:: DADOS
PESSOAIS:
Nome
completo:
Timothy Steven
Owens
Data de nascimento:
13/09/1967
Cidade:
Akron, Ohio,
Estados Unidos
Apelidos:
Little Owl
(infância) e Ripper
Estado Civil:
Casado e pai
de 3 filhos
Hobby:
Golf e
esportes em geral
Bebida favorita:
Cerveja
Comida favorita:
Cerveja
(risos)
Banda
favorita: Dio,
mas muda quase que todo o dia (risos)
Música favorita:
"Blood Stained"
Filme favorito:
Seven
Primeiro show que viu:
Judas Priest
na "Defenders Of The Faith Tour"
::
BANDAS QUE
PARTICIPOU:
Damage Inc.
Brainicide
U.S Metal
British Steel
Winters Bane
Seattle
Judas Priest
Iced Earth
Beyond Fear
:: ÁLBUNS FAVORITOS:
"Sad Wings Of Destiny" - Judas Priest
"Screanig For Vengeance" - Judas Priest
"Heaven and Hell" - Black Sabbath
"Cowboys From Hell" - Pantera
"Badmotorfinger" - Soundgarden
"Operation Mindcrime" - Queensryche
CAPÍTULO I:
A saga de Tim Owens começa com suas raízes na classe trabalhadora, em Kenmore,
uma vizinhança colada de Akron, Eua, com suas casas aconchegantes e bem
arrumadas no decadente coração de um pós-industrial meio-oeste americano.
Seu pai, Troy Owens, trabalhava em um depósito de jóias e sua mãe, Sherri Owens,
coordenava uma empresa de babás, em sua própria casa.
O adolescente Tim Owens, como muitos de seus amigos, gostava de um hard rock,
mas era bem eclético. “Quando eu estava no primário, todos nós agíamos como o
Kiss”, ele disse. “Mas eu também era visto cantando Billy Joel. Eu era um grande
fã de Elvis”.
Seus pais compartilhavam o ecletismo de seus filhos, gostando tanto de um heavy
metal, quanto de Rolling Stones e Celine Dion. Ainda, diferentemente de seus
amigos, Tim Owens também adorava música renascentista, e seu lado de tenor
estava no coração do premiado coro de sua escola, Kenmore High. “Ele usava jeans
rasgados, bandana e camisetas de suas bandas de garagem”, lembra Sally
Schneider, a diretora do coro. “Mas ele também ficava ótimo de terno, cantando
Orlando di Lasso”, grande compositor erudito italiano.
O primeiro contato de Tim com o heavy metal foi aos 16 anos, em 1983, quando seu
irmão deu a ele o álbum "Screaming For Vengenace" do Judas Priest, fazendo com
que Tim virasse uma espécie de fã número 1 do Judas Priest.
Após esse presente, Tim começou a procurar sobre muitas bandas do estilo, e
conhecer pessoas com o mesmo gosto musical em sua região.
Quase todas as noites nos finais de semana, Tim Owens ficava grudado na grade do
palco do Akron Agora, um bar que tinha shows de bandas metal, cantando junto
todas as letras quando uma banda da região chamada U.S Metal, tocava clássicos
do Judas Priest, como "Victim of Changes" e "The Ripper".
Ele observava atentamente quando Jim Williams, vocalista da banda, fazia sua
imitação quase que perfeita de Rob Halford (vocalista do Judas Priest), cantando
junto com ele, só que do lado da platéia.
Uma noite ele foi notado por Dan Johnson e Steve Trent, dois músicos que estavam
procurando um cantor para sua nova banda. “Tim era um garoto gordinho, mas ele
cantava as músicas tão alto que sua voz sobressaía o P.A” disse Johnson. “Seus
agudos eram incrivelmente estridentes”. Dissemos um ao outro, “Que tal ele?” O
resultado deste encontro foi o Damage Inc., uma banda que desenvolveu uma certa
notoriedade já que tocavam músicas do Judas Priest, Metallica, Slayer e Anthrax.
Mas o Judas Priest sempre foi a maioria do repertório da banda. Mesmo quando a
banda trocou o nome para Brainicide e mudou o seu estilo musical, Tim Owens e
seus amigos continuavam a tocar o que se tornou a marca registrada da banda, o
cover de "Victim of Changes". “Tem uma hora na versão ao vivo que o Halford fica
sustentado este "no, no, nooooooo" disse Jonhson. E Tim ficava sustentando esta
nota infinitamente, absolutamente no máximo que ele conseguia. Toda vez, ele
ficava rodando o palco e quase caía, por falta de oxigênio”.
A galera do mosh local amava, assim a banda atraiu uma base leal de fãs, mas em
1990, o Brainicide se encaminhou em território desconhecido, como um fã uma vez
descreveu “Uma mistura de death com metal psicótico”.
Não tinha muito espaço para vocais, por isso Tim Owens saiu e foi substituir seu
primeiro ídolo-modelo, Jim Williams, no U.S Metal, à convite da própria banda.
No ano seguinte, enquanto contniuava tocando no U.S Metal, o baterista da banda
Winters Bane, banda que mesclava heavy metal com thrash metal, Terry Salem, que
sempre ia ao eventos onde as bandas de Tim participava, indicou-o aos outros
membros da banda para um teste como vocalista. Após algumas audições, Tim é
efetivado como vocalista do Winters Bane, deixando o U.S Metal.
Casado e pai de uma garotinha (mais tarde divorciado e agora se recusa a
comentar sobre sua vida pessoal), Tim Owens tinha também um emprego normal como
um agente de compras na firma de advocacia mais antiga de Akron, Buckingham,
Doolittle & Burroughs. ”No trabalho, Tim era bem conservador, sem brincos,
cabelo curto” disse Robert Forwark, o chefe na parte de compras da firma.
Tim e o guitarrista do Winters Bane, chamado Lou St.Paul, começaram a escrever e
compor algumas músicas para um possível álbum conceitual, que mais tarde viria a
se chamar "Heart Of A Killer". A banda gravou uma fita demo com algumas músicas
e entraram em contato com uma pequena gravadora alemã, a Massacre Records, que
ficou muito interessada no material, e resolveu contratar a banda para o
lançamento do primeiro álbum.
Em 1994, em duas semanas, o Winters Bane gravou seu primeiro álbum, "Heart Of A
Killer", logo de cara vendendo em torno de 8 mil cópias no exterior, mas nunca
foi lançado nos Estados Unidos para decepção da banda.
"Heart Of A Killer" se baseava numa história de um juiz chamado Cohegan, que
teve um coração transplantado de um assassino morto, onde o caso tinha sido ele
mesmo quem havia sentenciado o mesmo à pena de morte.
Para ajudar a aumentar a fama da banda, eles desenvolveram uma técnica de turnê,
em que agendavam seus shows rentáveis sob o nome de British Steel, banda
totalmente cover de Judas Priest, na qual tocavam muitos clássicos da banda e
antes desse show, tocavam como Winters Bane, com o seu próprio material.
“Funcionava perfeitamente” disse Tim Owens. "Nós deixamos de ganhar 50 dólares
por show, passando para 1000 dólares cada noite. Eu cantava 45 minutos de
músicas próprias do Winters Bane, depois botava o couro e fazia 2 horas de Judas
Priest. As pessoas olhavam e achava, que não era o mesmo cara’”.
Com a popularidade aumentando, e a agenda de shows na região ia aumentando, Tim
Owens largou a firma de advocacia e começou a trabalharem meio período como
vendedor, o que funcionava dava para conciliar melhor com a banda.
Mas o metal estava desaparecendo e o grunge ascendendo e em 1995, Tim Owens
entrou no Seattle, uma banda cover que tocava um rock mais alternativo, sem
largar o Winters Bane.
Ele estava indo bem com as duas bandas e seu emprego como vendedor, ganhando
dinheiro suficiente para comprar um Jaguar Sedan usado.
Tim tinha tatuagens do Judas Priest, mas eram altas suficientes em seu braços,
fácil de serem escondidas pelas mangas de suas camisas, onde sua paixão pela
banda aumentava significamente a cada dia.
CAPÍTULO II:
Após a turnê do álbum "Painkiller", o Judas Priest e o mundo ficou perplexo com
a notícia de que o então vocalista Rob Halford estava deixando a banda para
partir a novos horizontes musicais, abalando o mundo do heavy metal e deixando o
Judas Priest "inativo" durante quase uns dois anos.
Em 1993, no entanto, os outros membros da banda decidiram tentar reformar o
grupo e buscar um novo frontman. Eles ouviram centenas de fitas e audições de
talentosos cantores, mas nenhum parecia o certo.
Depois, através de uma série de coincidências, as habilidades vocais de Tim
Owens e sua furiosa presença de palco, chegaram até a banda.
A chave foi uma uma fita caseira de vídeo de péssima qualidade, na qual Tim
Owens cumpre seu papel de Rob Halford em um show do British Steel, feito em
1995, no Sherlock’s, um clube em Erie, Pennsylvania.
A fita foi feita por duas fãs de Judas Priest que estava no local, chamada
Christa Lentine, uma atentendente de um estúdio de bronzeamento, de Churchville,
Nova Iorque, e sua prima Julie Vitto, de Rochester, Nova Iorque. Após o show,
Christa chegou à Tim Owens, dizendo que ela conhecia alguns membros do Judas
Priest.
Na verdade, Lentine estava namorando com Scott Travis, o baterista da Judas
Priest. Em Fevereiro de 1996, quanto Scott Travis estava fazendo as malas para
ir para a Inglaterra, ouvir a última rodada das audições, Lentine colocou a fita
velha do show do British Steel de Tim Owens em uma das malas de Travis, dizendo
que eles precisavam conferir "aquele cara".
Só que Scott não se interessou porque a banda não estava à procura de nenhum
clone do Rob Halford, mas mesmo assim, Christa insistiu fazendo com que Scott
levasse a fita para a banda ver.
Scott Travis e seus companheiros de banda decidiram dar uma olhada no vídeo e
logo quando Tim soltou a voz em uma das primeiras músicas, eles não acreditaram
no que estavam ouvindo, um vocal rasgado e agudo, bem como sua presença de
palco, com sua vestimenta de couro e seu corte de cabelo, os lembrando muito de
seu antigo frontman.
“Eu já vi coisas fantásticas na minha vida”, disse Glenn Tipton, guitarrista do
Judas Priest, “Mas eu não podia acreditar naquilo”.
Depois vieram milhões de telefonemas, primeiro da banda para Julie Vitto e
Chirsta Lentine, querendo saber se a fita tinha sido manipulada, depois delas
para Tim Owens, que foi instruído para ligar para a empresária coordenadora da
banda.
Tim, ao saber da situação, não colocou muita confiança, mas mesmo assim ligou
para a empresária da banda, na qual ela perguntou se ele tinha um passaporte.
Dois dias depois, Tim Owens estava em um vôo noturno para a Inglaterra e depois
seguindo de carro para uma fazenda em Wales, onde a banda estava hospedada.
“Eu podia sentir música lá de dentro” relembra Tim Owens. “Eu andei pela sala de
jantar que tinha uma grande mesa e lá estava Ian Hill. Depois, lá estava Scott,
tocando sua bateria e Glenn sentado em um amplificador, improvisando. Você está
acostumado a vê-los em posters por todo o se quarto, e de repente você está lá
com eles”.
A banda, um engenheiro de som e empresária ficaram atrás de uma cabine de vidro
e soltaram a fita de gravação, era o teste na qual Tim Owens podia mostrar seu
potencial a banda e quem sabe sonhar alto e conseguir a vaga de vocalista do
grupo.
A música escolhida foi “Victim of Changes”, uma velha conhecida de Tim Owens.
Ele soltou a voz no primeiro verso "Whisky Woman, don’t you know it, driving me
insane...“ mas foi interrompido por Tipton, que cortou a fita e apertou um botão
para falar por um intercomunicador: “Você ganhou o emprego!”.
“Nós ouvimos, literalmente, milhares de cantores” Tipton disse mais tarde.
“Esquimós russos, homens, mulheres, pessoas de todos os cantos do mundo, famosos
e desconhecidos. Mas ali nós sabíamos, sem sombra de dúvida, que havíamos achado
nosso homem. Ele foi lá e simplesmente nos deixou perplexos”.
Tim Owens cantou mais algumas músicas, incliíndo “The Ripper” onde Tipton,
imediatamente decidiu que “Ripper” seria o novo nome do mais novo membro da
banda devido a sua excelente habilidade e cantar tal música.
Na manhã seguinte, Tim Owens foi levado ao aeroporto, para retornar à Akron.
CAPÍTULO III:
Rapidamente o boato se espalhou pela cidade Akron e pela Internet, que já dava
os primeiros passos rumo as notícias em tempo real, bem como boatos e mentiras.
Em maio de 1996, as revistas voltadas ao heavy metal começaram a anunciar a
volta do Judas Priest.
Tim Owens assinou um contrato com o Judas Priest que o deixava bem longe de
Jaguars usados e de cair na estrada em vans sujas e apertadas.
Ainda, durante quase todo o verão, ele continuou a cantar no Seattle e Winters
Bane, bem como seu emprego normal, vendedor.
Tim resolveu tirar seu telefone da lista telefônica e se mudar da rua em que ele
cresceu, para sua própria privacidade, vendeu o Jaguar e comprou um Ford
Explorer usado, um pouco melhor do que o antigo, mas alguma coisa menos
chamativa para não atrair os fãs. Seus pais também passaram por um tipo de
transformação. Para o seu aniversário de 50 anos, seu pai furou as orelhas e fez
uma tatuagem do Judas Priest em seu bíceps. A Sra Owens recebeu ligações
frequentes de Glenn Tipton e de outros membros da banda. “É como se estivéssemos
em um sonho”, disse ela orgulhosa do filho.
A descoberta de Tim Owens com certeza deu uma revigorada de mercado no Judas
Priest, fazendo com que a banda assinasse com a CMC International Records, uma
divisão da BMG chefiada por Tom Lipsky, que foi responsável por uma venda
explosiva de bandas mais antigas, desde Pat Benatar até Lynyrd Skynyrd.
Após toda a papelada pronta, Tim Owens, abandona definitivamente as suas bandas,
Seattle e Winters Bane, sem nenhum tipo de conflito, e mantendo a amizade de
todos os integrantes, e desejando-lhes toda a sorte do mundo na carreira. O
Seattle não se tem informações a respeito, mas o Winters Bane continuou a
carreira lançando mais um álbum cantando pelo guitarrista, e hoje em dia eles
possuem um novo vocalista tão bom quanto Tim Owens.
Tim Owens dividiu seu tempo entre Akron e um estúdio perto de Londres, onde
gravou os vocais para o primeiro álbum de material inédito do Judas Priest em 7
anos. O álbum, em que Tipton descreveu como metal brutal para os anos 90 estava
previsto para ser lançado perto do época do Halloween.
Lipsky, chefe da BMG, disse que quando ouviu sobre o novo vocalista através de
um promotor de heavy metal, voou até Londres só para ouvir as fitas.
“Ripper é uma benção dos céus. Ele tem a força, o alcance, e ele é sujo o
suficiente para vender”, disse Lipsky depois de ouvir as gravações.
Talvez previsivelmente, um porta-voz de Rob Halford, abusa menos nos elogios. O
empresário de Halford, John Baxter, descreve o renovado Judas Priest como “bobo
e ofensivo ao mesmo tempo” e acrescentou que foi particularmente perturbador
ouvir a banda dizer que Tim Owens é o melhor vocalista que o Judas Priest já
teve.
De sua parte, Tim Owens demonstrou admiração à Halford, mas ele rapidamente
mudava de assunto quando era questionado sobre o antigo vocalista, falando sobre
o futuro.
CAPÍTULO IV:
Após a gravação de "Jugulator", título do álbum de estréia de Tim, ele ainda
reunia seus antigos companheiros de banda e outros amigos para churrascos no
quinta de casal mas seu velho uniforme do Judas Priest, de couro e espinhos,
estava guardado no porão. “Eu estava pronto para um novo figurino”, disse o
então empolgado Tim "Ripper" Owens.
A excitação em cima do renovado Judas Priest, combinado com o som pesado e a
mixagem firme de "Jugulator", foi nomeado em 1999, como Melhor Performance de
Metal, no 41º Grammy Anual Awards. Assim, Ripper começou a ser bem aceito no
coração e ouvidos de muitos fãs de Judas Priest.
Após muitos shows, e grandes turnês nos anos de 1998 e 1999, a banda lança o
álbum ao vivo duplo, “98’ Live Meltdown”, gravado em muitos shows na turnê
americana, para mostrar ao mundo a excelente fase e a incrível aceitação de Tim
Owens por todos os cantos da terra.
Clássicos antigos com a voz de Tim Owens e a sonoridade pesada beirando o thrash
metal que a banda vinha desenvolvendo, fez com que muitos fãs novos aparecessem
diariamente bem como muitos fãs saudosistas do som mais heavy metal clássico que
a banda fazia até o “Painkiller” começassem a soltar boatos infindáveis sobre um
retorno de Rob Halford à banda, sempre desmentidos por Tim e pelos próprios
integrantes da banda em revistas especializadas, e através de seu site oficial.
Um breve período de descanso, e começo de 2000 a banda já começou a se
concentrar na composição de um novo álbum de estúdio, primeiro álbum totalmente
composto e gravado para a voz de Tim Owens, já que o “Jugulator” estava sendo
composto sem ao menos terem um vocalista fixo.
”Demolition”, título do novo álbum é lançado no começo de 2001 e trazia uma
banda mais pesada e com uma sonoridade mais moderna que o seu antecessor,
deixando muitos fãs antigos um pouco insatisfeitos principalmente pelo timbre
mais baixo das guitarras, mas a voz de Tim Owens mostrava um enorme avanço para
a perfeição, onde neste álbum ele mostrou mais seu estilo próprio, não abusando
muito dos agudos como em “Jugulator”.
Nesse mesmo ano, com enormes turnês marcadas, passa também pelo Brasil em
Setembro de 2001, fazendo shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
A cada apresentação da banda, era latente o enorme avanço na técnica e
performance de Tim Owens, sendo considerado por muitos, em muitos veículos
especializados em heavy metal, como sendo um dos melhores vocalistas da
atualidade, ao lado de deuses como Bruce Dickinson, Dio, Gillan e o próprio Rob
Halford.
O ano de 2002 continuou com a turnê de promoção do álbum “Demolition”, e a banda
resolveu lançar um DVD ao vivo, gravado na conceituada casa de shows Brixton
Academy, em Londres, Inglaterra, intitulado “Live In London”, o que mais alguns
meses após esse lançamento, "Live In London" se torna mais um álbum ao vivo
duplo, com mais músicas do que o lançamento em DVD e com um set list totalmente
diferente de "98' Live Meltdown".
Muitos clássicos da era Rob Halford foram tocados nas turnês que a banda fez com
Tim Owens, e praticamente todas foram excelentemente cantadas e aceitas pelos
fãs, mas os boatos de uma possível volta de Rob Halford a banda ficam cada vez
mais fortes, depois que Rob Halford, após o fiasco de suas bandas pós-Judas
Priest (Fight e Two), se mostra aos fãs com sua volta ao heavy metal em 3 álbuns
lançados com a banda Halford.
Com a baixa vendagem dos últimos álbuns “Demolition” do Judas Priest e
“Crucible” de Halford, era quase impossível o não surgimento de boatos e mais
boatos sobre uma reunião da banda, o que causaria a saída de Tim Owens da banda.
CAPÍTULO V:
Enquanto a mídia ficava dando inúmeras notícias sobre a possível reunião do
Judas Priest, ambos os lados negavam veementemente todo e qualquer rumor
noticiado, chegando até a alegar que os preparativos de um novo álbum de estúdio
com Tim Owens seria iniciado em breve.
Nesse meio tempo, o pai de Glenn Tipton, veio a falecer, fazendo com que a banda
desse uma parada, que chegou a ficar uns bons meses, deixando Tim Owens um pouco
incomodado.
Jon Schaffer, guitarrista e líder do Iced Earth, que estava gravando um novo
álbum junto com sua banda, estava descontente com a atuação do então vocalista
do Iced Earth, Matthew Barlow, nas gravações das novas músicas.
Matthew Barlow, que também é cunhado de Jon Schaffer, não estava dando tudo de
si para a banda, fazendo com que todas as gravações do novo álbum, já intitulado
de “The Glorius Burden”, fossem paradas, atrasando todo o cronograma de
lançamento.
Em 2003, após uma conversa entre Matthew Barlow e Jon Schaffer, ambos decidem
que o melhor para banda seria a saída de Matthew, devido a sua fraquíssima
interpretação e performance no novo álbum e também por este depois dos atentados
terroristas de 11 de Setembro de 2001, resolver se dedicar ao Direito Penal,
perdendo o interesse pelo heavy metal e consequentemente pela banda.
Como Jon Schaffer já conhecia Tim Owens devido a uma turnê conjunta do Judas
Priest e Iced Earth em 2001, e sabendo que Tim estava parado naquela época
devido a situação do Judas Priest, Jon resolveu convidar Tim para gravar os
vocais como convidado especial no novo álbum do Iced Earth, sendo prontamente
aceito pelo mesmo.
Tim regravou todos os vocais para o álbum “The Glorious Burden” e re-escreveu a
letra e algumas linhas vocais para a música “Red Baron/Blue Max”.
Após Tim gravar com o Iced Earth, nasce seu o primeiro filho, que no meio da
situação em que ele passava foi uma forma bonita que o fez mais forte, até que o
mundo recebe a notícia de que a então notícia da reunião do Judas Priest havia
sido confirmada, e conseqüentemente Tim Owens despedido, mas de forma pacífica,
amigável e profissional, sendo que até os dias de hoje a amizade entre Judas
Priest e Tim Owens permanecem intacta.
Tim ficou extremamente chateado, mas não magoado com o pessoal do Judas Priest,
porque ele imaginava que um dia isso poderia acontecer, mas não queria que
tivesse sido naquela época e nem da maneira que foi, porque o Judas Priest era a
sua vida.
Sabendo de todo o alvoroço sobre a reunião do Judas Priest, Jon Schaffer, então
convida Tim Owens a integrar de forma oficial o Iced Earth, deixando-o ainda
mais pensativo, porque logo após sua saída oficial do Judas Priest, Tim queria
muito partir para uma possível carreira solo, com material próprio que ele já
tinha começado a escrever e em algum dia pretende lançar.
Após uma semana pensando, Tim entra em contato com Jon Schaffer e aceita o
convite de ser o vocalista do Iced Earth e que estava feliz de ter sido
convidado.
O então novo álbum do Iced Earth é lançado e excelentes críticas ao disco foram
dadas, bem como algumas não muito a favor devido ao forte apelo patriótico do
mesmo.
Enfim a turnê se inicia pela América do Norte (EUA e Canadá), e alguns shows por
festivais na europa, tendo algumas datas canceladas devido ao estado de saúde de
Jon Schaffer, que estava tendo fortes dores em sua coluna, obrigando-o a se
tratar e posteriormente uma cirurgia.
Nesse meio tempo Tim resolve voltar a compor músicas para uma possível carreira
solo, paralela ao Iced Earth, já que sua banda principal entraria em férias
forçadas devido aos problemas de saúde de Jon Schaffer.
Após alguns meses compondo em companhia do amigo John Comprix, resolvem batizar
esse projeto como Beyond Fear, cujo nome foi dado após uma pesquisa pelo site
oficial, onde todos os fãs davam sugestões de nome.
O Beyond Fear, grava um CD demo com 5 músicas, e faz alguns shows com a formação
já completa com John Comprix (guitarra), Dwane Bihary (guitarra), Erik Elkins
(bateria) e Dennis Hayes (baixo, antigo companheiro de Winters Bane).
Após uma pequena recuperação de Jon Schaffer, este se dedicou a gravação do novo
álbum do Demons & Wizards, e paralelamente a produção do primeiro DVD do Iced
Earth, "Gettybsurg 1863".
Depois de fechar contrato com a SPV (também gravadora do Iced Earth e Demons &
Wizards), o Beyond Fear se tranca no estúdios Morrisound para a gravação de seu primeiro álbum
com o produtor Jim Morris.
Tim e John Comprix compuseram juntos ao todo 14 músicas, mas apenas 12 entraram
no álbum.
Alguns shows foram agendados para entrosamento da nova banda, e após esses
shows, o Beyond Fear é contratado pela empresa Niji, de propriedade da esposa de Ronnie James Dio, Wendy Dio,
sendo assim sua empresária.
Com o fim da turnê de aquecimento, a banda entrou nos estúdios Morrisound, para
a gravação do seu primeiro álbum de estúdio, que foi lançado no começo de 2006
com o título somente de "Beyond Fear".
Logo em seguida a banda caiu na estrada novamente mas teve a primeira baixa na
formação, com a saída de Dwane Bihary (guitarra), que saiu amigavelmente da
banda por problemas pessoais. Com isso a banda resolveu permanecer como um
quarteto.
... AGUARDE, EM BREVE CONTINUAÇÃO ...