar como profissional?"
Tim Owens:
Na verdade, não. Isso não aconteceu até os meus 28 anos e eu entrar no
Judas Priest. Sempre trabalhei e fiz música em paralelo, aí tive a
oportunidade de ter uma vida (risos).
Elton Carlos Camilo pergunta: "O filme “Rock Star” foi inspirado na sua carreira? De vocalista de uma
banda cover para a maior banda do Heavy Metal? Como foi isso?"
Tim Owens:
Sim, ele
foi amplamente baseado em mim, ele ia ser totalmente sobre mim, mas a
banda não quis, então a produtora fez o filme do seu próprio jeito, mas
fiquei lisonjeado pelo filme.
Elton Carlos Camilo pergunta: "Por que você nunca veio para Belo Horizonte? Existe alguma chance?"
Tim Owens:
Eu
adoraria, amos trabalhar pra isso!!
Elton Carlos Camilo pergunta: "Você é procurado por muitas bandas?"
Tim Owens:
Sempre, recebo e-mails direto pra entrar
em outras bandas, é legal.
Elton Carlos Camilo pergunta: "Você sabe se existe alguma música da sua época no Iced Earth que o Matthew
Barlow não conseguia cantar direito?"
Tim Owens:
Não
Marcelo Lopes pergunta: "Considerando tudo o que já ouvi na sua voz (Judas, Iced, Malmsteen,
Beyond, etc..), concluí que sua voz fica mais harmoniosa e causa mais
impacto em músicas mais agressivas, como "Scream Machine", que é uma prova
de que um estilo mais thrash/heavy é importante para a sua voz. Outras
músicas que apresentavam uma tendência mais melódica, tipo Iced Earth e Malmsteen, as músicas não ficaram boas. Como você faz essa convergência,
você sente isso também? Acho que você deveria trabalhar mais com melhores
compositores em vez de se concentrar em somente um estilo. Afinal de
contas, você deve ser polivalente. A qualidade que gosto do Iced Earth é o som mais relacionado ao
Thrash, e quando você entrou na banda, eu tinha algo muito bom em mente,
mas Jon decidiu mudar a composição, o que, na minha opinião, reduziu o
sucesso e, como conseqüência, contribuiu para a sua saída.
Tim Owens:
Discordo
completamente. Acho que canto bem nas músicas pesadas, mas gosto de vocais
mais melódicos, músicas que têm um pouco mais de feeling, como "Gettysburg",
que é uma das minhas favoritas, “Starting Over”, “Diamonds and Rust”, ou
“Burn in Hell” (risos), a lista é grande, mas eu não concordo com você, gosto dos jeitos que eu canto e gosto de cantar de todos os jeitos
(risos).
Bruno Pinho pergunta: "Temos a chance de ver você cantar de novo no Judas Priest? Vi você e Rob
ao vivo, e você é 10 vezes melhor"
Tim Owens:
Digo que não, mas adoraria poder cantar
com eles de novo.
Bruno Pinho pergunta: "Por que você não veio ao Rio de Janeiro ano passado? Queremos um show
também!"
Tim Owens:
Foi uma turnê menor, mas o responsável pelo agendamento não era
eu. As coisas não deram muito certo nessa turnê e alguns
shows foram marcados em cima da hora, literalmente, mas tenho que dizer,
foram ótimos shows, adorei todos eles.
Tony Velho pergunta: "
Querido Tim Ripper, você pegou meu boné da Ferrari no show de Porto Alegre
em 2009, você ainda usa ele? Tudo de bom!"
Tim Owens:
Eu usei até ele se acabar (risos).
Obrigado, cara.
André Luiz Fonseca pergunta: "Você cantou em grandes bandas, e uma é bem especial pra mim, o Judas
Priest, da
qual você é fã. Se você fosse convidado para entrar em outra banda da qual
você fosse fã, qual seria? Aceitaria o convite ou se concentraria na sua
carreira solo?
Tim Owens:
Bom, estou no Dio Disciples, que é um grupo de amigos que
tocam para celebrar a música do Ronnie James Dio, mas eu digo que os caras do Black
Sabbath, a música, os riffs de guitarra, o baixo é muito louco e a bateria
também. Acho que seria um encaixe perfeito, mas não deveríamos chamar de
Heaven & Hell ou Black Sabbath, porque são verdadeiras instituições da
música pesada.
Vini Penha pergunta: "O Judas Priest anunciou recentemente que esse será o último ano deles em turnê.
Existe a chance de você fazer uma participação especial? Afinal de contas,
você fez parte da banda e seria muito muito muito legal ver você cantar
junto com Rob Halford.
Tim Owens:
Como disse antes, eu adoraria fazer isso, mas
não vai acontecer.
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