2007 - Rock My Monkey
Brazil Under Ice - Iced Earth Official Brazilian Site
Brazil Beyond Fear - Tim "Ripper" Owens Official Brazilian Site

Traduzido por Antonio Neto.

Rock My Monkey: Olá, você está ouvindo a Rock My Monkey netcast no RockMyMonkey.com. Hoje estamos conversando com Tim “Ripper” Owens, anteriormente na banda Judas Priest, e agora no Iced Earth e Beyond Fear. Como vai, Tim?.

Tim Owens:
Estou muito bem. E você?.

Rock My Monkey: Estou ótimo. Você cantou muitos clássicos enquanto fez parte Judas Priest, mas qual música do "Framing Armageddon" tem chance de se tornar um clássico para o Iced Earth?.

Tim Owens:
Tem muitos. É um ótimo disco. Acho que "A Charge To Keep" é uma das minhas favoritas, e acho que ela poderia ser um clássico. Mas vou te dizer, uma que vai ser um clássico, é a "The Clouding". Ela realmente é uma música espetacular. Ela tem aquele sentimento maduro, lento. É demais.

Rock My Monkey: Na verdade, por causa dos CDs promos terem as vozes de Jon por cima das músicas, que sempre me dão uma má impressão, preferi esperar sair o disco oficial. Mas fiquei sabendo que essa música tem um jeito de uma versão mais dark e malvada do Pink Floyd.

Tim Owens: Sabe, é definitivamente, vou te dizer, é exatamente essa a energia que o Jon queria, do tipo Pink Floyd. É, pra mim, quase uma música do estilo Pink Floyd, do Judas Priest. Tem algo estranho nela que passa isso. Não tem a ver com nenhuma música em particular do Judas Priest, mas tem aquela energia, entende?.

Rock My Monkey: Do tipo da "A Touch Of Evil"?.

Tim Owens: Bem, por ser lenta não, é difícil dizer. Ela não lembra nenhuma outra música, porque é comprida, carregada no começo, da metade pra frente é bem pesada. Deve ter a ver com o vocal, as melodias, é semelhante, o jeito que ela é cantada. Talvez uma "Beyond The Realms of Death", ou algo mais velho. Mas a música não soa assim, sabe o que quero dizer?. Acho que é assim, os vocais tem um grande sentimento.

Rock My Monkey: Agora, todo mundo ama dizer que o CD mais novo é o melhor da banda. O que faz dele o melhor CD do Iced Earth?.

Tim Owens: Eu acho que a versatilidade. Eu acho esse disco muito bom, ele tem toda aquela sonoridade clássica do Iced Earth. Realmente tem, você se sente de volta ao material antigo. Você poderá achar que é coisa que o Jon amaria ter feito antes, talvez com corais e outras coisas, mas ele provavelmente não tinha recursos. Ou a tecnologia não estava disponível. Mas ele tem esse sentimento clássico, tão bem composto e tocado, a história é muito boa. É definitivamente "O disco". Não costumo dizer que algum disco é o melhor. Todos tem seus discos favoritos por suas razões. Mas é definitivamente um ótimo disco.

Rock My Monkey: Eu lembro, de tempos atrás, de quando você ainda não tinha entrado na banda, quando ele estava tentando acertar algumas coisas com a Century Media, ele ficava dizendo sobre essa grande idéia que ele tinha, mas ele não podia fazê-la ainda porque queria ter certeza de que estava numa gravadora que fizesse valer a pena. Ou seja, isso é uma coisa que ele tem planejado desde vários discos atrás.

Tim Owens: Ah sim, ele tem. Ele queria ter certeza. Digo, obviamente é sempre uma coisa incerta, enquanto o disco é bom para o artista, acho. É difícil, na música hoje em dia, agradar a todos os fãs. Nunca vi, nas bandas em que estive, ou em qualquer outra. Nas críticas de discos das bandas, você nunca encontra algum que todos gostem. Mas acho que cabe ao artista fazer o que ele quer. Para o Jon, era a hora certa e a gravadora certa para fazer esse disco.

Rock My Monkey: Muitas pessoas, fãs do Iced Earth, consideraram negativos os trabalhos mais recentes da banda. Você acha que esse trabalho vai ganhar muitos fãs antigos de volta?.

Tim Owens: Acho que sim, mas estou confuso por eles ainda. Estou confuso sobre o que eles querem. Porque você faz um disco como esse, que pra mim é clássico, um CD do Iced Earth clássico. Se você misturar tudo do Iced Earth, isto será o Iced Earth. Não consigo imaginar porque não. Você sabe como as pessoas dizem ‘Ah, não está tão pesado.’ Quando eu pego os discos antigos e ouço, o que eu fiz muito antes da turnê, você acha discos com algumas músicas rápidas, algumas lentas, algumas meio termo. E é isso o que esse disco tem. Sobre os discos mais recentes, para mim, Gettysburg era o melhor disco do Iced Earth já gravado. A trilogia Gettysburg. Só aquela peça. Para mim, aquilo foi a melhor coisa que já tinha sido feita. E ainda é, vendo-a como uma peça. Mas como disco, esse novo é espetacular. O outro disco era bom pelo que ele era. Eu achava que o "Horror Show" era um grande disco. Cada um pensa da sua maneira. Temos pessoas que amam o "Burning...", qual foi o disco antes do "The Dark Saga"?. Não consigo lembrar o nome do disco. Minha mente está vazia agora. Mas muitos acham que é o melhor disco, e é o menos favorito do Jon, sabe?. Então é assim, algumas pessoas ficam bravas porque não tocamos nada ao vivo do "Burnt Offerings", lembrei!. Jon diz assim, ‘Eu apenas não gosto do disco, então o que posso fazer?’. Acontece esse tipo de coisa. Gosto de todos os discos por diferentes razões. Gosto das canções do "The Dark Saga". Gosto das coisas leves, mas não gosto quando tem muita coisa leve. Na verdade gosto das pesadonas. Quero cantar grave e pesado.

Rock My Monkey: Pessoalmente, prefiro quando misturam coisas, porque daí você não fica insensível á velocidade. Você não fica acostumado. Só um tipo de som deixa o disco meio monótono. Mas se você misturar os sons, te dá uma folga. Tem mais efeito quando a música pesada tem seus intervalos.

Tim Owens: Não me entenda mal. Adoro coisas lentas. Mas não o tempo todo. Sou como você. Isso que é legal no Iced Earth. E é por isso que eu me apaixonei pelo Judas Priest. Gosto de coisas versáteis na música, então eu gosto do Heaven and Hell com o Black Sabbath. Por isso que gosto do Judas Priest. É por isso que gosto do Iced Earth. Adoro versatilidade. Vários personagens diferentes nas vozes. É por isso que foi tão legal fazer o disco do Beyond Fear. Não estava carregado de coisas lentas, mas havia tempos diferentes. Tinha rápidas, lentas, médias, tem coisas como a do Black Sabbath, tem coisas atuais, tem tudo. Gosto disso. E nesse disco também, Iced Earth sempre fez isso, e isso que é legal. É engraçado quando alguém diz que não está pesado ou rápido o suficiente. Acho que está sim. Quer dizer, o Iced Earth sempre foi assim. Nunca foram uma banda thrash. Sempre foram uma banda que, fiquei muito surpreso quando entrei nela e comecei a estudá-la, e ouvir o material lento. Eu tenho ouvido os discos antigos ultimamente, nos bastidores, e tem muita coisa lenta. É tipo, 'uau'.

Rock My Monkey: Mesmo o Iron Maiden tem algumas canções melosas.

Tim Owens: Mas o Maiden tem versatilidade, também. Você tem músicas como "Hallowed Be Thy Name" onde começa devagar, e depois varia. Exatamente isso.

Rock My Monkey: Queria esclarecer algo que você disse anteriormente. O "Gettysburg" está acima desse disco?.

Tim Owens: Bem, a obra sim, não o disco. "Gettysburg" é as últimas 3 músicas do disco. Como uma trilogia, um épico, gigante, e eu não digo porque é minha canção épica favorita. É um épico de 3 partes. É uma trilogia. É uma história. Do jeito que ela ficou, é inacreditável, com a orquestra de 55 membros e os canhões, a história e os personagens. É como um musical. Provavelmente eu nunca gravei nada como aquilo, e vai ser difícil fazer de novo. Mas vendo como um disco, eu definitivamente gosto do "Framing Armageddon" mais do que do "The Glorious Burden", como um disco. Eu amo o "The Glorious Burden, quer dizer, quando o "The Glorious Burden" foi gravado, era definitivamente o meu disco favorito do Iced Earth. Eu era o novo cantor, então tinha que ser. Mas este álbum pega o que eu fiz em "Gettysburg", e coloca ele em um novo tipo de disco, entende?. Mas não é um épico, não tão épico e trabalhado com orquestras e canhões e outras coisas o tempo todo.

Rock My Monkey: Quanto você pode contribuir com esse disco na composição?.

Tim Owens: Muito pouco. Primeiramente, é uma história que está na cabeça do Jon. É a história Something Wicked, eu não a conheço. Não sou da turma da ficção científica, então foi mais difícil pra mim entender, por um tempo, o que ele estava querendo fazer, com todas as introduções e finalizações. Então não pude ajudar nas letras. Ajudei com a melodia em uma música. Eu ajudei na "The Domino Decree". Eu escrevi ela com Jon. Então espero compor mais. Meu objetivo é que o Jon me mande tudo e me peça para vir com o máximo de melodias possível. Sou uma máquina de fazer melodias. Amo fazer isso. É só uma questão de ter alguém pra me deixar fazer isso. Isso que é legal no Beyond Fear, estou livre pra fazer o que eu quiser. Posso compor música. Posso escrever melodias. Então é legal. Mas farei cada vez mais enquanto continuarmos e crescermos juntos, e ter a confiança para fazer isso, é um sistema. Mas também, você aprende a fazer isso, cria um sistema, o que eu quero fazer é que ele me dê um CD com a música e me diga ‘É desse jeito que eu quero o verso e o refrão’, e então eu vou pra casa e começo a compor melodias para elas e mando de volta pra ele. É uma coisa divertida. É ótimo estarmos começando a fazer isso.

Rock My Monkey: Como você se sente sendo o segundo mais velho da banda?.

Tim Owens: Sabia que não iam demorar para perguntar isso. (risos de ambos)

Rock My Monkey: Você acha que essa formação vai durar alguns discos e turnês?.

Tim Owens: Não vejo porquê não. Estaremos ocupados. Esse é um problema, na minha visão. Quando a banda acaba é difícil, ter que tomar uma decisão. Você quer ser um músico profissional?. Quer ir pra casa e ter um emprego que te deixe sair?. E muitos desses caras precisam de empregos, e precisamos deixar eles irem, e então fazerem decisões sobre o que eles vão fazer. E acho que foi esse o problema no passado, sendo realista, é assim que funciona com eles. Eu conheço o Dennis do Beyond Fear, e ele tem um belo emprego para quando ele terminar o serviço na estrada. Troy provavelmente vai dar aulas e trabalhar na loja de guitarras e de música. Brent dá aulas. Então vamos estar bem ocupados nesses anos que estão por vir, isso que é legal nisso tudo. Eu não vejo como não dar certo conosco. Ao menos que alguém não queira fazer isso, daí sim. Mas eu sei que Dennis, o único por quem eu poderia falar é Dennis, e eu não vejo como Dennis faria isso, a menos que ele tivesse de ficar em casa. Você tem um belo emprego que faz tudo isso não ter mais sentido. Você tem que ter paixão. Eu sei que Dennis tem a paixão necessária e quer sair e fazer isso. É como o guitarrista do Beyond Fear, John Comprix, ele tem paixão, ele quer fazer música. Ele tem um belo emprego na Guitar Center, e ele é o gerente. É um emprego maravilhoso. Mas sua paixão é querer ser um músico, querer viajar e fazer isso. É tudo o que ele quer fazer. Mesmo não ganhando muito dinheiro ele vai fazer isso. E é esse tipo de cara que é legal de se ter, esse tipo de paixão. E esses caras parecem ter isso. São ótimos músicos. Grandes caras. Nos damos bem. Não temos problemas bestas com drogas ou álcool. Ninguém bebe demais. Quer dizer, o Dennis gosta de beber algumas cervejas depois do show, mas não bebemos antes ou durante. Então nada interfere, então não vejo porque não dar certo. Quem sabe?. Só se alguém ficar encapetado do nada.

Rock My Monkey: Dennis Hayes esteve tanto no Beyond Fear quanto no Winters Bane com você. Foi difícil convencer o Jon a colocá-lo no Iced Earth?.

Tim Owens: Bem, eu não tentei. Acho que finalmente ele tinha que vir. Quero dizer, quando os baixistas não estavam dando certo e estávamos naquela de 'temos que tentar outro agora’. Jim Morris estava no estúdio com a gente e disse ‘e o Dennis?’. Originalmente, eu o sugeri ao Jon, eu tinha 2 caras que eu achava perfeitos para o Iced Earth. E John Comprix era perfeito. Enjoei de ouvir nas viagens com o Beyond Fear, de caras como o Lorenzo e todos esses da indústria, os caras da SPV, todos dizendo ‘Cara, porque não colocar o John Comprix no Iced Earth?’. Porque ele é um dos melhores guitarristas solo. E Dennis Hayes. E tudo foi acontecendo até que virou uma opção, acho que não tinham mais como fugir, ‘Ei, podemos tentar o Dennis?’. E tudo deu certo. Ou seja, conseguimos um guitarrista, Troy, que se encaixou perfeitamente com a banda. E Dennis veio e simplesmente nos arregaçou quando testamos ele, foi ótimo.

Rock My Monkey: Com John Comprix e Eric montando a banda Laws of Destruction, e você e Dennis no Iced Earth, você acha que vai afetar o Beyond Fear ou vocês todos vão se reunir assim que acabarem os trabalhos com o Iced Earth?.

Tim Owens: Ah, sim, vamos nos reunir. Estamos compondo, eu e o John Comprix na verdade, acho que ele está vindo na sexta ou sábado, e ele tem algumas idéias pra mim. Ele tem me dado idéias. Nosso objetivo é, depois que o Iced Earth dar uma parada, ter um disco do Beyond Fear pronto e gravado. Então, quando eu ir embora, nos juntaremos, quando tivermos umas 10 músicas compostas e boas, das quais já temos 3, ensaiaremos, e estaremos prontos para ir ao estúdio. Talvez em um mês faremos a bateria. Entraremos e gravaremos as baterias do disco. No mês seguinte então gravaremos as guitarras base. É mais ou menos esse o objetivo. Não vamos mudar muita coisa. Estou feliz por John e Eric, e Jon está também está tocando com outra banda, o Ringworm. Ele tem feito alguns shows com eles tocando guitarra. Estou feliz por ele. Eu disse a ele antes, quando estávamos na estrada com os caras do Metal Church, todo o pessoal junto, conhecendo diferentes bandas, eu disse a ele que deveria dar uma carta branca e deixá-los conhecê-lo. Porque quando você estiver na estrada fora do Beyond Fear e eu estiver com o Iced Earth, você poderá tocar música. Sabemos que quando chegar a hora, iremos voltar para o Beyond Fear, será hora de ficar com o Beyond Fear. Minha principal preocupação é com o Iced Earth. E quando acalmarmos com o Iced Earth, Beyond Fear vai ser minha principal preocupação. Eu quero terminar meus trabalhos e ir direto para o Beyond Fear quando terminar com o Iced Earth. Quero a gravadora pronta, aproveitarmos esse embalo do Iced Earth, e com todos aquecidos, continuaremos com o Beyond Fear.

Rock My Monkey: Parece haver um enredo, há obviamente uma história por trás do vídeo da "Ten Thousand Strong", mas só pude vê-lo uma vez. Você poderia contar os detalhes da história, e como ela se encaixa no plano geral da trilogia?.

Tim Owens: Bem, ele mostra os humanos, então os Setians destroem o que estava em terra. No planeta Terra havia o povo original que habitava o planeta Terra, que era os Setians. Os humanos, nós humanos, não éramos o povo original. Nós éramos na verdade os aliens no vídeo atacando os Setians no chão. Você percebe pela aparência deles. Os humanos parecem normais no vídeo, e o povo que veste engraçado são os Setians. E se tinha algum humano parecendo engraçado, quer dizer que que era uma pessoa feia fazendo o papel., eram os humanos atacando, e então no Círculo com os Anciãos, que estavam pedindo ajuda aos dez mil, se escondem, um exército de dez mil, havia dez mil pessoas escondidas nas montanhas e eles viriam e se uniriam. Mas o vídeo mostra o ataque, e os humanos atacando. Porque os Setians não tinham armas. Dez mil anos atrás eles viviam na Terra e não tinham armas. E eles tinham toda a sabedoria do mundo. Eles sabiam de tudo. Tinham toda a sabedoria. Então os humanos queriam essa sabedoria. Eles queriam atacar. Eles sabiam que eles poderiam destruí-los, tomar a Terra e ganhar toda a sabedoria. Então é isso que o vídeo mostra.

Rock My Monkey: Você acha que haverão mais vídeos desse disco ajudando a contar a história desse épico?.

Tim Owens: Acho que sim. Esse é o plano. E o plano obviamente é fazer no mesmo estilo de histórias em quadrinhos, acho que seria legal, fazer isso continuar com a história, até no vídeo temos os dizeres ‘to be continued.’ Ele tem esse estilo de desenho, gibi. Infelizmente muitas pessoas não gostaram, o que me impressiona muito, com todos esses vídeos toscos em armazéns. Não toscos, mas todos os vídeos repetitivos que tem por aí. Todos são do tipo 'tocando ao vivo', e bla bla bla, e este é uma coisa grande, para nós, um vídeo com um orçamento grande. Sabe, você trabalhando com fundo verde, em Gotemburgo, com um conhecido diretor. Não foi fácil fazer o vídeo.

Rock My Monkey: Acho que talvez quando tocar no Headbangers Ball ou Fuse, ou talvez se houver algum jeito da SPV oferecer o vídeo para download, porque eu acho que algo se perde no YouTube, e eu acho que faz parecer algo de baixo custo quando você vê pelo YouTube. Então acho que as pessoas deveriam ver no formato adequado.

Tim Owens: Bem, obviamente o objetivo do vídeo é ser colocado na MTV entre outros, em todos os programas de rock pesado. Obviamente o objetivo de um clipe bem feito não é ser colocado no YouTube. É para ser visto na TV. Se você fosse colocar seu clipe no YouTube, não iria fazer um clipe desses. Teríamos feito ao vivo, eu gosto do YouTube, mas deveria ser usado apenas nos materiais ao vivo, uma filmagem qualquer de show, e lá encontramos coisas do Wacken Festival. E são vídeos legais.

Rock My Monkey: Quais as chances da banda fazer uma turnê de costa a costa nos EUA em breve?.

Tim Owens: Bem, espero que em Janeiro e Fevereiro nós comecemos. Não tenho certeza do que iremos fazer ainda. Sei que estamos nos preparando para excursionar, então estamos apenas vendo se podemos. Eu sei que estamos nisso. Esse é o objetivo. Estaremos na Europa em Outubro e Novembro, e espero que tenhamos terminado o segundo disco em Dezembro, e então voltar em Janeiro, Fevereiro.

Rock My Monkey: Então, talvez no próximo inverno, mas possivelmente na primavera ou verão do ano que vem?.

Tim Owens: Sim, no verão estaremos nos festivais na Europa. Vamos para todos esses lugares ano que vem, o máximo que pudermos. Mas antes vamos excurCionar pelo mundo. Tomara que na América do Sul, Japão, Austrália e Estados Unidos. Vamos tentar ir em todos esses.

Rock My Monkey: Não tive nenhuma informação relativa á produtores sobre esse CD. Jon Schaffer produziu o disco?.

Tim Owens: Foi mais um trabalho do Jon e do Jim Morris de novo. Jim fez o trabalho de produção. Ele é ótimo de se trabalhar, então foi com ele que fizemos.

Rock My Monkey: Foi nos Estúdios Morrisound, certo, na Flórida?.

Tim Owens: Sim.

Rock My Monkey: Ok, ok. Legal. Agora, você prefere as letras mais reais, sobre o mundo real, ou o material sobre épicos e fantasias?.

Tim Owens:  Eu prefiro as letras comuns do dia a dia. Quero dizer, com o Beyond Fear, foi do tipo, você teve uma música como a Scream Machine que era brega, exagerada no estilo metal clássico, monstro de metal, máquina de metal vindo. Mas eu gosto, eu gosto de letras sobre tudo. Devo admitir, isso não importa tanto. Se vou escrever, vai ser sobre qualquer coisa. Mas o legal do metal é que você pode escrever sobre qualquer coisa. Eu gosto das letras normais, do dia a dia.

Rock My Monkey: Quando as pessoas forem ver a turnê desse disco, vai ter algum dos elementos teatrais do CD envolvidos, ou vai continuar sendo uma banda americana de rock and roll, sem acessórios especiais?.

Tim Owens: Vai depender da turnê, de como e onde estaremos. Digo, seria um problema se essas coisas extras se tornassem muito caras, e bandas nessas turnês ainda não tem grana para colocar muita coisa. É caro colocar, fogo é caro. Vamos estar em teatros e na House of Blues, e não se pode ter essas coisas nesses locais. Então, carregar um monte de parafernália que você só poderá usar em uma turnê e em alguns lugares deixa as coisas difíceis. Vamos fazer o máximo que pudermos. Só vamos saber quando a hora chegar, e ver o que acontece.

Rock My Monkey: Antes da minha última pergunta, tem algo que você gostaria de dizer aos fãs do Iced Earth e Beyond Fear, ou aos leitores da RockMyMonkey.com?.

Tim Owens: Bem, gostaria de dizer obrigado. Beyond Fear foi um dos CDs mais bem elogiados e bem aceitos CDs que eu gravei nas críticas. Foi ótimo isso. E este novo CD, "Framing Armageddon" é definitivamente um clássico, e como você diria, um dos melhores CDs, é o melhor CD que eu já fiz, como você disse anteriormente. É um clássico. É o que os fãs do Iced Earth querem. É um CD de puro heavy metal. Ele conta uma história. Você poderia sentar e ouví-la. E todos entenderiam.

Rock My Monkey: Eu tenho uma pergunta para terminar. Todo ano escolhemos uma pergunta para fazermos para todas as bandas, desde as lendas do rock clássico até ás bandas mais extrema, brutais de death metal. Meio que para pessoa do ramo, mas também para separar os homens dos meninos. Este ano estou pedindo ás pessoas para olharem em suas bolas de cristal e preverem que figura política, líder mundial, músico, celebridade, alguém famoso, que você acha que irá morrer antes do fim do ano.

Tim Owens: Cara, eu ia entrar numa enrascada.

Rock My Monkey: (risos) Alguma grande celebridade ou líder mundial. Acho que essas são as respostas mais seguras.

Tim Owens: É, eu ia me enrascar com a primeira idéia que eu tive, então eu tenho que dizer quem vai morrer?

Rock My Monkey: E lembre-se, é uma adivinhação, não um desejo.

Tim Owens: Não foi um desejo. Foi apenas uma escolha terrível, foi uma coisa terrível que eu pensei. Mas eu devo dizer quem está velho?.

Rock My Monkey: Ou fazendo muita farra?.

Tim Owens: É, tem isso também. É. Eu acho que meu palpite vai para Regis Philbin.

Rock My Monkey: Regis Philbin!. Certo. Legal. Você é o primeiro a dizer isso.

Tim Owens: Ele é mais saudável que eu, então acho que foi apenas um chute.

Rock My Monkey: Agradeço muito á você pela entrevista, e quem estiver a versão em áudio da entrevista pode ir ao RockMyMonkey.com para acessar a versão completa com links, texto, e muito mais coisas. Estou pedindo ás pessoas para clicarem na capa do disco acima desta entrevista para comprar o "Framing Armageddon" do Iced Earth. E eu espero ver vocês na turnê do Noroeste logo. Muito obrigado pelo seu tempo.

Tim Owens:  Obrigado.