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2004 - Revista Roadie Crew

Roadie Crew: Durante o ano de 2003, você e Jon Schaffer começaram a cogitar um projeto juntos. Certo dia, ele e o manager do Iced Earth ligaram para você dizendo que Matt Barlow havia deixado a banda e lhe convidaram para que gravasse as linhas vocais do novo álbum. Como as coisas aconteceram naquele ponto?

Tim Owens: Quando ele me ligou o álbum havia sido finalizado, mas que o Matt não estava mais na banda eu fiquei meio em duvida se deveria ou não simplesmente gravar os vocais. Naquela época eu ainda estava no Judas Priest. Eu queria saber como aquelas novas musicas soavam e ele me mandou uma copia dos “takes” do The Glorious Burden, e eu fiquei realmente impressionado, pois era uma mistura perfeita, com um som bem na linha clássica do Heavy Metal. Achei que ficaria perfeito com a minha voz. Então, era uma situação perfeita e assinamos um contrato onde eu seria um musico convidado que não tinha nenhum tipo de plano de se juntar ao Iced Earth naquela época. Entrei em estúdio e gravei as linhas vocais em apenas cinco dias e achei que o resultado ficou maravilhoso!

Roadie Crew: E como foram aqueles cinco dias de gravação? Como as coisas aconteceram em estúdio?

Tim Owens: Foi demais, muito legal! Nos divertimos muito, sempre estávamos rindo, e foi algo muito relaxante. Éramos apenas Jon, Jim Morris e eu... As coisas funcionaram muito bem entre nós, apesar de que na época era uma situação onde eu não fazia realmente parte da banda.

Roadie Crew: Você contribuiu com idéias paras as linhas vocais e composição em geral?

Tim Owens: A grande maioria das coisas já estava pronta e Jon já havia criado as melodias.O que eu fiz na maior parte foi apenas colocar o meu próprio estilo quando comecei a cantar. Mas, mesmo assim, reescrevi a musica Red Baron/Blue Max. Na verdade Jon me deu oportunidade de refazer três musicas, Red Baron/Blue Max, Attila e Waterloo, mas eu não tive tempo para tanto e só trabalhei em uma.

Roadie Crew: Quando você entrou em estúdio com o Iced Earth, aprendeu as musicas através das versões previamente gravadas com a voz do Matt Barlow. O que você pensa a respeito da voz de Matt?

Tim Owens: Eu gosto muito do estilo do Matt. Não é bem o tipo que eu costumo ouvir muito, mas gosto muito do material antigo do Iced Earth...Será muito legal quando tocarmos essas musicas mais antigas, como Melancholy (Holy Martyr) e Burning Times, que são ótimas composições. Acho que agora as coisas funcionarão ainda melhores para o  Iced Earth, pois Jon disse que há muito tempo ele procurava por uma voz com ao minha para a banda. Mas Matt é um excelente vocalista e eu lhe desejo toda a sorte do mundo no que fará daqui para frente.

Roadie Crew: No dia 11 de julho de 2003, o Judas priest anuncio via “press release” oficial a reunião com Rob Halford e a sua saída do Line-Up. Isto apenas confirmou muitos rumores que já circulavam há, pelo menos, seis meses. Como foram as coisas no seus últimos meses ao lado do Judas Priest?

Tim Owens: Eu já sabia que o fim estava por vir, pois era inevitável o fato que eles precisavam de Rob de volta e Rob precisava deles, para que fizessem novamente algo. Então conversei com eles e concluímos que realmente era uma boa idéia.que trouxessem Rob de volta para o Judas Priest. Os rumores eram apenas rumores mesmo, e quando decidimos o que aconteceria foi realmente decidido, uma coisa não tem muito a ver com a outra. Eu já sabia que aconteceria algo assim, tinha que acontecer! Mas, tudo bem, ainda continuo amigo dos integrantes do Judas Priest e isto é muito bom.

Roadie Crew: Quando deixou de integrar o line-up do Judas Priest, você recebeu muitas ofertas de outras bandas e músicos. Que razões influenciaram na sua opçãp de se juntar ao Iced Earth?

Tim Owens: Acho que o estilo, aquele Heavy Metal clássico bem direto, é algo onde a minha voz se encaixa muito bem...Jon me ofereceu ser parte do time, um membro ativo que compõe e realmente participa da coisa. Acho que esta é a principal razão que me convenceu a entrar no Iced Earth. Acho que esta foi a melhor decisão que eu poderia tomar para o futuro da minha carreira.

Roadie Crew: Você poderia fizer os nomes de algumas destas banda e músicos que o convidaram?

Tim Owens: Não posso falar! (risos) Mas digo que entre os convites estava uma banda jovem, que integra o “cast” de uma gravadora major e possui um grande suporte para o trabalho, mas eu preferi a musica e o estilo do Iced Earth. Acho que foi realmente o melhor para mim.

Roadie Crew: Antes de sua entrada no Iced Earth você disse à impressa que estava trabalhando em alguma Demos para um projeto solo ao lado de um musico conhecido e que a sonoridade seria um mistura entre Godsmack, Pantera e Judas Priest. O que aconteceu com este projeto?

Tim Owens: Continuo trabalhando nisso, mas é algo basicamente meu. Eu disse que poderia contar com alguns músicos conhecidos,mas agora é mais voltado para um projeto solo. A única forma que posso descrever a sonoridade atualmente é como puramente Heavy Metal, com muitas influências de bandas como Black Sabbath e Judas Priest. O bom e velho Heavy Metal!

Roadie Crew: O primeiro “aperitivo” da sua voz ao lado do Iced Earth foi o single The Reckoning. Como foi a repercussão dos fãs para o material?

Tim Owens: Foi boa! Os fãs estão respondendo muito bem a ele. O single vendeu cerca de 60 mil cópias e isso é uma média muito boa para este tipo de material, ainda mais em se tratando de uma banda de Heavy Metal, como nós. Até agora já conseguimos uma marca superior a qualquer dos antigos álbuns do Iced Earth.

Roadie Crew: Eu sei que Jon Schaffer é fã declarado do Iron Maiden, ele sempre menciona isto em entrevistas. Então você não acha que a capa do The Reckoning foi um pouco inspirada na ilustração do single The Trooper?

Tim Owens: Sim, mas acho que foi uma coincidência. Se não me engano, a ultimas vez que eu vi uma camiseta do The Trooper aqui nos Estados Unidos foi em 1988 ou algo assim...Foi uma coisa estranha. O fato é que Jon pediu que o ilustrador colocasse a bandeira do “Don’t Tread On Me” na mão esquerda do personagem e que eles estivesse rodeado por soldados mortos. Esta foi a idéia e a semelhança creio que foi pura coincidência.

Roadie Crew: O lançamento do The Glorious Burden foi inicialmente planejado para Outubro de 2003, mas acabou sendo adiado para Janeiro de 2004. Por que isso aconteceu?

Tim Owens: Cara, isso foi um saco! Eu realmente queria que este álbum saísse em outubro, pois seria muito legal para min, algo como: “aqui estou eu de volta”. Estava tudo certo, eu estava muito contente, mas o que aconteceu foi que a gravadora quis atrasar o lançamento do álbum. Eles pensaram que seria o melhor, pois poderiam trabalhar as foram de anuncio para o lançamento e colocar primeiro o single no mercado.Isso faria com que o álbum fosse mais bem recebido. Foi algo muito bem planejado, mas isso não foi decisão nossa...Jon e eu queríamos que o álbum saísse em outubro, pois ele já estava pronto e tinha que ser lançado.

Roadie Crew: A temática do The Glorious Burden retrata diferentes eventos relativos a guerra, ocorridos na história mundial e este tipo de conceito é algo bem pessoal para Jon Schaffer. Sei que a maioria das coisas já estava finalizada quando você gravou, mas eu gostaria de saber as suas impressões a respeito do conceito em si e das letras das músicas.

Tim Owens: Acho que é muito legal! Acho demais alguém compor um álbum onde a temática seja a história. Jon sempre gostou de fazer álbuns conceituais, como o Horror Show, mas a grande paixão dele é história, não apenas da América, mas de todo o mundo. Este álbum é algo que significa muito para o Jon, e as letras são demais...O álbum trata desde o ataque terrorista do 11 de Setembro, com a Whe The Eagle Cries, até figuras importantes como o Barão Vermelho e Átila, e o ocorrido em Gettysburg. A letra de Gettysburg é muito importante, pois fala de um evento histórico, 50 mil pessoas que morreram em três dias lutando por uma causa...Isso é assustador! Acho que é muito legal porque muitos garotos aprenderão muito com essas letras, pois elas têm significado e não falam de motocicletas, ex-namoradas ou um carro! (risos) São musicas que possuem substância e significam muito para muitas pessoas.

Roadie Crew: Qual é o significado do titulo “The Glorious Burden”?

Tim Owens: Um presidente norte-americano, acho que foi Thomas Jefferson, disse: “The Presidency of the United States is a Glorious Burden” (N.R.: “ a presidência dos Estados Unidos é uma tarefa gloriosa”). É algo glorioso... Ser presidente, rei, imperador ou qualquer outra coisa do gênero é algo glorioso e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade, pois é uma tarefa árdua, repleta de adversidades e pressões. Eu digo que ser um músico ou “rockstar” também é uma tarefa gloriosa, pois você consegue tantas coisas legais, mas você perde completamente sua privacidade e as pessoas falam de você o tempo todo, e muitas vezes dizem coisas ruins. Acho que esse título é muito legal e encaixou de forma perfeita no álbum.

Roadie Crew: Todas as musicas são bem claras em relação ao evento histórico a que se referem, exceto Hollow Man. Por que ela não segue a mesma linha das demais?

Tim Owens: Hollow Man foi originalmente escrita para o Horror Show, mas Jon a deixou de fora do álbum. Ela fala sobre uma pessoa que luta contra um mal interior.Mesmo sem fazer parte do contexto histórico, Jon achou que ela é uma musica muito forte e que deveria constar no novo álbum. Eu concordo, pois é uma das minhas musicas favoritas em The Glorious Burden.

Roadie Crew: As letras do Judas Priest nos álbuns Jugulator e Demolition são bem variadas e não se referem a um conceito único, mas com o Wintersbane você lançou o álbum Heart Of a Killer e agora, com o Iced Earth, The Glorious Burden – ambos conceituais. Você gosta deste tipo de álbum?

Tim Owens: Eu gosto de álbuns conceituais. Não acho que farei isso algum dia em minha carreira solo, mas acho que é valido que alguém o faça quando sinta que é a hora certa para isto. No caso do The Glorious Burden, não acho que seja um álbum puramente conceitual.A única coisa realmente assim que temos é a Gettysburg (1863), que é um conjunto de três musicas narrando a mesma história. No mais, temos uma temática básica que prevalece no trabalho e todas as musicas estão conectadas entre si por ela.No caso do Wintersbane, acho o Heart Of A Killer bem legal, pois retrata uma história muito interessante e moderna, envolvendo o juiz Cohegan, que recebe um transplante de coração do assassino que ele condenou à morte. Está é uma história bem legal, gosto disso algumas vezes!

Roadie Crew: Você mora em Ohio (EUA) e passou os últimos sete anos de sua vida viajando muito para a Inglaterra, terra do Judas Priest. Mas agora a sua banda fica localizada relativamente perto de casa, em Indiana (EUA). Acho que a introdução com o Star-Spangled Banner (hino nacional dos EUA) em The Glorious Burden foi um bom sentimento “de volta aos EUA” para você, independente do significado real para o contexto do álbum.

Tim Owens: Sim, foi...Mas eu gostei muito do tempo que passei com o Judas Priest e agíamos como se fôssemos parte da mesma família. Porém é muito legal entrar no meu carro, dirigir umas quatro ou cinco horas e chegar na casa do Jon. É muito mais perto! (risos) Agora posso passar mais tempo com a minha família, é muito bom ficar em casa mais tempo, ficar mais tempo em terra firme! (risos).

Roadie Crew: Como o Iced Earth é dos EUA é algo bem patriótico a introdução com o Star-Spangled Banner para o The Glorious Burden. Mas você não acha que isto pode causar uma reação negativa fora dos EUA, tendo em mente que a opinião internacional não aprova muito a maioria das atitudes do presidente George W. Bush, e desconsiderando o fato que o Star Spangled-Banner ficou fora da versão européia do álbum?

Tim Owens: Sim, pode ser...Mas ao mesmo tempo temos uma musica sobre o Barão Vermelho – e provavelmente muito americanos não tem uma boa impressão sobre os alemães – uma sobre as guerras Napoleônicas, e a mesma coisa pode ser dita em relação aos franceses. Então, este álbum retrata partes da história. Eu vivo na América. Nós não colocamos o Star-Spangled Banner na versão Européia, apenas no “deluxe” que também saiu lá, e se alguém não gosta do hino dos EUA, sugiro que compre a versão que saiu na Europa! (risos) Mas faz parte da coisa, como, por exemplo, a música Declaration Day. É legal que ela esteja lá. Como eu disse, existe muito da história Européia no álbum e existem muito americanos que não gostam dos europeus! (risos) Nós, na banda, estamos orgulhosos por este trabalho e a Europa tem um grande lugar em nossos corações. É apenas um álbum sobre história e não tem nenhuma intenção política. O intuito dele pé narrar os fatos da história e nada mais.

Roadie Crew: A épica Gettysburg (1863) é otima e contem muita emoção nas linhas vocais, uma das suas melhores performances em The Glorious Burden. Quais são as suas impressões sobre esta musica e como foi a oportunidade de ouvir a sua voz junto com a Orquestra Filarmônica de Praga?

Tim Owens: Foi maravilhoso! Esta musica foi um dos grandes motivos que me convenceram a entrar no Iced Earth...É inacreditável!Quando gravei o álbum e comecei a ouvir o resultado, tive plena certeza que o Iced Earth era uma banda que eu poderia integrar um dia, pois existe muita paixão nas músicas. Ouvir a Gettysburg (1863) é como assistir a um filme. Ela é muito legal e espero que possamos fazer faixas assim no futuro!

Roadie Crew: De certa forma as linhas vocais da Red Baron/Blue Max me fazem lembrar a faixa título do Heart Of A Killer, do Wintersbane. O que você pensa a respeito desta similaridade?

Tim Owens: Eu nunca tinha pensado nisso! (risos) Não sei. Faz muito tempo que eu não ouço o Heart Of A Killer, mas eu acho que a faixa titulo deste álbum e a Red Baron não se parecem, não vejo muita similaridade. Mas essa coisa de similaridades faz parte da interpretação pessoal de cada um. As pessoas vêem as músicas de diferentes ângulos, então fica um pouco difícil.

Roadie Crew: Apesar de você não ter tomado aprte do processo de composição do The Glorious Burden, à exceção da música Red Baron/Blue Max, as suas linhas vocais soam com muito mais liberdade do que nos álbuns que gravou ao lado do Judsa Priest. Você concorda?

Tim Owens: Mas eu escrevi justamente a Red Baron! (risos) Acho que as minhas linhas vocais estão mais livres, sim, pois existe mais paixão – acho que esta é a diferença.No Judas Priest, especialmente no Demolition, tinha muito mais estilos vocais, onde eu cantava de muitas maneiras diferentes dentro daquele padrão e tinha que mostrar mais o que eu podia fazer com a minha voz, cantando em altos tons. Isto até aconteceu um pouco no The Glorious Burden, em musicas como Red Baron e Declaration Day, mas no Iced Earth acho que a tendência é diferente, o estilo de composição do Jon tende mais para a parte melodiosa. O mais engraçado é que acho o The Glorious Burden uma das melhores performances da minha carreira e ele foi gravado em apenas cinco dias, ao contrário dos meses e meses que levavam com o Judas Priest. Mas, no caso do Iced Earth, eu já estava familiarizado com as musicas antes de entrar em estúdio. As do Priest eu nunca sabia com o eram de antemão. Glenn Tipton e Jon Schaffer são compositores muito diferentes. O Priest nunca foi uma banda muito melódica e sempre apostou mais em refrãos grudentos. Eu adoro o que o Glenn compõe e todo o material que participei no Priest, mas é um estilo diferente. Acho que o meu estilo de composição caminha entre o Iced Earth e o Judas Priest.

Roadie Crew: Vocês estão planejando o lançamento de um DVD contendo tudo o que envolveu a Gettysburg (1863) e vídeos para outras faixas. Conte-nos alguns detalhes sobre este material?

Tim Owens: Será um material muito legal, provavelmente com o formato sonoro convertido para “Surround” e apresentará tudo sobre a Gettysburg, com a letra legendada na tela e contendo cena e explanações interessantes sobre o tópico.Com certeza será diferente, fugirá dos padrões básicos dos DVDs que costumamos ver de bandas de Heavy Metal. Acho que nossos fãs não querem ter apenas um DVD com um show do Iced Earth, eles querem ver algo atípico e é justamente isso que tentaremos fazer...

Roadie Crew:The Glorious Burden foi lançado em três versões diferentes: uma para o mercado norte-americano, outra para a Europa e ainda em formato “deluxe” – CD duplo com todas as musicas. Por que?

Tim Owens: Acho que a maior razão para isso foi que o álbum é muito grande e todas as musicas não caberiam em um CD simples. Quando concluímos isso, percebemos que estávamos em uma grande enrascada., pois teríamos que ajudas aquelas musica de alguma forma. Então surgiu a idéia de fazermos duas versões diferentes para o material, uma em CD duplo e uma em simples, para quem não quisesse parar mais caro, uns cinco dólares a mais. Depois surgiu o fato de que os europeus provavelmente não gostariam de ouvir o Star-Spangled Banner e a música Greenface, que fala sobre forças especiais da marinha norte-americana. Também pensamos que talvez os americanos não quisessem ouvir sobre Waterloo... Então decidimos fazer isso e ainda lançar a versão “deluxe”, que é a completa. Acho que a maior parte das pessoas estão comprando esta versão “deluxe”. É o melhor mesmo, pois apenas com alguns dólares a mais o fã terá o álbum completo.

Roadie Crew O Álbum saiu em Janeiro e está obtendo uma grande repercussão mundial, contando com boas composições em charts de diferentes países, inclusive na Billboard. Como vocês estão encarando estes fatos?

Tim Owens: Acho demais! O Iced Earth sempre foi uma grande promessa em vários aspectos e cresceu muito a cada álbum que lançou, vendendo mais e mais cópias. Acho que este novo é apenas mais um que continua a afirmar esta continuidade. Acho que o crédito do crescimento está na evolução da banda e não no fato do ex-vocalista do Judas Priest integrar o line-up, isto apenas ajuda. O álbum é demais e este é o principal fator dos bons resultados. Estou entusiasmado e ansioso para ler diferentes reviews publicados a respeito do álbum, e quando excursionarmos pelo mundo acho que tudo será ainda melhor. É necessário que façamos turnês, pois isto também influência na vendagem dos álbuns. Espero que logo possamos ir ao Brasil, hein!

Roadie Crew: Com certeza, tomara que seja em breve! A turnê estava prestes a começar, mas foi adiada. O que aconteceu?

Tim Owens: Jon teve um problema nas costas. Ele fez um cirurgia e decidimos que seria melhor que a turnê fosse adiada até que estivesse completamente recuperado. Foi uma pena, pois estávamos muito ansiosos, que tudo começasse logo. Mas foi apenas adiada! Esta foi a melhor coisa a ser feita, pois a situação de Jon poderia piorar se não resolvesse logo este problema. Com certeza foi o melhor.

Roadie Crew: Acho que os fãs estão muito curiosos para ouvir musicas antigas do Iced Earth na sua voz. Vocês tocarão muitas faixas dos álbuns passados nesta turnê?

Tim Owens: Com certeza! Tocaremos várias musicas antigas, os maiores clássicos da banda, e isto será demais! Estou muito ansioso para que isto aconteça, acho que vai ser muito legal. Tocaremos Melancholy ( Holy Martyr), Burning Times, muitas delas!

Roadie Crew:The Glorious Burden possui muitas músicas que funcionarão bem ao vivo, como é o caso de Deaclaration Day, When The Eagles Cries, The Reckoning e Waterloo. Quais você acha que se destacarão mais nos shows?

Tim Owens: Acho que um grande destaque será a Gettysburg (1863), pois faremos uma versão ao vivo para ela e certamente soará muito legal. Esta música é maravilhosa e tem tudo para se destacar ao vivo. Mas eu ainda não tenho completa certeza de quais tocaremos, quando ensaiarmos decidiremos o que será melhor para a turnê.

Roadie Crew: No passado o Iced Earth regravou clássicos do Judas Priest como Screaming For Vengeance e The Ripper…Que coincidência! Existe algumas possibilidade de algumas destas musicas serem tocadas ao vivo na “The Glorious Burden Tour”?

Tim Owens: (Risos) Não. Provavelmente não tocaremos nada do Judas Priest e focalizaremos apenas o material próprio do Iced Earth.

Roadie Crew: Os fãs brasileiros esperam há muito tempo a oportunidade de ver o Iced Earth fazendo show por aqui. Será que isto acontecerá ainda em 2004?

Tim Owens: Estamos tentando fazer com que isto aconteça. Estamos muito ansiosos para poder tocar no Brasil, queremos excursionar por todo o mundo. Os fãs brasileiros podem ficar tranqüilos que faremos o máximo que pudermos para visitar o Brasil ainda este ano!

Roadie Crew: Em 2001, você tocou no Brasil ao lado do Judas Priest. Você tem boas memórias do país?

Tim Owens: Claro! Aquela turnê foi demais! Nos divertimos muito...Inclusive, comentei com o Jon que assim que possível deveríamos ir ao Brasil, pois os fãs são demais, amam o Heavy Metal e fazem com que os shows sejam inesquecíveis!

Roadie Crew: Ouvir dizer que alguns promotores estão planejando para o exterior uma turnê do Iced Earth ao lado do Judas Priest ou Iron Maiden para este ano. Isto é verdade?

Tim Owens: Ainda não é nada concreto, mas definitivamente adoraríamos que isto acontecesse. Se a oferta certa acontecer será demais excursionar ao lado de uma dessas bandas, mas por enquanto ainda não existe nada confirmado a este respeito.

Roadie Crew: De volta à sua saída do Judas Priest, você acha que Rob Halford novamente integrado o line-up eles tentarão uma volta total às raízes neste novo álbum?

Tim Owens: Eu não sei. É difícil dizer, existe uma grande expectativa que o façam, mas não dá para saber ao certo. Espero que seja um grande álbum e que tenham todo o apoio dos fãs. O negócio é esperar e ver o que eles farão.

Roadie Crew: Você acha que era algo necessário para os fãs que Rob Halford voltasse ao Judas Priest neste ponto da carreira da banda?

Tim Owens: Não! (risos) Acho que a banda era tão boa comigo cantando quanto é com Halford. Eu gosto muito deles e desejo o melhor para a carreira do Judas Priest daqui para frente. É um trabalho muito árduo gravas álbuns e fazer shows, e eles já estão quase com sessenta anos! Espero que sigam em frente ao máximo que puderem. Fico feliz por não estar lá agora, pois estou fazendo coisas melhores do que simplesmente ficar sentado em casa no tempo livre esperando que a banda volte ás atividades, coisa que sempre acontecia.Quero que tudo de melhor aconteça para eles, pois somo grandes amigos, mas quero que aconteçam também para min.Acho que o posto de vocalista do Judas Priest é o lugar onde Rob merece estar, isto é bom. Você sabe, as pessoas sempre gostam quando o ex-vocalista volta para a banda...É uma relação mútua: O Judas Priest precisa  do Rob Halford e este precisa deles. Naquele ponto, não havia como ambos prosseguirem sem estarem juntos...As vendas dos últimos álbuns de ambos não haviam sido muito boas. Os fãs queriam isso, eu queria isso, mas não tenho muita certeza se todas a banda queria. De qualquer forma, agora todo estamos felizes. Acho que o ano deles será muito excitante, torço para que isto aconteça!

Roadie Crew: Foi algo frustrante para você a reação negativa que rondou o álbum Demolition?

Tim Owens: Bem... Realmente houve reviews falando mal do álbum, mas também falaram bem, como foi o caso da revista Rolling Stone. Algumas pessoas falavam que o álbum não tinha melodia, mas tem sim! Eu gosto muito daquele álbum e agora acho que isso é o que realmente importa para mim.

Roadie Crew: Qual foi o ponto mais alto e mais baixo da sua carreira ao lado do Judas Priest?

Tim Owens: Acho que o ponto mais alto foi provavelmente, ser nomeado para um Grammy. Foi algo muito bom para a minha carreira. Obviamente o ponto mais baixo foi a saída da banda, pois quando você faz parte de algo que gosta, quer continuar naquilo. Mas eu continuo feliz e conformado com a decisão, acho que foi a coisa certa a ser feita. Tudo acontece por uma razão. Nada é por acaso.

Roadie Crew: Finalizando, quais são suas expectativas para o seu futuro como vocalista do Iced Earth?

Tim Owens: Definitivamente é algo que me causa muita empolgação, no próximo álbum terei uma participação maior ao lado de Jon e isso me deixa muito excitado. Tenho grandes anseios, quero que este novo álbum venda mais que os anteriores, que façamos muitas turnês e nos divertiremos muito juntos. Também estou muito ansioso para lançar o meu álbum solo e me divertir muito com ele.