|
:: DADOS
PESSOAIS:
Nome
completo:
Timothy
Steven Owens
Data de nascimento:
13/09/1967
Cidade:
Akron,
Ohio, Estados Unidos
Apelidos:
Little
Owl (infância) e Ripper
Estado Civil:
Casado, pai de 3 filhos
e avô de uma neta
Hobby:
Golf e
esportes em geral
Bebida favorita:
Cerveja
Comida favorita:
Cerveja
(risos)
Banda
favorita:
Dio, mas muda quase que todo o dia (risos)
Música favorita:
"Blood
Stained"
Filme favorito:
Seven
Primeiro show que viu:
Judas
Priest na "Defenders Of The Faith Tour"
::
BANDAS
QUE PARTICIPOU:
Damage Inc. , Brainicide, U.S Metal, Twist Of Fate, British Steel, Winters Bane, Seattle,
The Sickness, Judas Priest, Iced Earth, Beyond Fear, Yngwie Malmsteen's Rising Force,
Hail!, Charred Walls Of The Damned e Soulbender
:: ÁLBUNS FAVORITOS:
"Sad Wings Of Destiny" - Judas Priest
"Screaming For Vengeance" - Judas Priest
"Heaven and Hell" - Black Sabbath
"Cowboys From Hell" - Pantera
"Badmotorfinger" - Soundgarden
"Operation Mindcrime" - Queensryche
"Among The Living" - Anthrax
::
CAPÍTULO
I:
A saga de Tim Owens começa com suas raízes na classe trabalhadora, em
Kenmore, uma vizinhança colada de Akron, Eua, com suas casas aconchegantes
e bem arrumadas no decadente coração de um pós-industrial meio-oeste
americano.
Seu pai, Troy Owens, trabalhava em um depósito de jóias e sua mãe, Sherri
Owens, coordenava uma empresa de babás, em sua própria casa.
O adolescente Tim Owens, como muitos de seus amigos, gostava de um hard
rock, mas era bem eclético. “Quando eu estava no primário, todos nós
agíamos como o Kiss”, ele disse. “Mas eu também era visto cantando Billy
Joel. Eu era um grande fã de Elvis”.
Seus pais compartilhavam o ecletismo de seus filhos, gostando tanto de um
heavy metal, quanto de Rolling Stones e Celine Dion. Ainda, diferentemente
de seus amigos, Tim Owens também adorava música renascentista, e seu lado
de tenor estava no coração do premiado coro de sua escola, Kenmore High.
“Ele usava jeans rasgados, bandana e camisetas de suas bandas de garagem”,
lembra Sally Schneider, a diretora do coro. “Mas ele também ficava ótimo
de terno, cantando Orlando di Lasso”, grande compositor erudito italiano.
O primeiro contato de Tim com o heavy metal foi aos 16 anos, em 1983,
quando seu irmão deu a ele o álbum "Screaming For Vengenace" do Judas
Priest, fazendo com que Tim virasse uma espécie de fã número 1 do Judas
Priest.
Após esse presente, Tim começou a procurar sobre muitas bandas do estilo,
e conhecer pessoas com o mesmo gosto musical em sua região.
Quase todas as noites nos finais de semana, Tim Owens ficava grudado na
grade do palco do Akron Agora, um bar que tinha shows de bandas metal,
cantando junto todas as letras quando uma banda da região chamada U.S
Metal, tocava clássicos do Judas Priest, como "Victim of Changes" e "The
Ripper".
Ele observava atentamente quando Jim Williams, vocalista da banda, fazia
sua imitação quase que perfeita de Rob Halford (vocalista do Judas Priest),
cantando junto com ele, só que do lado da platéia.
Uma noite ele foi notado por Dan Johnson e Steve Trent, dois músicos que
estavam procurando um cantor para sua nova banda. “Tim era um garoto
gordinho, mas ele cantava as músicas tão alto que sua voz sobressaía o
P.A” disse Johnson. “Seus agudos eram incrivelmente estridentes”. Dissemos
um ao outro, “Que tal ele?” O resultado deste encontro foi o Damage Inc.,
uma banda que desenvolveu uma certa notoriedade já que tocavam músicas do
Judas Priest, Metallica, Slayer e Anthrax.
Mas o Judas Priest sempre foi a maioria do repertório da banda. Mesmo
quando a banda trocou o nome para Brainicide e mudou o seu estilo musical,
Tim Owens e seus amigos continuavam a tocar o que se tornou a marca
registrada da banda, o cover de "Victim of Changes". “Tem uma hora na
versão ao vivo que o Halford fica sustentado este "no, no, nooooooo" disse
Jonhson. E Tim ficava sustentando esta nota infinitamente, absolutamente
no máximo que ele conseguia. Toda vez, ele ficava rodando o palco e quase
caía, por falta de oxigênio”.
A galera do mosh local amava, assim a banda atraiu uma base leal de fãs,
mas em 1990, o Brainicide se encaminhou em território desconhecido, como
um fã uma vez descreveu “Uma mistura de death com metal psicótico”.
Não tinha muito espaço para vocais, por isso Tim Owens saiu e foi
substituir seu primeiro ídolo-modelo, Jim Williams, no U.S Metal, à
convite da própria banda.
No ano seguinte, enquanto continuava tocando no U.S Metal, o baterista da
banda Winters Bane, banda que mesclava heavy metal com thrash metal, Terry
Salem, que sempre ia ao eventos onde as bandas de Tim participava,
indicou-o aos outros membros da banda para um teste como vocalista. Após
algumas audições, Tim é efetivado como vocalista do Winters Bane, deixando
o U.S Metal.
Casado e pai de uma garotinha (mais tarde divorciado e agora se recusa a
comentar sobre sua vida pessoal), Tim Owens tinha também um emprego normal
como um agente de compras na firma de advocacia mais antiga de Akron,
Buckingham, Doolittle & Burroughs. ”No trabalho, Tim era bem conservador,
sem brincos, cabelo curto” disse Robert Forwark, o chefe na parte de
compras da firma.
Tim e o guitarrista do Winters Bane, chamado Lou St.Paul, começaram a
escrever e compor algumas músicas para um possível álbum conceitual, que
mais tarde viria a se chamar "Heart Of A Killer". A banda gravou uma fita
demo com algumas músicas e entraram em contato com uma pequena gravadora
alemã, a Massacre Records, que ficou muito interessada no material, e
resolveu contratar a banda para o lançamento do primeiro álbum.
Em 1994, em duas semanas, o Winters Bane gravou seu primeiro álbum, "Heart
Of A Killer", logo de cara vendendo em torno de 8 mil cópias no exterior,
mas nunca foi lançado nos Estados Unidos para decepção da banda.
"Heart Of A Killer" se baseava numa história de um juiz chamado Cohegan,
que teve um coração transplantado de um assassino morto, onde o caso tinha
sido ele mesmo quem havia sentenciado o mesmo à pena de morte.
Para ajudar a aumentar a fama da banda, eles desenvolveram uma técnica de
turnê, em que agendavam seus shows rentáveis sob o nome de British Steel,
banda totalmente cover de Judas Priest, na qual tocavam muitos clássicos
da banda e antes desse show, tocavam como Winters Bane, com o seu próprio
material.
“Funcionava perfeitamente” disse Tim Owens. "Nós deixamos de ganhar 50
dólares por show, passando para 1000 dólares cada noite. Eu cantava 45
minutos de músicas próprias do Winters Bane, depois botava o couro e fazia
2 horas de Judas Priest. As pessoas olhavam e achava, que não era o mesmo
cara’”.
Com a popularidade aumentando, e a agenda de shows na região ia
aumentando, Tim Owens largou a firma de advocacia e começou a trabalharem
meio período como vendedor, o que funcionava dava para conciliar melhor
com a banda.
Mas o metal estava desaparecendo e o grunge ascendendo e em 1995, Tim
Owens entrou no Seattle, uma banda cover que tocava um rock mais
alternativo, sem largar o Winters Bane.
Ele estava indo bem com as duas bandas e seu emprego como vendedor,
ganhando dinheiro suficiente para comprar um Jaguar Sedan usado.
Tim tinha tatuagens do Judas Priest, mas eram altas suficientes em seu
braços, fácil de serem escondidas pelas mangas de suas camisas, onde sua
paixão pela banda aumentava significamente a cada dia.
::
CAPÍTULO II:
Após a turnê do álbum "Painkiller", o Judas Priest e o mundo ficou
perplexo com a notícia de que o então vocalista Rob Halford estava
deixando a banda para partir a novos horizontes musicais, abalando o mundo
do heavy metal e deixando o Judas Priest "inativo" durante quase uns dois
anos.
Em 1993, no entanto, os outros membros da banda decidiram tentar reformar
o grupo e buscar um novo frontman. Eles ouviram centenas de fitas e
audições de talentosos cantores, mas nenhum parecia o certo.
Depois, através de uma série de coincidências, as habilidades vocais de
Tim Owens e sua furiosa presença de palco, chegaram até a banda.
A chave foi uma uma fita caseira de vídeo de péssima qualidade, na qual
Tim Owens cumpre seu papel de Rob Halford em um show do British Steel,
feito em 1995, no Sherlock’s, um clube em Erie, Pennsylvania.
A fita foi feita por duas fãs de Judas Priest que estava no local, chamada
Christa Lentine, uma atentendente de um estúdio de bronzeamento, de
Churchville, Nova Iorque, e sua prima Julie Vitto, de Rochester, Nova
Iorque. Após o show, Christa chegou à Tim Owens, dizendo que ela conhecia
alguns membros do Judas Priest.
Na verdade, Lentine estava namorando com Scott Travis, o baterista da
Judas Priest. Em Fevereiro de 1996, quanto Scott Travis estava fazendo as
malas para ir para a Inglaterra, ouvir a última rodada das audições,
Lentine colocou a fita velha do show do British Steel de Tim Owens em uma
das malas de Travis, dizendo que eles precisavam conferir "aquele cara".
Só que Scott não se interessou porque a banda não estava à procura de
nenhum clone do Rob Halford, mas mesmo assim, Christa insistiu fazendo com
que Scott levasse a fita para a banda ver.
Scott Travis e seus companheiros de banda decidiram dar uma olhada no
vídeo e logo quando Tim soltou a voz em uma das primeiras músicas, eles
não acreditaram no que estavam ouvindo, um vocal rasgado e agudo, bem como
sua presença de palco, com sua vestimenta de couro e seu corte de cabelo,
os lembrando muito de seu antigo frontman.
“Eu já vi coisas fantásticas na minha vida”, disse Glenn Tipton,
guitarrista do Judas Priest, “Mas eu não podia acreditar naquilo”.
Depois vieram milhões de telefonemas, primeiro da banda para Julie Vitto e
Chirsta Lentine, querendo saber se a fita tinha sido manipulada, depois
delas para Tim Owens, que foi instruído para ligar para a empresária
coordenadora da banda.
Tim, ao saber da situação, não colocou muita confiança, mas mesmo assim
ligou para a empresária da banda, na qual ela perguntou se ele tinha um
passaporte.
Dois dias depois, Tim Owens estava em um vôo noturno para a Inglaterra e
depois seguindo de carro para uma fazenda em Wales, onde a banda estava
hospedada.
“Eu podia sentir música lá de dentro” relembra Tim Owens. “Eu andei pela
sala de jantar que tinha uma grande mesa e lá estava Ian Hill. Depois, lá
estava Scott, tocando sua bateria e Glenn sentado em um amplificador,
improvisando. Você está acostumado a vê-los em posters por todo o se
quarto, e de repente você está lá com eles”.
A banda, um engenheiro de som e empresária ficaram atrás de uma cabine de
vidro e soltaram a fita de gravação, era o teste na qual Tim Owens podia
mostrar seu potencial a banda e quem sabe sonhar alto e conseguir a vaga
de vocalista do grupo.
A música escolhida foi “Victim of Changes”, uma velha conhecida de Tim
Owens. Ele soltou a voz no primeiro verso "Whisky Woman, don’t you know
it, driving me insane...“ mas foi interrompido por Tipton, que cortou a
fita e apertou um botão para falar por um intercomunicador: “Você ganhou o
emprego!”.
“Nós ouvimos, literalmente, milhares de cantores” Tipton disse mais tarde.
“Esquimós russos, homens, mulheres, pessoas de todos os cantos do mundo,
famosos e desconhecidos. Mas ali nós sabíamos, sem sombra de dúvida, que
havíamos achado nosso homem. Ele foi lá e simplesmente nos deixou
perplexos”.
Tim Owens cantou mais algumas músicas, incluindo “The Ripper” onde Tipton,
imediatamente decidiu que “Ripper” seria o novo nome do mais novo membro
da banda devido a sua excelente habilidade e cantar tal música.
Na manhã seguinte, Tim Owens foi levado ao aeroporto, para retornar à
Akron.
::
CAPÍTULO III:
Rapidamente o boato se espalhou pela cidade Akron e pela Internet, que já
dava os primeiros passos rumo as notícias em tempo real, bem como boatos e
mentiras.
Em maio de 1996, as revistas voltadas ao heavy metal começaram a anunciar
a volta do Judas Priest.
Tim Owens assinou um contrato com o Judas Priest que o deixava bem longe
de Jaguars usados e de cair na estrada em vans sujas e apertadas.
Ainda, durante quase todo o verão, ele continuou a cantar no Seattle e
Winters Bane, bem como seu emprego normal, vendedor.
Tim resolveu tirar seu telefone da lista telefônica e se mudar da rua em
que ele cresceu, para sua própria privacidade, vendeu o Jaguar e comprou
um Ford Explorer usado, um pouco melhor do que o antigo, mas alguma coisa
menos chamativa para não atrair os fãs. Seus pais também passaram por um
tipo de transformação. Para o seu aniversário de 50 anos, seu pai furou as
orelhas e fez uma tatuagem do Judas Priest em seu bíceps. A Sra Owens
recebeu ligações freqüentes de Glenn Tipton e de outros membros da banda.
“É como se estivéssemos em um sonho”, disse ela orgulhosa do filho.
A descoberta de Tim Owens com certeza deu uma revigorada de mercado no
Judas Priest, fazendo com que a banda assinasse com a CMC International
Records, uma divisão da BMG chefiada por Tom Lipsky, que foi responsável
por uma venda explosiva de bandas mais antigas, desde Pat Benatar até
Lynyrd Skynyrd.
Após toda a papelada pronta, Tim Owens, abandona definitivamente as suas
bandas, Seattle e Winters Bane, sem nenhum tipo de conflito, e mantendo a
amizade de todos os integrantes, e desejando-lhes toda a sorte do mundo na
carreira. O Seattle não se tem informações a respeito, mas o Winters Bane
continuou a carreira lançando mais um álbum cantando pelo guitarrista, e
hoje em dia eles possuem um novo vocalista tão bom quanto Tim Owens.
Tim Owens dividiu seu tempo entre Akron e um estúdio perto de Londres,
onde gravou os vocais para o primeiro álbum de material inédito do Judas
Priest em 7 anos. O álbum, em que Tipton descreveu como metal brutal para
os anos 90 estava previsto para ser lançado perto do época do Halloween.
Lipsky, chefe da BMG, disse que quando ouviu sobre o novo vocalista
através de um promotor de heavy metal, voou até Londres só para ouvir as
fitas.
“Ripper é uma benção dos céus. Ele tem a força, o alcance, e ele é sujo o
suficiente para vender”, disse Lipsky depois de ouvir as gravações.
Talvez previsivelmente, um porta-voz de Rob Halford, abusa menos nos
elogios. O empresário de Halford, John Baxter, descreve o renovado Judas
Priest como “bobo e ofensivo ao mesmo tempo” e acrescentou que foi
particularmente perturbador ouvir a banda dizer que Tim Owens é o melhor
vocalista que o Judas Priest já teve.
De sua parte, Tim Owens demonstrou admiração à Halford, mas ele
rapidamente mudava de assunto quando era questionado sobre o antigo
vocalista, falando sobre o futuro.
::
CAPÍTULO IV:
Após a gravação de "Jugulator", título do álbum de estréia de Tim, ele
ainda reunia seus antigos companheiros de banda e outros amigos para
churrascos no quinta de casal mas seu velho uniforme do Judas Priest, de
couro e espinhos, estava guardado no porão. “Eu estava pronto para um novo
figurino”, disse o então empolgado Tim "Ripper" Owens.
A excitação em cima do renovado Judas Priest, combinado com o som pesado e
a mixagem firme de "Jugulator", foi nomeado em 1999, como Melhor
Performance de Metal, no 41º Grammy Anual Awards. Assim, Ripper começou a
ser bem aceito no coração e ouvidos de muitos fãs de Judas Priest.
Após muitos shows, e grandes turnês nos anos de 1998 e 1999, a banda lança
o álbum ao vivo duplo, “98’ Live Meltdown”, gravado em muitos shows na
turnê americana, para mostrar ao mundo a excelente fase e a incrível
aceitação de Tim Owens por todos os cantos da terra.
Clássicos antigos com a voz de Tim Owens e a sonoridade pesada beirando o
thrash metal que a banda vinha desenvolvendo, fez com que muitos fãs novos
aparecessem diariamente bem como muitos fãs saudosistas do som mais heavy
metal clássico que a banda fazia até o “Painkiller” começassem a soltar
boatos infindáveis sobre um retorno de Rob Halford à banda, sempre
desmentidos por Tim e pelos próprios integrantes da banda em revistas
especializadas, e através de seu site oficial.
Um breve período de descanso, e começo de 2000 a banda já começou a se
concentrar na composição de um novo álbum de estúdio, primeiro álbum
totalmente composto e gravado para a voz de Tim Owens, já que o
“Jugulator” estava sendo composto sem ao menos terem um vocalista fixo.
”Demolition”, título do novo álbum é lançado no começo de 2001 e trazia
uma banda mais pesada e com uma sonoridade mais moderna que o seu
antecessor, deixando muitos fãs antigos um pouco insatisfeitos
principalmente pelo timbre mais baixo das guitarras, mas a voz de Tim
Owens mostrava um enorme avanço para a perfeição, onde neste álbum ele
mostrou mais seu estilo próprio, não abusando muito dos agudos como em
“Jugulator”.
Nesse mesmo ano, com enormes turnês marcadas, passa também pelo Brasil em
Setembro de 2001, fazendo shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto
Alegre.
A cada apresentação da banda, era latente o enorme avanço na técnica e
performance de Tim Owens, sendo considerado por muitos, em muitos veículos
especializados em heavy metal, como sendo um dos melhores vocalistas da
atualidade, ao lado de deuses como Bruce Dickinson, Dio, Gillan e o
próprio Rob Halford.
O ano de 2002 continuou com a turnê de promoção do álbum “Demolition”, e a
banda resolveu lançar um DVD ao vivo, gravado na conceituada casa de shows
Brixton Academy, em Londres, Inglaterra, intitulado “Live In London”, o
que mais alguns meses após esse lançamento, "Live In London" se torna mais
um álbum ao vivo duplo, com mais músicas do que o lançamento em DVD e com
um set list totalmente diferente de "98' Live Meltdown".
Muitos clássicos da era Rob Halford foram tocados nas turnês que a banda
fez com Tim Owens, e praticamente todas foram excelentemente cantadas e
aceitas pelos fãs, mas os boatos de uma possível volta de Rob Halford a
banda ficam cada vez mais fortes, depois que Rob Halford, após o fiasco de
suas bandas pós-Judas Priest (Fight e Two), se mostra aos fãs com sua
volta ao heavy metal em 3 álbuns lançados com a banda Halford.
Com a baixa vendagem dos últimos álbuns “Demolition” do Judas Priest e
“Crucible” de Halford, era quase impossível o não surgimento de boatos e
mais boatos sobre uma reunião da banda, o que causaria a saída de Tim
Owens da banda.
::
CAPÍTULO V:
Enquanto a mídia ficava dando inúmeras notícias sobre a possível reunião
do Judas Priest, ambos os lados negavam veementemente todo e qualquer
rumor noticiado, chegando até a alegar que os preparativos de um novo
álbum de estúdio com Tim Owens seria iniciado em breve.
Nesse meio tempo, o pai de Glenn Tipton, veio a falecer, fazendo com que a
banda desse uma parada, que chegou a ficar uns bons meses, deixando Tim
Owens um pouco incomodado.
Jon Schaffer, guitarrista e líder do Iced Earth, que estava gravando um
novo álbum junto com sua banda, estava descontente com a atuação do então
vocalista do Iced Earth, Matthew Barlow, nas gravações das novas músicas.
Matthew Barlow, que também é cunhado de Jon Schaffer, não estava dando
tudo de si para a banda, fazendo com que todas as gravações do novo álbum,
já intitulado de “The Glorius Burden”, fossem paradas, atrasando todo o
cronograma de lançamento.
Em 2003, após uma conversa entre Matthew Barlow e Jon Schaffer, ambos
decidem que o melhor para banda seria a saída de Matthew, devido a sua
fraquíssima interpretação e performance no novo álbum e também por este
depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, resolver se
dedicar ao Direito Penal, perdendo o interesse pelo heavy metal e
consequentemente pela banda.
Como Jon Schaffer já conhecia Tim Owens devido a uma turnê conjunta do
Judas Priest e Iced Earth em 2001, e sabendo que Tim estava parado naquela
época devido a situação do Judas Priest, Jon resolveu convidar Tim para
gravar os vocais como convidado especial no novo álbum do Iced Earth,
sendo prontamente aceito pelo mesmo.
Tim regravou todos os vocais para o álbum “The Glorious Burden” e
re-escreveu a letra e algumas linhas vocais para a música “Red Baron/Blue
Max”.
Após Tim gravar com o Iced Earth, nasce seu o primeiro filho, que no meio
da situação em que ele passava foi uma forma bonita que o fez mais forte,
até que o mundo recebe a notícia de que a então notícia da reunião do
Judas Priest havia sido confirmada, e conseqüentemente Tim Owens
despedido, mas de forma pacífica, amigável e profissional, sendo que até
os dias de hoje a amizade entre Judas Priest e Tim Owens permanecem
intacta.
Tim ficou extremamente chateado, mas não magoado com o pessoal do Judas
Priest, porque ele imaginava que um dia isso poderia acontecer, mas não
queria que tivesse sido naquela época e nem da maneira que foi, porque o
Judas Priest era a sua vida.
Sabendo de todo o alvoroço sobre a reunião do Judas Priest, Jon Schaffer,
então convida Tim Owens a integrar de forma oficial o Iced Earth,
deixando-o ainda mais pensativo, porque logo após sua saída oficial do
Judas Priest, Tim queria muito partir para uma possível carreira solo, com
material próprio que ele já tinha começado a escrever e em algum dia
pretende lançar.
Após uma semana pensando, Tim entra em contato com Jon Schaffer e aceita o
convite de ser o vocalista do Iced Earth e que estava feliz de ter sido
convidado.
O então novo álbum do Iced Earth é lançado e excelentes críticas ao disco
foram dadas, bem como algumas não muito a favor devido ao forte apelo
patriótico do mesmo.
Enfim a turnê se inicia pela América do Norte (EUA e Canadá), e alguns
shows por festivais na europa, tendo algumas datas canceladas devido ao
estado de saúde de Jon Schaffer, que estava tendo fortes dores em sua
coluna, obrigando-o a se tratar e posteriormente uma cirurgia.
Nesse meio tempo Tim resolve voltar a compor músicas para uma possível
carreira solo, paralela ao Iced Earth, já que sua banda principal entraria
em férias forçadas devido aos problemas de saúde de Jon Schaffer.
Após alguns meses compondo em companhia do amigo John Comprix, resolvem
batizar esse projeto como Beyond Fear, cujo nome foi dado após uma
pesquisa pelo site oficial, onde todos os fãs davam sugestões de nome.
O Beyond Fear, grava um CD demo com 5 músicas, e faz alguns shows com a
formação já completa com John Comprix (guitarra), Dwane Bihary (guitarra),
Erik Elkins (bateria) e Dennis Hayes (baixo, antigo companheiro de Winters
Bane).
Após uma pequena recuperação de Jon Schaffer, este se dedicou a gravação
do novo álbum do Demons & Wizards, e paralelamente a produção do primeiro
DVD do Iced Earth, "Gettybsurg 1863".
Depois de fechar contrato com a SPV (também gravadora do Iced Earth e
Demons & Wizards), o Beyond Fear se tranca no estúdios Morrisound para a
gravação de seu primeiro álbum com o produtor Jim Morris. Tim e John
Comprix compuseram juntos ao todo 14 músicas, mas apenas 12 entraram no
álbum.
Alguns shows foram agendados para entrosamento da nova banda, e após esses
shows, o Beyond Fear é contratado pela empresa Niji, de propriedade da
esposa de Ronnie James Dio, Wendy Dio, sendo assim sua empresária.
Com o fim da turnê de aquecimento, a banda entrou nos estúdios Morrisound,
para a gravação do seu primeiro álbum de estúdio, que foi lançado no
começo de 2006 com o título somente de "Beyond Fear".
Logo em seguida a banda caiu na estrada novamente mas teve a primeira
baixa na formação, com a saída de Dwane Bihary (guitarra), que saiu
amigavelmente da banda por problemas pessoais. Com isso a banda resolveu
permanecer como um quarteto.
... AGUARDE, EM BREVE CONTINUAÇÃO ...
|