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16/10/2009 - Manifesto Bar, São Paulo, SP, Brasil
Texto e fotos por Johnny Z. e Thiago Rahal Mauro

:: SET LIST:

"Painkiller" (Judas Priest)
"The Ripper" (Judas Priest)
"Burn in Hell" (Judas Priest)
"Believe" (Tim Ripper Owens)
"Highway Star" (Deep Purple)
"Electric Eye" (Judas Priest)
"And You Will Die" (Beyond Fear)
"Rising Force" (Yngwie Malmsteen's Rising Force)
"Starting Over" (im Ripper Owens)
"The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)" (Judas Priest)
"Flight of Icarus" (Iron Maiden)
"Grinder" (Judas Priest)
"One On One" (Judas Priest)
"Symptom of the Universe" (Black Sabbath)
"Breaking the Law" (Judas Priest)
"Living After Midnight" (Judas Priest)
 

:: RESENHA:

O início da turnê brasileira de promoção de Play My Game, primeiro álbum solo de Tim “Ripper Owens, foi realizado no Manifesto Bar (SP), no último dia 16 de outubro para uma platéia com cerca de 300 a 400 pessoas.

A abertura ficou a cargo da banda paulistana Burn Down, que para surpresa de todos, se apresentou dignamente tocando algumas músicas próprias deu EP "101% Pure", além de alguns covers. Formado por Victor Toreto (vocal), Mario Malke (bateria), Bruno Santos (baixo) e Guiler Cruz (guitarra) infelizmente tiveram alguns problemas técnicos durante o show, tendo que sair do palco por um tempo. Após o incidente a banda voltou e fechou a apresentação com muita competência e profissionalismo. Com certeza, será uma das grandes promessas do Heavy Metal Nacional.

Por volta de 1:30 da manhã, Tim "Ripper" Owens entra rasgando no palco do Manifesto com "Painkiller" (Judas Priest), junto com o Tempestt como banda de apoio. BJ (vocal e guitarra), Paulo Soza (baixo), Gabriel Triani (bateria) e Leo Mancini (guitarra) estão de parabéns pelo ótimo entrosamento e desempenho mostrado.

A platéia, pequena, mas barulhenta, cantava cada palavra, agitava e curtia muito aquele momento. Em seguida Tim então anuncia outra do Judas Priest, com a sua já famosa pergunta: “What’s My Name?”. Era a vez de "The Ripper". Após isso o público já estava em casa, tanto que alguém gritou o nome da música "Mr. Crowley", de Ozzy Osbourne, (primeira música que Tim gravou com Yngwie Malmsteen em um tributo à Ozzy) para Tim responder com muito bom humor, “Não, eu sou o Mr. Owens” ocasionando risos gerais. Nessa hora Tim encontra no platéia esse quem vos escreve, devido ao eu estar usando o boné que Tim havia me dado a alguns meses atrás. Tim disse: "Johnny got his hat on". Outras vezes Tim falou comigo, no meio do show, mas essa citada foi a mais interessante.

O som estava excelente, com todos os instrumentos nítidos. A atmosfera pequena do Manifesto só tornava o show mais empolgante, devido à proximidade com os músicos. Chegava à hora de uma música de sua fase no Judas Priest, e nada melhor do que uma das melhores, "Burn In Hell", do álbum "Jugulator" de 1997, onde mais uma vez provou como a interação do público nessa hora é impressionante. Esse ano, aliás, Tim se mostrou mais solto e comunicativo com o público, inclusive fez muitas brincadeiras com os fãs.

De seu álbum solo veio à pesadíssima e muito bem executada "Believe", gerando aplausos do próprio autor. Em seguida, para a alegria dos fãs mais experientes, Tim executou de forma brilhante "Highway Star" (Deep Purple), intercalando vocais com BJ, num ótimo dueto. Destaque para o excelente baixista Paulo Souza, que tocava os sons da introdução de teclado no próprio baixo! Vamos torcer para quem um dia Tim posso regravar essa música para algum tributo ao Deep Purple, porque essa música combina direitinho com seu estilo.

Mais Judas Priest estava por vir, e dessa vez veio à clássica "Electric Eye". Não sei porque ainda existem fãs que criticam a voz de Tim no Judas Priest. Deve ser por fanatismo pela formação clássica com Rob Halford, que não aceitaram vê-la sem seu membro preferido, ou por puro preconceito xiita. Ambos possuem técnicas e alcances vocais enormes, e com isso, qualidades diferentes, mas excelentes. Deixem de preconceito infantil e saibam apreciar, não só Halford, mas também Tim, porque dizer que esse último não chega aos pés de “herói” é no mínimo ridículo, ou surdez mesmo.

Seguindo o show, tivemos a única música do Beyond Fear no repertório, repetindo a escolha do ano passado, a pesada e agressiva "And You Will Die". O público presente veio abaixo nessa hora, e era visível o descontentamento de todos por não ter outras faixas dessa banda no show.

Após a porradaria, era hora de algo mais clássico, e nada mais justo, e bem escolhido, como "Rising Force". Não sou um grande apreciador da música de Yngwie Malmsteen, mas essa faixa ficou extremamente agressiva e empolgante. Um dos pontos altos de todo show, sem dúvidas. Ponto para o excelente guitarrista Léo Mancini, que executou de forma brilhante todos os solos do sueco.

Uma pequena acalmada do público veio com a cadenciada "Starting Over", do álbum solo de Tim, com uma influência gritante de Black Sabbath da fase de Ronnie James Dio. Nessa hora, emocionado, Tim olha para cima e dedica essa música a um amigo que havia falecido algumas semanas atrás.

"The Green Manalishi" com seu groove e levada característica trouxe de volta o público da viagem anterior ao bom e velho Heavy Metal. O ponto alto, ao meu ver, veio em seguida com o magistral, e melhor, cover gravado pelo cantor: Flight Of Icarus do Iron Maiden, com o público na mão e pulando a cada compasso executado. Impossível ficar parado nessa música, e com a voz de Tim tudo soou mais agressivo ainda. Impecável.

Mais duas do Judas Priest, o clássico "Grinder" e "One On One", essa última do álbum Demolition de 2001. Uma pena não fazer parte do set mais músicas de sua fase na banda.

Chegando ao final do show, que durou em torno de 90 minutos, tivemos uma surpresa agradável com "Symptom Of The Universe" (Black Sabbath) e para fechar os dois maiores hinos do Judas Priest: "Breaking The Law" e "Living After Midnight".

Ao final do show, como de costume, Tim atendeu a todos os fãs com autógrafos, fotos e sua humildade característica. Uma noite grandiosa para os que foram, e para aqueles que não foram, sinto muito, perderam um excelente show de uma das maiores vozes do Metal atual.

Agradecimentos especiais a Silvano (Manifesto Bar), os promotores da Free Pass Entretenimento, Ricardo e Bruno Garrido pela cordialidade.
 

:: FOTOS:
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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