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2004 -
Entrevista com Tim Owens
Chad Bowar: Como você entrou no Iced Earth?
Tim "Ripper" Owens: Jon e eu nos encontramos lá por 1998 em um show do
Judas Priest. Este ano passado ele me chamou e perguntou se eu pudesse
querer fazer um projeto lateral. Ele me mandou umas músicas e eu estava
escutando e a coisa seguinte que eu me lembro era ele me dizendo “eu
estava no estúdio mixando o disco novo e não deu certo. Os vocais do Matt
não era o que eu realmente queria. O coração dele não estava lá. Ele me
perguntou se eu estava interessado em gravar os vocais. Eu disse que
certamente estava interessado”.
Chad Bowar: Você gostava do Iced Earth?
Owens: Sim, eu gostava. Eu nunca cheguei a escutar tanto, mas o material
me era familiar e tinha os discos. Eu notei que eles melhoraram a cada
disco. Quando você fica muito ocupado fica difícil de escutar. O problema
era arranjar tempo.
Chad Bowar: A música do Iced Earth é mais power/progressiva. Você precisou
ajustar seus vocais?
Owens: É definitivamente mais pesada, mas as linhas vocais são mais
melódicas. São mais linhas vocais e muito melhores. É mais uma atração
vocal.
Chad Bowar: Parece também muito mais diverso vocalmente que o Priest.
Owen: O material do Priest tinha muitas vozes diferentes, mas eram
realmente rápidos. Com este eu uso minha voz muito mais. Parece que há
linhas vocais mais diferenciadas visto que o Priest parecia ter mais
caracteres. Era um material apenas mais curto ou de fundo ou uma parte
pequena na canção. Você não escutaria tanto.
Chad Bowar: Você se sente mais confortável cantando em notas mais altas ou
em tons médios?
Owen: O material baixo é definitivamente mais fácil de cantar, e eu estou
acostumado a cantá-lo.
Chad Bowar: Que é o conceito atrás do album novo “The Glorious Burden”?
Owen: O tema principal é a história. Jon é absoluto em história. É sua
paixão escrever sobre história.
Chad Bowar: Quando você re-gravou os vocais, você teve muita criatividade?
Owen: Eu realmente re-escrevi “Red Baron/Blue Max”, tanto a letra como a
melodia. Jon me ofereceu mais duas outras músicas, mas não tive tempo. Eu
já tinha as melodias, pois Matt já tinha terminado seus vocais, assim eu
escutava o que o Matt cantava eu ia acompanhando suas linhas. Obviamente
Matt e eu temos vozes muito diferentes e assim eu ia cantando da maneira
que achava melhor.
Chad Bowar: Qual foi a agenda para fazer os vocais para este disco,
deixando o Judas e então assumindo no Iced Earth como membro definitivo?
Owen: Eu fiz os vocais na primeira semana de Julho de 2003. Mais ou menos
uma semana depois, eu e o Priest nos separamos. Eu já estava em
negociações com o Iced Earth a respeito de fazer os vocais. Eu tinha então
um contrato paralelo ao contrato do Judas para fazer os vocais. Tudo
estava acontecendo na hora apropriada. Tudo aconteceu por um motivo. Ambos
os lados estavam excitados sobre o que estava para acontecer. Nós sabíamos
que o Priest necessitava voltar com o Rob e eu necessitava expandir meus
horizontes. Tendo isso em mente foi mais fácil para seguir meu caminho.
Não que eu tivesse que me juntar ao Iced Earth, mas era um produto muito
bom. O dia que o Priest anunciou que voltaram com o Rob, eu poderia dizer
que já tinha terminado o disco do Iced.
Chad Bowar: Quando você se juntou ao Priest você era um desconhecido.
Agora as pessoas sabem que você é, mas podem não conhecer o Iced Earth.
Você pensa que sua presença poderá ajudar a banda a ficar mais exposta?
Owen: Eu penso que lhes ajudará em algumas novas propagandas e
entrevistas. Abrirá mais portas sim. O Iced Earth fez por si próprio por
muitos anos e nunca tentaram muito nos Estados Unidos como provavelmente
poderiam ter tentado. Eu penso que eles estão prontos para fazer isso
agora. Esperançosamente estaremos fazendo uma excursão americana para o
fim de abril.
Chad Bowar: Vocês gravaram algum video para este disco?
Owen: Sim, nós fizemos um vídeo para "When The Eagle Cries” e nós fizemos
um vídeo para "The Reckoning”. Esperançosamente alguém colocará os clipes
no ar.
Chad Bowar: Você pensa que programas como Fuse eHeadbanger Balls ajudará a
energizar o metal nos Estados Unidos?
Owen: Sim e tem. Há muito mais festivais e muitos outros programas sendo
tocados. Eu penso que o Uranium e o Headbanger Ballss são definitivamente
coisas grandes.
Chad Bowar: Você está interessado em compor material para o Iced Earth no
futuro?
Owen: Definitivamente. Eu penso que será muito bom. Será muito divertido.
Nós nos entendemos muito bem e temos uma grande química. Eu acho que vai
ser muito legal compor.
Chad Bowar: Não escrever material com o Priest era um momento de baixa na
banda?
Owen: Sim, isso era, mas eu compreendi o lado deles. Havia umas razões
porque eu não escrevi. Eu dei-lhes algumas letras, mas nunca realmente
quiseram. Eu estava esperançoso e, escrever com eles, mas não deu certo.
Não feriu nossa amizade e o que sentia para a banda e é isso o que
importa.
Tendo 28 quando você se juntou ao Priest te ajudou a lidar com a fama
repentina ou a idade não importa quando esse é o assunto?
Owen: Você se sente um pouco estranho, mas eu sabia que tinha que manter
um comportamento profissional. Eu levei como um trabalho e muito a sério.
Se eu tivesse com vinte anos poderia ter sido diferente.
Chad Bowar: Você ainda tem planos de fazer um disco solo?
Owen: Eu ainda irei fazer. Vou começar a escrever uma música acústica hoje
a noite. Com certeza será feito e certamente estará saindo no fim do ano.
Estou fazendo uma demos no momento. Eu vou garimpar a demos para ver o que
acontece.
Traduzido por Alexandre X. Bongestab. |