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2009 - Sleaze Roxx
Brazil Under Ice - Iced Earth Official Brazilian Site
Brazil Beyond Fear - Tim "Ripper" Owens Official Brazilian Site

Traduzido por Rodrigo Batata.

SR: Quanto tempo durou o processo de composição de "Play My Game"? E quando tempo demorou para gravá-lo?

Tim Owens: Bem, essa é uma pergunta difícil de responder, pois eu já tinha algumas dessa músicas prontas antes de eu decidir gravar um álbum solo. Algumas músicas já estavam feitas quando eu sai do Iced Earth. Então eu escrevi mais algumas com o Bob Kulick. Eu comecei a trabalhar no álbum, então eu fui e fiz o álbum do Yngwie, então eu voltei, fiz mais algumas coisas nele, excursionei um pouco, então voltamos e eu o terminei. Diria que trabalhei nele durante os últimos 12 meses. Diria algo em torno de 3 a 4 meses (de trabalho contínuo). Há prós e contras quando se faz pausas durante a gravação, mas acho que eu prefiro ter o álbum escrito, gravado e lançado, entende? Nós fizemos a maior parte das gravações em Los Angeles porque é lá que a maior parte dos nossos contatos estava. Creio que isso funcionou bem, mas no futuro, eu quero gravar aqui em Ohio porque eu tenho todo o equipamento para fazer gravações bem aqui. Eu também posso ficar perto de casa e do pessoal.

SR: Você tem uma extensa lista de convidados em "Play My Game". Você tinha as pessoas certas em mente quando escrevia certas faixas? Quanto os convidados se envolveram na gravação?

Tim Owens: Havia certas pessoas que eu queria que se envolvessem, não havia dúvidas que eu queria o Rudy Sarzo, Simon Wright, Chris Caffery, John Comprix e então tivemos o Michael Wilton e também o David Ellefson envolvidos nisso tudo. E a lista continuava a crescer, então o Billy Sheehan se envolveu assim como o Steve Steven, e depois isso começou a ter vida própria. Foi como "Quem você acha que ficaria bem nessa faixa?" Então nós chamávamos a pessoa e viámos se dava certo.

SR: O interessante é que vendo a lista, Steve Stevens e Billy Sheehan seriam as áltimas pessoas que eu esperaria ver em um álbum seu.

Tim Owens: Certo, mas eu queria algumas pessoas especificas que se encaixariam em determinadas faixas. Eu não queria o obvio, não queria pessoas no álbum para agradar outras pessoas. Eu queria alguém que viesse e adicionasse algo diferente, saca? Steve veio e o que ele fez em "Pick Yourself Up" ficou excelente e a parte de baixo na música era perfeita para o Billy e acho que ele teve uma grande performance. Você faz o que precisa ser feito para as músicas ficarem melhores e se divertir com isso. O grande objetivo que eu queria era me divertir fazendo esse álbum e ter músicas refletissem isso.

SR: Bob Kulick foi o produtor do álbum. Ele já trabalhou com Paul Stanley, Meat Loaf, W.A.S.P e outros. Por que você escolheu Bob e por que não produziu você mesmo o álbum?

Tim Owens: Já trabalhei com o Bob no passado, e temos um bom relacionamento. Acho que ele fez um grande trabalho pegando as melhores performances que ele pode em "Play My Game". Estou contente com o resultado final. Há prós e contras em auto-produzir um álbum. Acho que eu gostaria de fazer isso, mas eu teria uma opinião imparcial? É difícil, entende?

SR: "Play My Game" é seu primeiro lançamento solo, além disso você lançou o Beyond Fear alguns anos atrás. O que separa esse álbum do Beyond Fear?

Tim Owens: O Beyond Fear é uma banda, é diferente das coisas que eu fiz no passado. O álbum solo é algo que eu realmente queria fazer agora e é uma verdadeira representação do que o Tim "Ripper" Owens quer fazer como um artista solo.

SR: Quais os planos para promover esse álbum?

Tim Owens: Gostaria de ter feito algo antes do álbum sair, mas de fato eu estou fazendo isso depois. Eu não sei, mas eu estou feliz em poder falar algumas palavras por ai sobre o álbum, porque estou muito orgulhoso do que eu fiz em "Play My Game". Gostaria de fazer alguns shows para promover o álbum, mas não temos nada de concreto ainda. Eu não sei se e quando isso vai acontecer.

SR: Gostaria de acrescentar que eu realmente adoro sua performance no "Perpetual Flame" do Yngwie Malmsteen. Antes desse álbum você fez o cover de Mr. Crowley com o Yngwie em um tributo ao Ozzy. Como você se envolveu com o Malmsteen?

Tim Owens: Obrigado. Eu gostei da minha performance no álbum. Gostei de como isso ficou. Eu recebi uma ligação do Yngwie, ele sempre foi um fã do meu trabalho e ele precisava de um vocalista que fosse diferente do que ele já teve. Foi como, "claro, vamos tentar e ver se isso funciona". Nós fizemos isso e gostamos do que nós ouvimos e é isso que você ouve no "Perpetual Flame".

SR: Você ainda está com o Yngwie? Haverão mais gravações e turnÊs no futuro?

Tim Owens: Não sei ao certo. Sei que há alguns lugares pelos Estados Unidos que não tocamos ainda, também não tivemos a chance de tocar no México e no Canadá o que seria ótimo. Não sei ainda se temos outros shows planejados para o resto do ano ou se o Yngwie planeja iniciar outro álbum. Temos que esperar e ver.

SR: Você espera contribuir mais para o próximo álbum?

Tim Owens: Eu realmente adoraria, mas eu estou preparado para ir e cantar no próximo álbum. Eu entendo isso. Yngwie não tem problemas comigo fazendo minha carreira solo, pois ele sabe que preciso disso.

SR: Como você encara o fato de ser um "músico contratado" nas bandas que você esteve? Você prefere ser o líder de uma banda como o Beyond Fear ou um artista solo?

Tim Owens: Vou admitir que eu tenho muito mais controle criativo do que é feito nos meus álbuns. Eu gosto do que eu faço com o Beyond Fear e também como artista solo. Estou perfeitamente confortável com o meu trabalho com a banda do Yngwie Malmsteen, por isso ela é chamada Yngwie Malmsteen's Rising Force. É a banda dele e uma banda solo. Eu entro no palco, canto por 90 minutos e saio, esse é o show.

SR: Jon Schaffer disse que você perdeu o foco e estava mais focado na sua carreira solo do que no Iced Earth. Quão certo esta isso?

Tim Owens: (Pausa) Quando eu entrei no Ice Earth, tudo que eu pedi foi uma chance para contribuir. Apesar de a banda ser o "filho" do Jon, me foi apresentado como se fossemos uma banda. Eu aceitei. Durante os quatro anos que as músicas foram compostas ele me apresentou apenas duas partes de músicas para que eu pudesse contribuir. Eu fiquei frustrado porque não tive a oportunidade de escrever. Não se trata do Jon usar o meu material, porque se o meu material não servisse, ele não serviria e eu estaria preparado para isso. Quando o Jon fala sobre eu ter perdido o foco, ele está certo. Eu fiquei frustrado e perdi o foco no que ele estava fazendo com o Iced Earth. Eu não sabia o que ele estava escrevendo, eu não estava interessado na história sobre o "Something Wicked". Para começo de conversa, eu não sou um fã de ficção cientifica, então quando eu fui chamado para ir a convenções de HQs (histórias em quadrinhos) para promover o álbum, eu me sentia deslocado. Conforme o tempo foi passando eu comecei a escrever musicas para usar em outros lugares e isso pode ser visto como uma perda de foco.

SR: Como você se sente em relação aos álbuns que você gravou com o Iced Earth?

Tim Owens: Acho o "The Glorious Burden" um álbum muito bom, estou realmente orgulhoso dele. Gosto do meu trabalho nele.

SR: Como estão as coisas entre você e o Jon atualmente?

Tim Owens: Eu não tenho falado com o Jon. Quando ele me despediu por e-mail, não por telefone ou pessoalmente. A última vez que falei com ele foi antes desse e-mail. Acho que isso é melhor do que termos nos falado, entende?

SR: Quais foram os três melhores momentos da sua carreira até agora?

Tim Owens: Ótima pergunta. Diria que o primeiro foi ter viajado para a Alemanha para gravar o álbum do Winters Bane. Foi uma ótima experiência. Eu era jovem e estava em um lugar totalmente desconhecido para mim. Em segundo, eu diria que foi a audição e ter conseguido a vaga no Judas Priest. Gravar e fazer música com uma banda que eu sempre fui um grande fã e ser indicado para o Grammy pelo meu trabalho com eles foi fantástico. E em terceiro, eu diria que a oportunidade de escrever, gravar e lançar meu material solo como "Beyond Fear" e "Play My Game".

SR: E sobre estar na banda do Richard Christy, que acabou de assinar com a Metal Blade?

Tim Owens: SIm, a banda é chamada Charred Walls Of The Damned. É um projeto do Richard, ele escreveu todas as músicas e fez algumas ligações para alguns amigos para ver se estavam interessados. Ele me ofereceu a chance de cantar eu aceitei a proposta. Acho que gravaremos em algum momento entre o verão e o outono, isso será interessante.

SR: Antes de deixar você ir eu queria adicionar que eu comprei uma cópia do DVD "Roadrunner United" e eu tenho visto suas performances repetidamente. Ainda estou pasmo com sua habilidade e potência vocal.

Tim Owens: Obrigado cara, aquela noite foi explosiva. Foi uma honra ser convidado para cantar e dividir o palco com meus amigos. Foi mágico.

SR: Obrigado pelo tempo para responder as perguntas, boa sorte com o álbum.

Tim Owens: Obrigado, eu agradeço a ajuda.