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13/01/2008
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TIM OWENS ABRE O JOGO SOBRE SUA SAÍDA DO ICED
EARTH
Fonte: Brazil
Beyond Fear - Tim "Ripper" Owens Official
Brazilian Site
Tradução exclusiva
Brazil Under Ice por Antonio Neto e Cris McBrain.
Tim "Ripper" Owens concedeu uma entrevista à Eddie
Trunk na última edição (sexta-feira, 11 de
Janeiro) do programa de rock "Friday Night Rocks"
na radio 104.3 de Nova York, na qual falou sobre
sua saída do Iced Earth e seus planos futuros.
Seguem alguns trechos da conversa:
Sobre a saída do Iced Earth:
"Acho que era algo que precisava acontecer para
ambas as partes. Não foi nada amigável. Pra ser
sincero, você não é demitido a duas semanas do
natal e avisado em dez minutos.
Terminei a turnê do Heaven And Hell com o Iced
Earth e estava pronto pra trabalhar no próximo
álbum que seria a continuação da saga Something
Wicked. Era pra eu estar no meu carro e saindo da
minha casa em Ohio aquela noite, e decidi, já que
não tinha falado com o Jon (Schaffer, líder do
Iced Eart), que eu esperaria até a manhã seguinte
para sair e ir a sua casa em Indiana, para
trabalhar no álbum. Na hora em que era pra eu
estar na estrada, inventei de ir ao meu computador
para ver se o Jon havia me comunicado por e-mail o
horário que ele queria que eu aparecesse lá no dia
seguinte, e foi quando recebi o e-mail avisando
que eu não estava mais na banda. E isso era umas
5:30. Às 5:40, umas 5:42 ou 5:43, eu recebi o
primeiro e-mail de alguém, e a primeira ligação às
5:45, dizendo "Cara, acabei de saber" (risos).
Minha filha mais velha disse pra mim "Cara, e se
você tivesse viajado?. Seria muito chato. Então a
coisa toda não aconteceu do jeito que deveria. É
uma situação infeliz e um fim inadequado.
Eu tive um término legal com o Judas Priest, eles
quiseram ter certeza de que, financeiramente, eu
poderia me sustentar até arranjar outra coisa. As
coisas foram feitas de maneira profissional. E
acho que o pior (sobre ter sido demitido do Iced
Earth), e o que me deixou irritado, foi que
aconteceu a duas semanas do Natal. Agora, eu
concordo com a decisão, eu precisava sair. Tenho
que ser honesto.
Estou tentando voltar aos trilhos, mas tive tantas
ofertas, que é inacreditável, e algumas ótimas. E
obviamente o Beyond Fear , a SPV (gravadora) estão
tão animados sobre isso, que já estamos acertando
tudo, Wendy Dio (esposa de Ronnie James Dio) ainda
é minha empresária.
É algo que deveria acontecer (a separação com o
Iced Earth), e eu não nego isso.
Acho que cada um de nós, Jon e eu, tínhamos idéias
diferentes. Acho que a principal era a de que eu
queria compor e não podia, mas na cabeça do Jon
ele me deu oportunidade. Mas quer saber?. Tenho
que ser honesto, foi tudo bom, mas não funcionou.
Não tenho nada de ruim a dizer sobre o Jon, e eu
desejo a ele sorte e tudo mais. Eu realmente quero
trabalhar com o Beyond Fear, e eu tenho outras
oportunidades melhores pra mim no momento. O
problema é que tive propostas ótimas antes e eu
recusei, e olhando pra trás, vejo que deveria
tê-las aproveitado. Mas valeu a pena, foi uma
coisa boa. Aprendi que não é sempre que as coisas
são o que parecem nos negócios.
Cada passo que dei em minha carreira me fez
aprender, todo mundo aprende. Eu sempre disse que
queria me tornar um melhor cantor e frontman, e eu
aprendi com isso tudo , e sempre continuo
buscando.
O Judas Priest foi uma ótima experiência pra mim,
e eu amo falar sobre isso, porque acabou bem.
Eu encontrei Glenn Tipton e K.K Downing, eles
foram ao show em Birmingham quando tocamos. Foi
ótimo falar com eles, e eles são muito divertidos.
Glenn, K.K, Jon e eu sentamos no camarim, e
tivemos uma ótima conversa. Foi divertido. Sempre
adorei conversar com esses caras, e eles sempre
foram muito sinceros comigo, e até o fim. Quero
dizer, as conversas sobre negócios acabam, não há
dúvida, e o mesmo aconteceu com o Iced Earth. A
primeira pessoa a ser culpada é o novato, mesmo
que o problema seja outro. Mas, sério, é o que
aconteceu, eu sei que, pra mim, divulgação é uma
coisa boa, e eu não vou conseguir isso desse
jeito.
Ficou pior pra mim quando fiz o disco do Beyond
Fear, porque foi o disco mais bem bem recebido
pela crítica que eu já fiz. Pode não ter
conseguido os tantas notas 10 quanto o "The
Glorious Burden", mas também não teve tantos 2 ou
3 como o "The Glorious Burden" teve. Então ele foi
o disco mais bem cotado que eu já fiz, e eu compus
no disco todoo, quer dizer, metade eu fiz sozinho,
e a outra metade com o John Comprix, o
guitarrista. Então acho que daí a coisa piorou.
Mas foi assim. O engraçado é que agora o antigo
cantor está voltando, apesar de tudo o que o Jon
falou em entrevistas, acho que foi algo como "eles
precisam disso, eles precisam do Matthew Barlow de
volta", e eu concordo, Matt é um ótimo cara e um
ótimo cantor. Tudo o que Jon disse foi, e continua
dizendo, é que ele compõe tudo. "Eu digo ao Matt o
que ele cantará." É o que ele sempre disse e o que
ele fez comigo.
Se eu saísse e fosse tocar com alguém como Yngwie
Malmsteen. Bem, aí eu saberia no que eu estaria me
metendo, você não está entrando numa banda, mas
num projeto e apenas cantaria um pouco com ele. É
uma experiência bem diferente. Eu achei que
estaria entrando numa banda e me prometeram coisas
diferentes, e estava funcionando bem até o
momento. E acho que todo mundo sabe que é uma
coisa do Jon Schaffer. É uma porta giratória com
todo mundo, e é uma coisa legal, Jon construiu
isso desde o início.
É importante lembrar, o mesmo aconteceu quando
entrei no Judas Priest, a banda mudou o estilo um
pouco, e eu gostei disso, mas do nada você se vê
com violinos e um coral de 1.800 pessoas. Sabe,
não era assim antes. Os álbuns que gravei foram
bem diferentes. No novo disco há bongôs, e
instrumentos de lã. Parece que quando eu entro nas
bandas elas mudam. Mas claro que a pressão de
entrar no Iced Earth foi nada em relação à pressão
no Judas Priest. Pra mim, ambas são bandas
grandes, mas comparando-as, é como comparar um
campeonato regional com um nacional. E isso não é
uma ofensa ao Iced Earth, porque todo grande
jogador de baseball já jogou em campeonatos
pequenos.
Jon e eu sempre nos demos bem, nas viagens ou
quando estávamos juntos, então sempre era tudo
divertido. Sempre nos entendíamos em estúdio. Foi
um aprendizado pra nós dois. Mais para mim, eu
sei, pois Jon está acostumado a se livrar de
membros e pegar novos, então não fez muita
diferença pra ele. O meu baixista (Dennis Hayes,
baixista do Beyond Fear, que também estava no Iced
Earth) descobriu que também tinha sido demitido do
Iced Earth porque ele olhou no site da banda e viu
que seu nome tinha sumido. (risos)
Eu me sentia indo a lugar nenhum. Foi a mesma
coisa com o Judas Priest, "Cara, eu quero compor,
quero fazer coisas. Estou recebendo todas essas
ofertas de shows e turnês para o Beyond Fear e eu
não posso sair. Tenho que recusar tudo. Droga,
quero sair e fazer outras coisas, quero compor e
criar". Meu pedido foi realizado (risos), só que
de uma maneira não profissional. Sei que se eu
fosse sair, eu teria sido avisado. Eu teria feito
um álbum teria sido avisado.
É engraçado como as coisas são. Lembro do Jon
sempre reclamando sobre como o Richard Christy
(baterista do Iced Earth que saiu da banda pra
trabalhar no programa de humor
"The
Howard Stern Show") saiu da banda no meio da
turnê, ele disse "vou acabar saindo" e Jon disse
que isso não era ser profissional. E eu fico
pensando, fui despedido a duas semanas do natal, o
que foi bem estranho. Mas isso faz de você uma
pessoa melhor.
Eu tenho boas recordações do Iced Earth e foi uma
boa oportunidade pra mim."
Tim Owens
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