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Um dos mais importantes
bares de rock, o Manifesto Rock Bar, comemorou 14 anos de vida no último
dia 20 de novembro de 2008, em São Paulo, com uma apresentação inusitada e
que agradou em cheio aos fãs. Nada mais, nada menos que Tim “Ripper” Owens
(Yngwie Malmsteen, ex-Iced Earth, ex-Judas Priest, ex-Winters Bane)
veio à cidade paulista e cantou clássicos do Heavy Metal em grande estilo.
Acompanhado por um seleto grupo de músicos brasileiros dentre eles, Ivan
Busic (bateria, Dr. Sin), Andria Busic (baixo, Dr. Sin), Ulisses Miyazawa
(guitarra) e Hard Alexandre (guitarra) o vocalista americano que
atualmente compõe a banda do guitarrista Yngwie Malmsteen, conquistou a
fama e o carinho dos fãs ao entrar no grupo inglês Judas Priest (no qual
sempre foi um fã incondicional) e difundiu seu nome mundo a fora,
arrancando elogios da mídia especializada e de todos os amantes do Heavy
Metal. Visitando o país pela segunda vez (em 2001, o vocalista veio ao
Brasil para a turnê de divulgação do álbum Demolition), o cantor se
dedicou aos fãs e cantou clássicos do Judas Priest e do rock em geral.
Metal Gods, clássico do Judas Priest foi à primeira canção da noite e
apesar do atraso (a banda entrou no palco por volta de uma da manhã) todos
ficaram felizes e agitaram seus punhos e vozes, algo que ficará na memória
de todos os presentes. Burn In Hell, uma das melhores canções do
álbum Jugulator (disco que mostrou o talento de Ripper ao mundo) expôs um
clima soturno e pesado, além de técnicas vocais impressionantes
(principalmente nos agudos), que fizeram alguns de seus fãs boquiabertos
com o que viram. “What's My Name”, perguntou o cantor para o público que
imediatamente respondeu com sua força habitual a celebre palavra Ripper!.
Para quem não sabe, quando o vocalista estava no Judas Priest e o grupo
tocava a música The Ripper, o mesmo fazia uma brincadeira com seu
nome e apelido (no caso Tim “Ripper” Owens). Vale destacar a precisão e
fidelidade dos músicos nestas músicas, pois por mais que elas sejam
modernas para os dias atuais, inventar moda e mudar algumas de suas
características principais seria ruim para os músicos e os fãs. And You
Will Die, do disco de estréia da banda Beyond Fear mostrou peso, riffs
desconcertantes e uma faceta diferente de Ripper Owens que em um trabalho
mais autoral trouxe composições diretas e letras interessantes. A canção
Rising Force do guitarrista Yngwie Malmsteen (que segundo o
vocalista virá ao Brasil em março de 2009) abordou o lado mais técnico dos
músicos e apesar de difusa do resto do set list, mostrou o lado mais
recente da carreira do cantor. The Green Manalish, Highway Star
(Deep Purple) e Eletric Eye formaram uma trinca de respeito, um dos
pontos altos da apresentação. Flight of Icarus, da banda Iron
Maiden teve a participação especial da vocalista Dani Nolden da banda
Shadowside e foi uma das canções que mais agitaram os presentes. Uma
surpresa, pelo menos para mim, foi à música One On One do álbum Demolotion
do Judas Priest, pois segundo consta este disco não obteve o mesmo sucesso
que álbum Jugulator.
Paranoid, do Black Sabbath, Breaking the Law do Judas Priest e
Cold Gin do Kiss, está ultima um dos destaques da apresentação,
tanto pela veia mais pesada quanto pelo vocal mais rasgado de Ripper Owens
(que se destacou pela forma com que conduziu o seu show) jogaram uma
injeção de adrenalina em todos os presentes, que viram clássicos absolutos
do Heavy Metal sendo apresentados na seqüência. A música Grinder
fechou o show e deu a sensação estranha para algumas pessoas, pois muitos
pensaram e se perguntaram, mas já acabou? O baterista Ivan Busic,
empolgado com o público veio ao microfone e perguntou para todos, “o
Ripper perguntou se eu ia vê-lo cantar amanhã, caso o mesmo tocasse e eu
disse que sim, vocês não veriam?”. Até que, após a famosa parada para o
BIS, o vocalista americano se apoderou de uma das guitarras e tocou o
clássico Living After Midnight, também do Judas Priest e perfeita para se
fechar apresentações comemorativas.
Ao final da apresentação, Tim “Ripper” Owens fez uma pequena sessão de
autógrafos e fotos com as pessoas presentes e só resta nós (os fãs),
agradecermos por esta noite maravilhosa que ficara marcada na memória de
todos.
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