:: DADOS PESSOAIS:

N
ome completo: Timothy Steven Owens
Data de nascimento:
13/09/1967
Cidade:
Akron, Ohio, Estados Unidos
Apelidos:
Little Owl (infância) e Ripper
Estado Civil:
Casado, pai de 3 filhos e avô de uma neta
Hobby:
Golf e esportes em geral
Bebida favorita:
Cerveja
Comida favorita:
Cerveja (risos)
Banda favorita: Dio, mas muda quase que todo o dia (risos)
Música favorita:
"Blood Stained"
Filme favorito:
Seven
Primeiro show que viu:
Judas Priest na "Defenders Of The Faith Tour"

:: BANDAS QUE PARTICIPOU:
 

Damage Inc. , Brainicide, U.S Metal, Twist Of Fate, British Steel, Winters Bane, Seattle, The Sickness, Judas Priest, Iced Earth, Beyond Fear, Yngwie Malmsteen's Rising Force, Hail!, Charred Walls Of The Damned e Soulbender

:: ÁLBUNS FAVORITOS:
 
"Sad Wings Of Destiny" - Judas Priest
"Screaming For Vengeance" - Judas Priest
"Heaven and Hell" - Black Sabbath
"Cowboys From Hell" - Pantera
"Badmotorfinger" - Soundgarden
"Operation Mindcrime" - Queensryche
"Among The Living" - Anthrax


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CAPÍTULO I:


A saga de Tim Owens começa com suas raízes na classe trabalhadora, em Kenmore, uma vizinhança colada de Akron, Eua, com suas casas aconchegantes e bem arrumadas no decadente coração de um pós-industrial meio-oeste americano.

Seu pai, Troy Owens, trabalhava em um depósito de jóias e sua mãe, Sherri Owens, coordenava uma empresa de babás, em sua própria casa. 

O adolescente Tim Owens, como muitos de seus amigos, gostava de um hard rock, mas era bem eclético. “Quando eu estava no primário, todos nós agíamos como o Kiss”, ele disse. “Mas eu também era visto cantando Billy Joel. Eu era um grande fã de Elvis”. 

Seus pais compartilhavam o ecletismo de seus filhos, gostando tanto de um heavy metal, quanto de Rolling Stones e Celine Dion. Ainda, diferentemente de seus amigos, Tim Owens também adorava música renascentista, e seu lado de tenor estava no coração do premiado coro de sua escola, Kenmore High. “Ele usava jeans rasgados, bandana e camisetas de suas bandas de garagem”, lembra Sally Schneider, a diretora do coro. “Mas ele também ficava ótimo de terno, cantando Orlando di Lasso”, grande compositor erudito italiano.

O primeiro contato de Tim com o heavy metal foi aos 16 anos, em 1983, quando seu irmão deu a ele o álbum "Screaming For Vengenace" do Judas Priest, fazendo com que Tim virasse uma espécie de fã número 1 do Judas Priest.

Após esse presente, Tim começou a procurar sobre muitas bandas do estilo, e conhecer pessoas com o mesmo gosto musical em sua região.

Quase todas as noites nos finais de semana, Tim Owens ficava grudado na grade do palco do Akron Agora, um bar que tinha shows de bandas metal, cantando junto todas as letras quando uma banda da região chamada U.S Metal, tocava clássicos do Judas Priest, como "Victim of Changes" e "The Ripper". 

Ele observava atentamente quando Jim Williams, vocalista da banda, fazia sua imitação quase que perfeita de Rob Halford (vocalista do Judas Priest), cantando junto com ele, só que do lado da platéia.

Uma noite ele foi notado por Dan Johnson e Steve Trent, dois músicos que estavam procurando um cantor para sua nova banda. “Tim era um garoto gordinho, mas ele cantava as músicas tão alto que sua voz sobressaía o P.A” disse Johnson. “Seus agudos eram incrivelmente estridentes”. Dissemos um ao outro, “Que tal ele?” O resultado deste encontro foi o Damage Inc., uma banda que desenvolveu uma certa notoriedade já que tocavam músicas do Judas Priest, Metallica, Slayer e Anthrax.

Mas o Judas Priest sempre foi a maioria do repertório da banda. Mesmo quando a banda trocou o nome para Brainicide e mudou o seu estilo musical, Tim Owens e seus amigos continuavam a tocar o que se tornou a marca registrada da banda, o cover de "Victim of Changes". “Tem uma hora na versão ao vivo que o Halford fica sustentado este "no, no, nooooooo" disse Jonhson. E Tim ficava sustentando esta nota infinitamente, absolutamente no máximo que ele conseguia. Toda vez, ele ficava rodando o palco e quase caía, por falta de oxigênio”. 

A galera do mosh local amava, assim a banda atraiu uma base leal de fãs, mas em 1990, o Brainicide se encaminhou em território desconhecido, como um fã uma vez descreveu “Uma mistura de death com metal psicótico”. 

Não tinha muito espaço para vocais, por isso Tim Owens saiu e foi substituir seu primeiro ídolo-modelo, Jim Williams, no U.S Metal, à convite da própria banda. 

No ano seguinte, enquanto continuava tocando no U.S Metal, o baterista da banda Winters Bane, banda que mesclava heavy metal com thrash metal, Terry Salem, que sempre ia ao eventos onde as bandas de Tim participava, indicou-o aos outros membros da banda para um teste como vocalista. Após algumas audições, Tim é efetivado como vocalista do Winters Bane, deixando o U.S Metal.

Casado e pai de uma garotinha (mais tarde divorciado e agora se recusa a comentar sobre sua vida pessoal), Tim Owens tinha também um emprego normal como um agente de compras na firma de advocacia mais antiga de Akron, Buckingham, Doolittle & Burroughs. ”No trabalho, Tim era bem conservador, sem brincos, cabelo curto” disse Robert Forwark, o chefe na parte de compras da firma.

Tim e o guitarrista do Winters Bane, chamado Lou St.Paul, começaram a escrever e compor algumas músicas para um possível álbum conceitual, que mais tarde viria a se chamar "Heart Of A Killer". A banda gravou uma fita demo com algumas músicas e entraram em contato com uma pequena gravadora alemã, a Massacre Records, que ficou muito interessada no material, e resolveu contratar a banda para o lançamento do primeiro álbum.

Em 1994, em duas semanas, o Winters Bane gravou seu primeiro álbum, "Heart Of A Killer", logo de cara vendendo em torno de 8 mil cópias no exterior, mas nunca foi lançado nos Estados Unidos para decepção da banda.

"Heart Of A Killer" se baseava numa história de um juiz chamado Cohegan, que teve um coração transplantado de um assassino morto, onde o caso tinha sido ele mesmo quem havia sentenciado o mesmo à pena de morte.

Para ajudar a aumentar a fama da banda, eles desenvolveram uma técnica de turnê, em que agendavam seus shows rentáveis sob o nome de British Steel, banda totalmente cover de Judas Priest, na qual tocavam muitos clássicos da banda e antes desse show, tocavam como Winters Bane, com o seu próprio material.

“Funcionava perfeitamente” disse Tim Owens. "Nós deixamos de ganhar 50 dólares por show, passando para 1000 dólares cada noite. Eu cantava 45 minutos de músicas próprias do Winters Bane, depois botava o couro e fazia 2 horas de Judas Priest. As pessoas olhavam e achava, que não era o mesmo cara’”. 

Com a popularidade aumentando, e a agenda de shows na região ia aumentando, Tim Owens largou a firma de advocacia e começou a trabalharem meio período como vendedor, o que funcionava dava para conciliar melhor com a banda. 

Mas o metal estava desaparecendo e o grunge ascendendo e em 1995, Tim Owens entrou no Seattle, uma banda cover que tocava um rock mais alternativo, sem largar o Winters Bane. 

Ele estava indo bem com as duas bandas e seu emprego como vendedor, ganhando dinheiro suficiente para comprar um Jaguar Sedan usado. 

Tim tinha tatuagens do Judas Priest, mas eram altas suficientes em seu braços, fácil de serem escondidas pelas mangas de suas camisas, onde sua paixão pela banda aumentava significamente a cada dia.

:: CAPÍTULO II:

Após a turnê do álbum "Painkiller", o Judas Priest e o mundo ficou perplexo com a notícia de que o então vocalista Rob Halford estava deixando a banda para partir a novos horizontes musicais, abalando o mundo do heavy metal e deixando o Judas Priest "inativo" durante quase uns dois anos.

Em 1993, no entanto, os outros membros da banda decidiram tentar reformar o grupo e buscar um novo frontman. Eles ouviram centenas de fitas e audições de talentosos cantores, mas nenhum parecia o certo. 

Depois, através de uma série de coincidências, as habilidades vocais de Tim Owens e sua furiosa presença de palco, chegaram até a banda.

A chave foi uma uma fita caseira de vídeo de péssima qualidade, na qual Tim Owens cumpre seu papel de Rob Halford em um show do British Steel, feito em 1995, no Sherlock’s, um clube em Erie, Pennsylvania. 

A fita foi feita por duas fãs de Judas Priest que estava no local, chamada Christa Lentine, uma atentendente de um estúdio de bronzeamento, de Churchville, Nova Iorque, e sua prima Julie Vitto, de Rochester, Nova Iorque. Após o show, Christa chegou à Tim Owens, dizendo que ela conhecia alguns membros do Judas Priest.

Na verdade, Lentine estava namorando com Scott Travis, o baterista da Judas Priest. Em Fevereiro de 1996, quanto Scott Travis estava fazendo as malas para ir para a Inglaterra, ouvir a última rodada das audições, Lentine colocou a fita velha do show do British Steel de Tim Owens em uma das malas de Travis, dizendo que eles precisavam conferir "aquele cara".

Só que Scott não se interessou porque a banda não estava à procura de nenhum clone do Rob Halford, mas mesmo assim, Christa insistiu fazendo com que Scott levasse a fita para a banda ver. 

Scott Travis e seus companheiros de banda decidiram dar uma olhada no vídeo e logo quando Tim soltou a voz em uma das primeiras músicas, eles não acreditaram no que estavam ouvindo, um vocal rasgado e agudo, bem como sua presença de palco, com sua vestimenta de couro e seu corte de cabelo, os lembrando muito de seu antigo frontman. 

“Eu já vi coisas fantásticas na minha vida”, disse Glenn Tipton, guitarrista do Judas Priest, “Mas eu não podia acreditar naquilo”. 

Depois vieram milhões de telefonemas, primeiro da banda para Julie Vitto e Chirsta Lentine, querendo saber se a fita tinha sido manipulada, depois delas para Tim Owens, que foi instruído para ligar para a empresária coordenadora da banda.

Tim, ao saber da situação, não colocou muita confiança, mas mesmo assim ligou para a empresária da banda, na qual ela perguntou se ele tinha um passaporte. 

Dois dias depois, Tim Owens estava em um vôo noturno para a Inglaterra e depois seguindo de carro para uma fazenda em Wales, onde a banda estava hospedada.

“Eu podia sentir música lá de dentro” relembra Tim Owens. “Eu andei pela sala de jantar que tinha uma grande mesa e lá estava Ian Hill. Depois, lá estava Scott, tocando sua bateria e Glenn sentado em um amplificador, improvisando. Você está acostumado a vê-los em posters por todo o se quarto, e de repente você está lá com eles”.

A banda, um engenheiro de som e empresária ficaram atrás de uma cabine de vidro e soltaram a fita de gravação, era o teste na qual Tim Owens podia mostrar seu potencial a banda e quem sabe sonhar alto e conseguir a vaga de vocalista do grupo.

A música escolhida foi “Victim of Changes”, uma velha conhecida de Tim Owens. Ele soltou a voz no primeiro verso "Whisky Woman, don’t you know it, driving me insane...“ mas foi interrompido por Tipton, que cortou a fita e apertou um botão para falar por um intercomunicador: “Você ganhou o emprego!”. 

“Nós ouvimos, literalmente, milhares de cantores” Tipton disse mais tarde. “Esquimós russos, homens, mulheres, pessoas de todos os cantos do mundo, famosos e desconhecidos. Mas ali nós sabíamos, sem sombra de dúvida, que havíamos achado nosso homem. Ele foi lá e simplesmente nos deixou perplexos”.
Tim Owens cantou mais algumas músicas, incluindo “The Ripper” onde Tipton, imediatamente decidiu que “Ripper” seria o novo nome do mais novo membro da banda devido a sua excelente habilidade e cantar tal música.

Na manhã seguinte, Tim Owens foi levado ao aeroporto, para retornar à Akron.

:: CAPÍTULO III:

Rapidamente o boato se espalhou pela cidade Akron e pela Internet, que já dava os primeiros passos rumo as notícias em tempo real, bem como boatos e mentiras. 

Em maio de 1996, as revistas voltadas ao heavy metal começaram a anunciar a volta do Judas Priest. 

Tim Owens assinou um contrato com o Judas Priest que o deixava bem longe de Jaguars usados e de cair na estrada em vans sujas e apertadas. 

Ainda, durante quase todo o verão, ele continuou a cantar no Seattle e Winters Bane, bem como seu emprego normal, vendedor. 

Tim resolveu tirar seu telefone da lista telefônica e se mudar da rua em que ele cresceu, para sua própria privacidade, vendeu o Jaguar e comprou um Ford Explorer usado, um pouco melhor do que o antigo, mas alguma coisa menos chamativa para não atrair os fãs. Seus pais também passaram  por um tipo de transformação. Para o seu aniversário de 50 anos, seu pai furou as orelhas e fez uma tatuagem do Judas Priest em seu bíceps. A Sra Owens recebeu ligações freqüentes de Glenn Tipton e de outros membros da banda. “É como se estivéssemos em um sonho”, disse ela orgulhosa do filho.

A descoberta de Tim Owens com certeza deu uma revigorada de mercado no Judas Priest, fazendo com que a banda assinasse com a CMC International Records, uma divisão da BMG chefiada por Tom Lipsky, que foi responsável por uma venda explosiva de bandas mais antigas, desde Pat Benatar até Lynyrd Skynyrd.

Após toda a papelada pronta, Tim Owens, abandona definitivamente as suas bandas, Seattle e Winters Bane, sem nenhum tipo de conflito, e mantendo a amizade de todos os integrantes, e desejando-lhes toda a sorte do mundo na carreira. O Seattle não se tem informações a respeito, mas o Winters Bane continuou a carreira lançando mais um álbum cantando pelo guitarrista, e hoje em dia eles possuem um novo vocalista tão bom quanto Tim Owens.

Tim Owens dividiu seu tempo entre Akron e um estúdio perto de Londres, onde gravou os vocais para o primeiro álbum de material inédito do Judas Priest em 7 anos. O álbum, em que Tipton descreveu como metal brutal para os anos 90 estava previsto para ser lançado perto do época do Halloween. 

Lipsky, chefe da BMG, disse que quando ouviu sobre o novo vocalista através de um promotor de heavy metal, voou até Londres só para ouvir as fitas.

“Ripper é uma benção dos céus. Ele tem a força, o alcance, e ele é sujo o suficiente para vender”, disse Lipsky depois de ouvir as gravações.

Talvez previsivelmente, um porta-voz de Rob Halford, abusa menos nos elogios. O empresário de Halford, John Baxter, descreve o renovado Judas Priest como “bobo e ofensivo ao mesmo tempo” e acrescentou que foi particularmente perturbador ouvir a banda dizer que Tim Owens é o melhor vocalista que o Judas Priest já teve.

De sua parte, Tim Owens demonstrou admiração à Halford, mas ele rapidamente mudava de assunto quando era questionado sobre o antigo vocalista, falando sobre o futuro.

:: CAPÍTULO IV:

Após a gravação de "Jugulator", título do álbum de estréia de Tim, ele ainda reunia seus antigos companheiros de banda e outros amigos para churrascos no quinta de casal mas seu velho uniforme do Judas Priest, de couro e espinhos, estava guardado no porão. “Eu estava pronto para um novo figurino”, disse o então empolgado Tim "Ripper" Owens.

A excitação em cima do renovado Judas Priest, combinado com o som pesado e a mixagem firme de "Jugulator", foi nomeado em 1999, como Melhor Performance de Metal, no 41º Grammy Anual Awards. Assim, Ripper começou a ser bem aceito no coração e ouvidos de muitos fãs de Judas Priest.

Após muitos shows, e grandes turnês nos anos de 1998 e 1999, a banda lança o álbum ao vivo duplo, “98’ Live Meltdown”,  gravado em muitos shows na turnê americana, para mostrar ao mundo a excelente fase e a incrível aceitação de Tim Owens por todos os cantos da terra.

Clássicos antigos com a voz de Tim Owens e a sonoridade pesada beirando o thrash metal que a banda vinha desenvolvendo, fez com que muitos fãs novos aparecessem diariamente bem como muitos fãs saudosistas do som mais heavy metal clássico que a banda fazia até o “Painkiller” começassem a soltar boatos infindáveis sobre um retorno de Rob Halford à banda, sempre desmentidos por Tim e pelos próprios integrantes da banda em revistas especializadas, e através de seu site oficial.

Um breve período de descanso, e começo de 2000 a banda já começou a se concentrar na composição de um novo álbum de estúdio, primeiro álbum totalmente composto e gravado para a voz de Tim Owens, já que o “Jugulator” estava sendo composto sem ao menos terem um vocalista fixo.

”Demolition”, título do novo álbum é lançado no começo de 2001 e trazia uma banda mais pesada e com uma sonoridade mais moderna que o seu antecessor, deixando muitos fãs antigos um pouco insatisfeitos principalmente pelo timbre mais baixo das guitarras, mas a voz de Tim Owens mostrava um enorme avanço para a perfeição, onde neste álbum ele mostrou mais seu estilo próprio, não abusando muito dos agudos como em “Jugulator”.

Nesse mesmo ano, com enormes turnês marcadas, passa também pelo Brasil em Setembro de 2001, fazendo shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

A cada apresentação da banda, era latente o enorme avanço na técnica e performance de Tim Owens, sendo considerado por muitos, em muitos veículos especializados em heavy metal, como sendo um dos melhores vocalistas da atualidade, ao lado de deuses como Bruce Dickinson, Dio, Gillan e o próprio Rob Halford.

O ano de 2002 continuou com a turnê de promoção do álbum “Demolition”, e a banda resolveu lançar um DVD ao vivo, gravado na conceituada casa de shows Brixton Academy, em Londres, Inglaterra, intitulado “Live In London”, o que mais alguns meses após esse lançamento, "Live In London" se torna mais um álbum ao vivo duplo, com mais músicas do que o lançamento em DVD e com um set list totalmente diferente de "98' Live Meltdown".

Muitos clássicos da era Rob Halford foram tocados nas turnês que a banda fez com Tim Owens, e praticamente todas foram excelentemente cantadas e aceitas pelos fãs, mas os boatos de uma possível volta de Rob Halford a banda ficam cada vez mais fortes, depois que Rob Halford, após o fiasco de suas bandas pós-Judas Priest (Fight e Two), se mostra aos fãs com sua volta ao heavy metal em 3 álbuns lançados com a banda Halford.

Com a baixa vendagem dos últimos álbuns “Demolition” do Judas Priest e “Crucible” de Halford, era quase impossível o não surgimento de boatos e mais boatos sobre uma reunião da banda, o que causaria a saída de Tim Owens da banda.

:: CAPÍTULO V:

Enquanto a mídia ficava dando inúmeras notícias sobre a possível reunião do Judas Priest, ambos os lados negavam veementemente todo e qualquer rumor noticiado, chegando até a alegar que os preparativos de um novo álbum de estúdio com Tim Owens seria iniciado em breve.

Nesse meio tempo, o pai de Glenn Tipton, veio a falecer, fazendo com que a banda desse uma parada, que chegou a ficar uns bons meses, deixando Tim Owens um pouco incomodado.

Jon Schaffer, guitarrista e líder do Iced Earth, que estava gravando um novo álbum junto com sua banda, estava descontente com a atuação do então vocalista do Iced Earth, Matthew Barlow, nas gravações das novas músicas.

Matthew Barlow, que também é cunhado de Jon Schaffer, não estava dando tudo de si para a banda, fazendo com que todas as gravações do novo álbum, já intitulado de “The Glorius Burden”, fossem paradas, atrasando todo o cronograma de lançamento.

Em 2003, após uma conversa entre Matthew Barlow e Jon Schaffer, ambos decidem que o melhor para banda seria a saída de Matthew, devido a sua fraquíssima interpretação e performance no novo álbum e também por este depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, resolver se dedicar ao Direito Penal, perdendo o interesse pelo heavy metal e consequentemente pela banda.

Como Jon Schaffer já conhecia Tim Owens devido a uma turnê conjunta do Judas Priest e Iced Earth em 2001, e sabendo que Tim estava parado naquela época devido a situação do Judas Priest, Jon resolveu convidar Tim para gravar os vocais como convidado especial no novo álbum do Iced Earth, sendo prontamente aceito pelo mesmo.

Tim regravou todos os vocais para o álbum “The Glorious Burden” e re-escreveu a letra e algumas linhas vocais para a música “Red Baron/Blue Max”.

Após Tim gravar com o Iced Earth, nasce seu o primeiro filho, que no meio da situação em que ele passava foi uma forma bonita que o fez mais forte, até que o mundo recebe a notícia de que a então notícia da reunião do Judas Priest havia sido confirmada, e conseqüentemente Tim Owens despedido, mas de forma pacífica, amigável e profissional, sendo que até os dias de hoje a amizade entre Judas Priest e Tim Owens permanecem intacta.

Tim ficou extremamente chateado, mas não magoado com o pessoal do Judas Priest, porque ele imaginava que um dia isso poderia acontecer, mas não queria que tivesse sido naquela época e nem da maneira que foi, porque o Judas Priest era a sua vida.

Sabendo de todo o alvoroço sobre a reunião do Judas Priest, Jon Schaffer, então convida Tim Owens a integrar de forma oficial o Iced Earth, deixando-o ainda mais pensativo, porque logo após sua saída oficial do Judas Priest, Tim queria muito partir para uma possível carreira solo, com material próprio que ele já tinha começado a escrever e em algum dia pretende lançar.

Após uma semana pensando, Tim entra em contato com Jon Schaffer e aceita o convite de ser o vocalista do Iced Earth e que estava feliz de ter sido convidado.

O então novo álbum do Iced Earth é lançado e excelentes críticas ao disco foram dadas, bem como algumas não muito a favor devido ao forte apelo patriótico do mesmo.

Enfim a turnê se inicia pela América do Norte (EUA e Canadá), e alguns shows por festivais na europa, tendo algumas datas canceladas devido ao estado de saúde de Jon Schaffer, que estava tendo fortes dores em sua coluna, obrigando-o a se tratar e posteriormente uma cirurgia.

Nesse meio tempo Tim resolve voltar a compor músicas para uma possível carreira solo, paralela ao Iced Earth, já que sua banda principal entraria em férias forçadas devido aos problemas de saúde de Jon Schaffer.

Após alguns meses compondo em companhia do amigo John Comprix, resolvem batizar esse projeto como Beyond Fear, cujo nome foi dado após uma pesquisa pelo site oficial, onde todos os fãs davam sugestões de nome.

O Beyond Fear, grava um CD demo com 5 músicas, e faz alguns shows com a formação já completa com John Comprix (guitarra), Dwane Bihary (guitarra), Erik Elkins (bateria) e Dennis Hayes (baixo, antigo companheiro de Winters Bane).

Após uma pequena recuperação de Jon Schaffer, este se dedicou a gravação do novo álbum do Demons & Wizards, e paralelamente a produção do primeiro DVD do Iced Earth, "Gettybsurg 1863".

Depois de fechar contrato com a SPV (também gravadora do Iced Earth e Demons & Wizards), o Beyond Fear se tranca no estúdios Morrisound para a gravação de seu primeiro álbum com o produtor Jim Morris. Tim e John Comprix compuseram juntos ao todo 14 músicas, mas apenas 12 entraram no álbum.

Alguns shows foram agendados para entrosamento da nova banda, e após esses shows, o Beyond Fear é contratado pela empresa Niji, de propriedade da esposa de Ronnie James Dio, Wendy Dio, sendo assim sua empresária.

Com o fim da turnê de aquecimento, a banda entrou nos estúdios Morrisound, para a gravação do seu primeiro álbum de estúdio, que foi lançado no começo de 2006 com o título somente de "Beyond Fear".

Logo em seguida a banda caiu na estrada novamente mas teve a primeira baixa na formação, com a saída de Dwane Bihary (guitarra), que saiu amigavelmente da banda por problemas pessoais. Com isso a banda resolveu permanecer como um quarteto.

... AGUARDE, EM BREVE CONTINUAÇÃO ...